16

Ago

Processo x Resultado

Cabeça de escritor é assim mesmo. Basta uma imagem pra disparar um turbilhão de pensamentos.

Ontem foi um dia ótimo, leve, solar e feliz! Tirei o dia pra curtir um tempo com pessoas que gosto e admiro. Pessoas do tipo GENTE!

Minha vida é uma interface maluca entre aqueles que acham que sou “uma Doutora, empresária” (porque só conhecem de mim as imagens estáticas e meus resultados), aqueles que acham que sou excêntrica, quase maluca e artista (porque percebem minha liberdade na forma como me expresso) e aqueles que sabem quem eu realmente sou porque são eles que conhecem meus PROCESSOS!

Sim! Somos muito mais processos do que resultados, e eu particularmente acho uma violência impor modelos pré estabelecidos de RESULTADOS para quem quer que seja, especialmente para os mais jovens.

Pra falar a verdade considero que essa pressão maluca por resultados seja a base para a insustentabilidade planetária.

Convivo com gente de todo tipo e alguns me parecem rígidos, inflexíveis e melancólicos porque provavelmente passaram a vida toda buscando “o tal resultado” de ser bem sucedido, ter um carrão e/ou uma casa ótima.

Já outros, me fazem sorrir quando se mostram GENTE, em seus processos de forças, fraquezas, vitórias, derrotas, dores…

O que eu quero dizer é que enquanto você fica maluco correndo atrás de resultados, talvez esteja esquecendo de perceber e valorizar os seus processos, seus aprendizados, suas conexões, seus relacionamentos e seu TEMPO DE VIDA!

Talvez esteja inclusive esquecendo do processo mais importante de todos, que é a VIDA EM SI e que por mais que você não queira pensar nisso, o resultado invariavelmente será a morte!

Sim, a mortalidade precisa deixar de ser um tabu ou um medo para que enfim, todos voltem a lembrar o quanto cada amanhecer é importante demais para não ser vivido!

Sobre a imagem… ela mostra o instante da preparação cujo resultado seria uma foto posada. Preferi essa, preferi o processo!

Sabe o que mais? Enquanto eu tirava essa foto, num dia de lazer por ser feriado, alguém muito preocupado com resultados me ligava pra falar de trabalho!

#sustentabilidade
#sustentabilidade4.0
#photography #maya

11

Ago

Os primeiros passos de Pippa na sustentabilidade…

Recentemente fui convidada para um almoço de apresentação da Pippa – uma marca de vestuário infantil – e chegando ao local imediatamente percebi a pegada de sustentabilidade (e criatividade) que seus sócios e idealizadores já começaram a imprimir:

 

  • Roupas leves e confortáveis com tecidos naturais muito apropriados pro nosso clima;
  • Tecidos sem poliéster (tipo de plástico);
  • Tags das camisas feitas com papel plantável;
  • Modelos mais básicos e de tamanhos mais confortáveis para garantir o uso de uma mesma peça por mair tempo (slow fashion);
  • E até um mimo para os convidados feitos de madeira.

 

Estas ações são de grande relevância se queremos construir uma cultura de sustentabilidade. Precisamos estar atentos a cada detalhe seja quando estamos no lugar do criador de produtos, seja quando estamos no lugar do consumidor.

Atitudes (aparentemente simples) como estas da Pippa são exemplos que precisam ser amplamente divulgados, tanto para inspirar novos produtos com pegada sustentável, como para mostrar aos consumidores que eles têm sim opções de consumo mais sustentável.

Então minha dica para quem tem seus pequenos em casa é: conheçam a Pippa!

(E quem me acompanha já sabe né? Eu só falo daquilo que eu realmente acredito)

 

Sobre a marca…

Alinhada com o movimento global por uma moda mais consciente, a Pippa nasce do desejo duas mães, Bia e Carmem, e um pai, Alfeu, em oferecer moda infantil
que resgate a poesia da infância com roupas pensadas para brincar e durar bastante.

A primeira coleção, “Oba, a Pippa chegou!”, foi lançada esta semana com venda online para todo o Brasil no e-commerce da marca e traz peças com design
atemporal, algumas sem gênero, apostando não só em informação de moda, mas também em leveza e conforto.

