11

Mar

Sobre Serviços Ecossistêmicos – Abelhas e Polinização

Vamos falar sobre Serviços Ecossistêmicos e a urgência de prestarmos mais atenção para as questões ambientais?
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A queda nas populações do inseto (Síndrome do Colapso das Abelhas), ocorre por fatores naturais e pela ação humana, por meio da destruição do ambiente das abelhas selvagens e do USO MASSIVO DE AGROTÓXICOS e AGROQUÍMICOS.
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VISÃO SISTÊMICA:
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Se as abelhas sumirem, boa parte dos vegetais também deixará de existir. Isso porque elas são responsáveis pela polinização de até 90% da população vegetal.
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Com a queda drástica na quantidade de vegetais disponíveis, as fontes de alimentação de animais herbívoros ficarão escassas, gerando um efeito dominó na cadeia alimentar. Os herbívoros irão morrer, diminuindo a oferta de alimento aos carnívoros, atingindo um número cada vez maior de espécies até chegar aos humanos.
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Com poucos vegetais e carnes à disposição, valerá a lei da oferta e da demanda. A tendência é que os preços dos alimentos disparem, assim como os valores de outros artigos de origem animal e vegetal, como o couro, a seda e o etanol, para citar só alguns. Está formada uma crise econômica.
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Na luta pelo pouco alimento que restou, a população mundial pode iniciar conflitos e até guerras. A agropecuária em crise afetará vários setores da economia, gerando desemprego, queda geral de produtividade e insatisfação popular.
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Pela fome, muitos morrerão ou ficarão doentes. Poucos conseguiriam sobreviver a esse caos.
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(Fontes: Super Interessante, Greenpeace, Revista Eletrônica de Veterinária e Embrapa)

 

Links:

S.O.S., as abelhas pedem socorro

https://g1.globo.com/natureza/blog/andre-trigueiro/post/2019/02/21/licenciamento-recorde-de-novos-agrotoxicos.ghtml

https://www.greenme.com.br/informar-se/agricultura/7694-agrotoxicos-mataram-500-milhoes-abelhas-brasil?fbclid=IwAR3-cG4UffWEuEt9zExWVBUmRR2waShdUsqgnP4HahfVqedjIxaVRWtEwKk

Apicultores brasileiros encontram meio bilhão de abelhas mortas em três meses

 

 

 

08

Mar

Os 4Rs da Sustentabilidade 4.0

Dando continuidade ao artigo anterior onde falo sobre a origem do conceito em si, hoje quero falar sobre os 4Rs da Sustentabilidade 4.0.

Se concordamos que estamos tratando desde o início da construção de um novo mindset (ou no bom português, uma nova mentalidade) sobre a Sustentabilidade como um todo, devemos estar de acordo também que a evolução e a revolução estão na forma de ENXERGAR a realidade e de PENSAR sobre tudo o que está posto e engessado historicamente.

Arrisco dizer que para ser 4.0 é necessário ter a capacidade de REPENSAR tudo!

Para que possamos dar os primeiros passos na direção de uma nova mentalidade sobre a Sustentabilidade, julgo importante entender que existem pelo menos 4 elementos cujos propósitos, objetivos e/ou condutas deverão ser repensados.

São eles: as Pessoas; as Empresas; o Estado (instituições públicas); e as Leis (ordenamento jurídico).

Para ilustrar de uma forma um pouco mais simplificada, criei os 4Rs da Sustentabilidade 4.0 onde faço as seguintes sugestões:

 

  • RECONEXÃO PESSOAL com a VIDA e com a NATUREZA! Sim, todas as pessoas!

Considerando que em um dado momento da história da humanidade “nos perdemos” de nossa essência e passamos a considerar a natureza como um mero produto (ou recurso natural), sobre o qual temos domínio e que está à nossa disposição para ser usado de qualquer jeito, é chegado o momento de nos reconectarmos com a vida em todas as suas formas e repensar nossas escolhas e ações cotidianas, lembrando que somos dependentes dessa natureza e que não podemos continuar negligenciando-a, explorando-a e destruindo-a.

Então podemos sim dizer, que desde o simples canudinho até as ações mais relevantes como prestar atenção no seu consumo e descarte, é papel de todos nós, contudo, somente iremos entender isso partindo de uma Reconexão.