A empresa 100% cearense trabalha o conceito de “slow fashion” com grade de tamanhos de 1 a 10 anos e dá preferência a tecidos naturais como viscose e linho. Já
a cartela de cores traz desde tons mais fortes e atemporais como pink, verde bandeira, verde musgo e azul marinho a tons esmaecidos que fazem parte da
identidade visual da marca.

“Para nossa primeira coleção o maior desafio foi criar peças que acompanhem os pequenos por mais tempo” conta Bia Borba, sócia-fundadora e diretora criativa da Pippa. A solução foi apostar, por exemplo, em elásticos reguláveis, modelagens amplas e alças ajustáveis e também em peças que fogem de “modismos”.

Outro ponto focal da empresa é trabalhar em cima dos quatro pilares da sustentabilidade (socialmente justo, ecologicamente correto, culturalmente diverso e
economicamente viável) por meio de iniciativas em parceria com associações de costureiras e reaproveitamento de tecidos, dentre outras.

Carmem Queiroz, também sócia-fundadora e diretora comercial, fala que

“os produtos reforçam o compromisso com ações cada vez mais sustentáveis e proporcionam o estímulo dessas práticas à toda a cadeia têxtil. Respeitar os valores mensuráveis e contínuos do meio ambiente e promover este conceito faz parte do nosso DNA para um movimento de compartilhamento fundamental a todos”.

 

A campanha

Para a Pippa, ser diferente é ser único. Por isso, para a sua primeira campanha o ponto de partida foi a diversidade com crianças de idades, etnias e estilos distintos
disseminando um dos valores essenciais da marca: o respeito a todas as formas de ser.

Fotografada pela artista visual Anie Barreto em pontos icônicos de Fortaleza, como o Passeio Público e o Museu da Indústria, as imagens reforçam os principais
diferenciais da empresa.

“A Pippa nasceu não por uma vontade de inserir mais roupa no mundo e sim para discutir assuntos relacionados à criação da geração ‘alfa’, a nova geração de crianças que está cada vez mais imersa no mundo da tecnologia e ao mesmo tempo mais atenta aos cuidados com o meio ambiente”, conta Alfeu Queiroz, sócio-fundador e diretor financeiro.

“Queremos que a Pippa seja uma ponte com as mais diversas famílias para dialogar sobre equidade de gênero, sustentabilidade, ética e respeito às diferenças. Como equilibrar tudo isso? Construindo uma marca que chegou para brincar, somar, mudar.”, finaliza Bia Borba.

Mais informações:

Instagram: @voudepippa
Facebook: voudepippa
www.voudepippa.com.br/

Assessoria de Imprensa
Juntas Colmeia Criativa
Clara Dourado – (85) 98220.1286
claradourado@gmail.com

 

 

 

Siga-me nas redes sociais

 

 

 

15

Jul

A inovação sempre esteve na natureza…

Aquilo que todos agora aclamam como o que temos de mais precioso e revolucionário – a INOVAÇÃO – nada mais é do que a repetição de processos e padrões que sempre estiveram à nossa disposição na natureza.

Conceitos e temas que hoje estão sendo amplamente difundidos tais como: “ecossistema”, “redes”, “colaboração”, “simbiose”, “sistemas”, dentre muitos outros, são expressões dos modelos encontrados no meio ambiente desde que o mundo é mundo. 

Então porque tudo parece tão novo para a maioria de nós?

Desde que nós, seres humanos, passamos a “dominar” determinados processos naturais como por exemplo: o ciclo da terra para a agricultura, o ciclo hidrológico e seus períodos de secas e cheias dentre outros, passamos também a nos sentir superiores e “independentes” da natureza, a qual deixou de ser a fonte de conhecimento sobre tudo o que precisamos, para ser tão somente fonte de recursos naturais e área para expurgo de nossos resíduos e dejetos.

Fomos nos afastando da natureza de tal maneira que durante séculos e mais séculos ignoramos os ciclos naturais e adotamos modelos de crescimento e desenvolvimento lineares e cartesianos os quais nos trouxeram para as atuais condições de crise, desigualdade, degradação e incertezas climáticas.

Em outras palavras podemos dizer que depois de todo um período de “evolução”, chegamos ao um ponto em que precisamos nos reinventar porque se não inovarmos em nossas tecnologias, processos, métodos e especialmente, se não inovarmos em nossa MENTALIDADE ficaremos estagnados e perdidos bem no meio do caos.

Atualmente ainda temos – por sorte ou graças a atuação dos ambientalistas pelo mundo – a nossa mãe natureza à disposição para nos demonstrar modos de vida baseados no SISTEMISMO E COLABORAÇÃO, para então criarmos soluções inovadoras para necessidades humanas/sociais que são cíclicas, simbióticas e complexas.

Então é chegado o momento de inovar nos modos de nos relacionar, comunicar, trabalhar, viver, pensar e também de modificar nosso olhar sobre a natureza.

Aos que atuam especificamente na área ambiental ficará uma missão dupla:

  1. a primeira de contribuir para que finalmente os empreendedores, instituições públicas e a sociedade de modo geral compreendam que as questões ambientais são literalmente vitais e, por isso, não podem mais continuar sendo negligenciadas; e
  2. a segunda é ser capaz de inovar tanto em nível tecnológico quanto em nível processual para se oferecer soluções que transformem a sustentabilidade em um atrativo e um investimento e não em um custo ou um problema.

Foi baseada nessa visão de mundo que propus uma teoria denominada de Sustentabilidade 4.0 e cujo livro será lançado no final do mês de agosto de 2019. 

Em seu conteúdo, apresento algumas inovações que já começam a despontar pelo mundo como verdadeiros pontos de luz a iluminar o caminho da mudança, sendo eles:

  • Ciberativismo
  • Ecoalfabetização
  • Valoração de Serviços Ecossistêmicos 
  • Direitos da Natureza
  • Movimento Ecofeminista
  • Proposta sobre Ecocídio
  • Biomimetismo
  • Economia Circular Credla to Cradle

Todo esses movimentos e mudanças vem ocorrendo pelo planeta, baseados em uma lógica de reconexão com a natureza VIVA e tudo o que ela tem a nos ensinar para que enfim nos tornemos resilientes e sustentáveis.

 

Artigo atualizado

Publicação original em:

https://inovamundo.com.br/2017/08/09/a-inovacao-sempre-esteve-na-natureza/

 

Siga-me nas redes sociais

13

Jul

Quem já leu…

A escritora Rose Lira foi minha consultora de escrita para o livro Sustentabilidade 4.0 e foi também a grande responsável pela humanização do meu modo de escrever.

Isso porque quando cheguei ao escritório dela na Central de Escritores pela primeira vez eu ainda tinha uma linguagem acadêmica muito forte, mas eu queria conseguir falar para toda e qualquer pessoa disposta a repensar e/ou mudar seu mindset sobre a sustentabilidade e, quem sabe, depois me ajudar a mudar o mundo. 🤗

Foram quase dois anos entre oficinas de escrita terapêutica, construção de laços, afetividades e consultoria de escrita.

Quando finalmente entreguei o primeiro texto completo para sua leitura, esse texto da imagem foi o que ela me escreveu por email.

Naquele instante constatei o quanto o universo é incrivelmente equilibrado, pois enquanto a Rose (com seu jeito peculiar, sua sensibilidade arretada e sua sabedoria) me devolvia a humanidade na escrita, eu pude lhe oferecer uma reflexão mais apurada sobre a nossa relação com a natureza.

Obrigada por tanto Rose. Muitos outros livros, afetividades e cafés para nós, virão!!!

#sustentabilidade4.0 #sustentabilidade40#sustentabilidade #livro #escritores #escritora#centraldeescritores #roselira #magdamaya #maya

09

Jul

Sobre questionar o “inquestionável”

Essa foi a sensação que tive durante uma palestra que fui convidada a realizar na Superintendência Estadual de Meio Ambiente do Estado do Ceará – SEMACE, quando questionei não apenas a eficácia do sistema de licenciamento (considerando a relevância na melhoria da qualidade ambiental) como também o modelo de desenvolvimento (inclusive o sustentável) tal qual ele é empreendido na prática.
 
O convite foi claro: queremos que você fale como AMBIENTALISTA!
 
Foi exatamente o que eu fiz e minha fala foi recebida com muito carinho e respeito pelos gestores da SEMACE. 
 
Por outro lado, mesmo falando algo que para mim se apresenta de maneira absolutamente óbvia, percebi em alguns membros da plateia um certo estranhamento ou até mesmo incômodo com minha fala.
 
Era como se fosse a coisa mais absurda do mundo questionar o modelo de desenvolvimento onde todos são encorajados a trabalhar-consumir-descartar em looping infinito.
 
Diante dessa consideração, parte da plateia me olhava atônita enquanto outra parte me olhava com brilho nos olhos.
 
Para a parcela atônita, parecia que era impossível questionar a padronização dos modos de vida e que não se podia pensar em uma vida sem desenvolvimento nos moldes aceitos e replicados pela maioria na sociedade, onde “ter sucesso”, “chegar lá”, “ser bem sucedido” e até mesmo “ser feliz” está relacionado a TER… CONSUMIR… POSSUIR COISAS.
 
Ainda mais preocupante foi perceber a apropriação do discurso do Desenvolvimento Sustentável para justificar o desenvolvimento econômico, como se DE FATO o ambientalmente equilibrado e o socialmente justo tivessem o mesmo peso e a mesma medida do economicamente viável neste país.
 
Eu sinceramente não sei o que ficou de reflexão para eles… mas para mim, ficou ainda mais claro que temos um árduo trabalho disruptivo pela frente se quisermos mudar essa mentalidade historicamente constituída e engessada.
 
Precisamos encontrar meios, caminhos, métodos e linguagens capazes de tirar as pessoas do piloto-automático e, por hora suponho ser urgente iniciar um amplo processo de ecoalfabetização de jovens, adultos e crianças!
 
Então, mãos à obra!
 
 
 
Siga-me nas redes sociais

03

Jul

Diálogos sobre licenciamento

Ocorrerá hoje, às 14h a segunda edição do Diálogos Ambientais no auditório da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), de forma aberta ao público.

As palestras seguidas de debate trazem, desta vez, o tema Licenciamento Ambiental: perspectivas para o estado do Ceará. 

O assunto entra em pauta, um mês depois que entrou em vigor a Resolução Coema nº 02/2019, que tornou o licenciamento mais simples, ágil e barato para empreendedores públicos e privados.

O objetivo do encontro é discutir o licenciamento ambiental nas perspectivas dos setores produtivos, da sociedade civil e do poder público.

Eu, Magda Helena Maya, estarei dentre os palestrantes junto com o mestre em negócios internacionais, Rômulo Alexandre Soares.

A moderação será feira pelo fiscal ambiental da Semace, mestre em Geografia e doutorando em Engenharia Civil, Ulisses Costa de Oliveira.

02

Jul

Exposição sobre Povo Tremembé da Barra do Mundaú

O Povo Indígena Tremembé da Barra do Mundaú (Itapipoca/CE) e o Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador – CETRA, abrem nesta terça-feira, 02 de julho, às 10h, no Campus Itaperi da Universidade Estadual do Ceará (UECE), em Fortaleza, a

exposição fotográfica Iandé Á’Tã Joaju – Juntos Somos Fortes, com fotografias de Marcos Vieira.

A abertura oficial acontece no Auditório Paulo Petrola, a partir das 10h, e a visitação é gratuita.

A exposição, que fica aberta a visitação até o dia 30 de julho, tem como objetivo retratar a cultura, a arte e as faces das crianças, jovens, adultos e troncos velhos dos Tremembé da Barra do Mundaú e de fortalecer o processo de resistência e luta pela demarcação das terras indígenas.

“Para nós Tremembé da Barra do Mundaú, esta exposição de fotografias tem um significado importante para a luta que fazemos em defesa de nosso território, pois a mesma retrata elementos que mantém viva a nossa esperança de um dia ter nossa terra demarcada”, conta a jovem liderança indígena Mateus Tremembé. E continua: “estamos super felizes por ver a nossa cultura e tradição sendo apreciada e exposta dentro da Universidade Estadual do Ceará”.

As fotografias da exposição Iandé Á’Tã Joaju – Juntos Somos Fortes são de Marcos Vieira. Sobre elas, o jornalista e escritor Flávio Paiva escreve, na apresentação da exposição, que elas são “essencialmente uma reafirmação do lugar do olhar imerso em matizes culturalistas, aproximando o que está dentro com o que está fora da imagem”. Ainda segundo Flávio, “cada imagem captada por ele não é apenas um gesto de corte do real, mas uma religação de histórias, de memórias e de imaginários”.

 

Exposição itinerante

Iniciando no Campus Itaperi, a exposição percorrerá todos os campi da UECE distribuídos pelo Ceará, com o objetivo não apenas da apreciação das fotografias, mas, sobretudo, de refletir sobre as populações indígenas, reafirmando a universidade pública enquanto o espaço de discussão e de democratização dos saberes.

Depois de Fortaleza, a exposição segue para a FACEDI, em Itapipoca, onde fica em cartaz de 1º e 15 de agosto. Em seguida segue para Tauá, na CECITEC (19 a 30 de agosto). Em setembro, a exposição estará na FAEC de Crateús (02 a 15 de setembro) e na FECLI de Iguatu (17 a 30 de setembro). Outubro é a vez da FAFIDAM de Limoeiro do Norte (02 a 15 de outubro) e a FECLESC, em Quixadá (17 a 30 de agosto) receberem a exposição, que finalizará o ciclo itinerante em parceria com a UECE no Centro de Humanidades, em Fortaleza, de 02 a 30 de dezembro.

A exposição é realizada pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador – CETRA, através do projeto Ação Tremembé, em parceria com o Povo Tremembé da Barra do Mundaú e apoiada pela União Europeia, Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria de Desenvolvimento Agrário – SDA e Universidade Estadual do Ceará.

 

Ação Tremembé

Projeto Ação Tremembé realizou, durante três anos (2016-2019), juntamente com o Povo Tremembé da Barra do Mundaú ações com o intuito de potencializar a defesa dos direitos humanos dos povos indígenas cearenses e, em especial, do Povo Tremembé da Barra do Mundaú. Foram três anos de muito aprendizado, troca de conhecimento, fortalecimento das articulações e ampliação da visibilidade da luta pela terra – realizada a partir da campanha Iandé Á’tã Joaju – Juntos Somos Fortes! Pela demarcação imediata da terra indígena Tremembé da Barra do Mundaú, que também dá nome à exposição.

“O Projeto Ação Tremembé, trouxe a mensagem de que eu poderia ir muito além das cercas da comunidade, que o Ceará ou Brasil não são o meu limite, que meus sonhos podem sim ser realizados, e que eu sou o responsável por luta por eles. Mostrou-me também que eu poderia produzir minha própria comunicação, e é isso que faço. Suas formações despertaram em mim o interesse em fazer fotografia, vídeos, danças e acima de tudo, possibilitou o meu desenvolvimento como Luan de Castro, o jovem indígena que produz comunicação indígena”, conta Luan de Castro, jovem Tremembé.

 

SERVIÇO

Abertura da Exposição Fotográfica Iandé Á’Tã Joaju – Juntos Somos Fortes

Dia 02 de julho às 10h no Auditório Paulo Petrola, no Campus Itaperi da UECE, em Fortaleza.

 

Exposição Fotográfica Iandé Á’Tã Joaju – Juntos Somos Fortes

Visitação de 02 a 30 de julho, no Campus Itaperi da UECE, em Fortaleza. Funcionamento das 8h às 17h, de segunda a sexta. Entrada gratuita.

Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1wp2b23fKpWtKspkBs257mpMRKfaZQglO?usp=sharing

Fotos da exposição na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará: https://drive.google.com/drive/folders/1W7n062PF159CVC2lJ6GXD4bz8hPXgf5Q?usp=sharing

26

Jun

O desafio dos geógrafos na atualidade…

Para nós geógrafos tem sido um desafio absurdo manter nosso lugar no mercado apesar de todo o crescimento da área ambiental.

Isso ocorre porque as pessoas confundem MILITANTES da CAUSA AMBIENTAL com PROFISSIONAIS FORMADOS para atuar na ÁREA AMBIENTAL.

Os profissionais da Geografia passam 4 anos se graduando para aprenderem a reconhecer a DINÂMICA DA NATUREZA (meio físico) e sua interação Sustentável com a SOCIEDADE para que possam realizar estudos técnicos de alta complexidade e planejamentos ambientais/territoriais efetivamente sustentáveis.

Sempre concorremos com os demais profissionais das CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E AMBIENTAIS e isso é correto e sadio. Mas infelizmente, outras profissões de todo tipo começam a querer invadir esse campo, ainda que por vezes tenham passado no máximo por duas disciplinas sobre meio ambiente ou apenas tenham como base as leis para análises ambientais.

Isso tudo é muito grave não apenas por uma questão de MERCADO mas principalmente por questões sociais e ambientais.

Profissionais não habilitados estão contribuindo para a degradação ambiental na medida em que se preocupam apenas em ganhar dinheiro, sem se preocupar com os RISCOS ambientais cada vez mais crescentes.

Pessoas sem formação na área estão sendo contratadas para assumir responsabilidades que exigem muito conhecimento sobre meio ambiente, sem sequer assinar uma Anotação de Responsabilidade Técnica.

Essa conduta tem respingado sobre nós, os profissionais que trabalham com rigor técnico e com ética, pois os analistas ambientais dos órgãos licenciadores acabam colocando a todos no mesmo SACO DA MEDIOCRIDADE DO CTRL C + CTRL V.

Nossa atuação deveria ser devidamente fiscalizada pelo CREA (Conselho do qual fazemos parte) mas infelizmente ele não tem historicamente nos representado e, tampouco fiscalizado a atuação de outros profissionais (inclusive do próprio sistema) que andam atuando em uma área que simplesmente não conhecem.

Hoje a lei que regulamenta minha profissão completa 40 anos mas infelizmente estamos gastando tempo e energia tentando manter e ocupar nossos lugares, enquanto poderíamos estar gastando esse tempo e energia (e conhecimento) contribuindo para um mundo Sustentável para todos.

Obs: Escolhi  a imagem desse post pra dizer de forma bem humorada que os geógrafos estão exatamente na interface e na reconexão entre a sociedade e a natureza! Coroados pela capacidade de analisar o território por meio da cartografia.

 

23

Jun

Sobre “atravessadores de desinformação” e desleituras em série

Sinceramente eu tenho ficado cada vez mais ASSUSTADA com o comportamento das pessoas na internet.
 
E eu não estou falando das grosserias e arrogâncias generalizadas de sair dando a opinião no post alheio, sem sequer fazer um exercício para tentar entender o ponto de vista do outro. Também não estou falando de briguinhas político-partidárias.
 
Estou falando do fato das pessoas CLARAMENTE estarem apenas compartilhando e repostando links de matérias sem sequer ler seu conteúdo.
 
 E como eu sei disso?
 
1. Todos os dias eu clico em pelo menos 2 ou 3 links que “dão em nada”, ou seja, possivelmente já tem sites se aproveitando do fato das pessoas apenas repassarem a chamada da matéria para apenas propagarem o site ou quem sabe, até vírus.
 
2. Pessoas dando notícias da morte de notáveis como se fosse recente, sem ser. Semana passada mesmo vi uns 8 compartilhamentos da morte de Zygmunt Bauman (que na verdade morreu em 2017);
 
3. O caso clássico da informação sobre o Rio Pajeú em Fortaleza.
 
Em 2016 escrevi um artigo no Linkedin chamado “Porque minha cidade alaga quando chove?”. Em 2017 o texto foi republicado pelo Inova Mundo. Em 2018 eu mesma repostei no meu blog do Jornal O Estado. Provavelmente poucas pessoas leram.
 
Esse ano eu peguei apenas um pequeno trecho do artigo e joguei no facebook num dia de muita chuva em Fortaleza.
 
O trecho dizia: “não é a Avenida Heráclito Graça que alaga quando chove, é o leito do Rio Pajeú retomando o seu curso natural”.
 
Esse pequeno trecho foi compartilhado por Ricardo Falcão e a partir daí foram mais de 3000 recompartilhamentos e muita gente na cidade agora sabe disso. Tanto que foi parar inclusive no discurso do próprio Secretário de Meio Ambiente do Estado.
 
É claro que fiquei feliz pela repercussão dessa mensagem (embora pouquíssimas pessoas me dêem o crédito), mas ao mesmo tempo fiquei pensando no quão flagrante é o desinteresse pela LEITURA e informação para alem dos “140 caracteres”.
 
Nos tornamos uma sociedade de consumidores-descartadores de TUDO, inclusive de INFORMAÇÃO?
 
Tenho a impressão de que poucos parecem se importar com o conteúdo do que estão passando para frente.
 
Aparentemente todo mundo quer parecer informado, engajado e até “fornecedor de conteúdo”, quando na verdade, em alguns casos podem estar se comportando como “atravessadores de desinformações” uma vez que optam por não ler o conteúdo antes de repassar.
 
Isso é grave! Isso revela uma sociedade cuja capacidade crítica não apenas se reduz como também se desqualifica. Uma sociedade com cegueira intelectual que pode se tornar crônica.
 
Como diria o “filósofo” Dinho Ouro Preto do Capital Inicial: “A inteligência ficou cega, de tanta informação”.
 
Se não estivermos atentos ficamos reféns de portais, sites e redes sociais cujos conteúdos são muito duvidosos mas que ganham notoriedade por meio de suas chamadas sensacionalistas e/ou oportunistas.
 
Pior… corremos o risco de nos sentirmos cada vez mais angustiad@s, ansios@s, deprimid@s e impotentes diante do bombardeio de informações sobre a “realidade” que mais parece um campo minado por discursos, desinformações e noticias que afetam o interesse da coletividade.
 
E como se posicionar diante de tudo isso?
 
Arrisco dizer que um primeiro passo seria mergulhar de cabeça no universo da leitura/escrita, seja como leitor de conteúdos qualificados, seja como conteudista (escritores, jornalistas, cientistas, editores…). Não havendo relação de excludência uma vez que a leitura e a escrita são para todos.
 
O que não podemos mais aceitar é a existência de uma legião de “atravessadores de desinformação” porque simplesmente nossa sociedade desistiu de LER!
 
Na contramão de tudo isso devemos insistir na formação de leitores e no estímulo à leitura.
 
Precisamos também entender a escrita qualificada como um poderoso antídoto para essa epidemia de “desleitura” aguda e cegueira intelectual crônica.
 
Vale até apostar em redes sociais como o instagram cujo foco são IMAGENS mas que eu, por exemplo, insisto em quebrar o padrão e colocar CONTEÚDO (e tem dado certo).
 
E se você chegou até esse ponto desse “TEXTÃO” , obrigada por acreditar na leitura e se puder deixar um comentário pra eu ter ideia de quantas pessoas leram eu agradeço duas vezes.

18

Jun

Educação e Arte

Uma junção infalível quando precisamos comunicar algo importante e que precisa afetar um maior número de pessoas.
 
As questões ambientais se mostram cada dia mais urgentes e não temos mais 1 só segundo a desperdiçar com mega projetos, grandes planejamentos e planos que não saem do papel.
 
Precisamos informar as pessoas sobre tudo o que está acontecendo, e essa informação precisa ser forte o suficiente para motivar uma ação.
 
Em termos de educação ambiental eu escolhi me valer da arte.
Isso mesmo! Educação ambiental por meio da arte.
 
Foi assim que em 2018 propus ao Sindiverde a realização de uma exposição interativa durante a Expo Recicla onde as pessoas pudessem enxergar materialmente os discursos ambientais.
 
Cabia a mim criar instalações no estilo Povera (com reutilização de materiais inservíveis) e, aos meus parceiros convidados cabia demonstrar que é possível agir em função da mudança (Instituto Verdeluz, Ecoviver e Ecomuseu Natural do mangue) ou produzir ecoprodutos criando uma verdadeira economia circular (Associação de Ecoprodutores).
 
O sucesso foi tanto que nos rendeu o convite para a Expo Recicla 2019, me trazendo o grande desafio de mais uma vez criar instalações artísticas capazes de comunicar a mensagem ambiental.
 
Eu não poderia escolher outra temática nesse momento: A relação do meio ambiente com nossa saúde, através de nossa alimentação.
 
Foi pensando nisso que criei 02 instalações:
 
AGRO TÓXICO – Numa referência direta ao nosso sistema agroindustrial cujas produções podem atualmente se valer dos mais variados tipos de agrotóxicos recentemente liberados no Brasil e que estão pouco a pouco envenenando nossos alimentos e nossas famílias; e
MENU DA NATA DO LIXO – Onde montei um banquete todo à base de plásticos e microplásticos regados a muito agrotóxico.
 Para ver fotos da exposição acesse: https://www.magdamaya.com.br/ultimasnovidades
A Expo Recicla acabou e por hora me resta saber se as pessoas que por ali passaram e visitaram as minhas instalações, estarão um pouco mais motivadas a buscar alimentos orgânicos com garantias de que não estão sendo envenenados.
 
Sigo com minha batalha pessoal e com minha trajetória em busca da construção de um novo mindset onde as pessoas saiam da passividade, entendam a relevância de suas ações e se reconectem com o valor da VIDA, inclusive das suas.
 
Esse texto revela um momento em que estou focada em falar sobre alimentação sustentável e saúde, em reconexão pessoal e em Sustentabilidade 4.0.
 
Sigam-se os bons!