Falta-nos visão sistêmica e é isso que devemos buscar a partir de já por meio de amplo processo colaborativo de Ecoalfabetização (processo onde adultos aprendem a “ler” o meio ambiente). E quem deve fazer tudo isso? Todos nós, por todos o meios, caminhos e lugares entendendo que não podemos mais terceirizar nossas responsabilidades aos ambientalistas, às instituições e a qualquer “salvador da pátria” que nos apareça.

 

  • REPUTAÇÃO EMPRESARIAL associada às boas práticas SUSTENTÁVEIS

Eu não deveria precisar mencionar aqui que estamos na era da informação e que as empresas precisam definitivamente ter muito cuidado com sua imagem perante a opinião pública, fornecedores e clientes né? É inaceitável que empresas ainda continuem insistindo em velhos modelos insustentáveis, “dando um jeitinho” ou simplesmente tentando burlar as leis para não cumprirem suas obrigações ambientais e sociais.

Temos visto no Brasil grandes empresas perderem credibilidade e terem sua reputação manchada por motivações que vão desde a morte de centenas de pessoas por um rompimento de barragem, até a morte de um cachorro assassinado por um segurança que certamente não teve a devida orientação do setor de Gestão de Pessoas (ou RH como queiram), que por sua vez também não deve considerar as questões ambientais relevantes pois nunca foram Ecoalfabetizados.

Você poderia até me questionar: porque o “R” das empresas não é o de “Responsabilidade”? A resposta é simples e direta: preferi falar de reputação pois isso as empresas conseguem valorar como investimento, enquanto a responsabilidade ainda é vista como custo. Mas fiquem tranquilos pois geralmente, para uma empresa conseguir construir uma boa reputação, é preciso antes de tudo que ela seja responsável. Ou será que as empresas ainda acham que o famigerado greenwashing é “sustentável” ao longo do tempo?

 

  • RESPONSABILIZAÇÃO INSTITUCIONAL especialmente dos órgãos de gestão ambiental, sobre a condição ambiental nos lugares

É algo que acontece somente comigo ou você também já percebeu que na área ambiental as instituições públicas não conseguem mais resguardar a sociedade dos riscos ambientais e dos desmandos de toda ordem sobre a natureza e sobre a qualidade de vida nas cidades?

Eu poderia citar incontáveis razões para isso, mas preciso focar no que a Sustentabilidade 4.0 pode trazer de inovação nesse sentido. De todos os pontos, vou mencionar aqui dois aspectos cruciais:

Primeiro: órgãos gestores de meio ambiente precisam renovar suas metodologias de avaliação de impactos e riscos ambientais.

Esse atual modelo baseado em estudos ambientais que justificam todo e qualquer empreendimento pelos ganhos econômicos em detrimento dos impactos ambientais e sociais, não pode mais continuar existindo. O mesmo modelo onde as análises são quase que exclusivamente focadas em análises de IMPACTOS SOBRE A NATUREZA e quase nada em RISCOS TRAZIDOS PELA ALTERAÇÃO DA DINÂMICA E SISTEMISMO DA NATUREZA também não está ajudando. Esse formato atual onde analistas ambientais se pautam exclusivamente nas leis e não avaliam o dinamismo da natureza em si também não tem contribuindo em nada para nos resguardar nem de crimes ambientais e nem de riscos de desastres naturais. Por fim, afirmo que esse modelo baseado em MULTAS e COMPENSAÇÕES FINANCEIRAS em nada estão ajudando a recuperar o meio ambiente uma vez que quase nada desse dinheiro se converte em projetos de recuperação ambiental. Tem alternativa? Claro que sim! Mas não vai ser aqui, nesse texto, que iremos tratar.

Segundo: órgãos de gestão ambiental precisam INVESTIR dinheiro, tempo e pessoas em EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ECOALFABETIZAÇÃO.

Não consigo conceber e aceitar que no Brasil seja tão natural investir milhões e milhões em obras de infraestrutura, em mega projetos arquitetônicos e em construção de vias e mais vias e ao mesmo tempo sempre que se fala em Meio Ambiente ou Educação Ambiental nunca há recursos disponíveis.

Qualificar as informações ambientais difundidas, trabalhar em parcerias, se valer da tecnologia e das mídias e pensar em educação ambiental para  crianças e em ecoalfabetização para adultos deve se tornar uma PRIORIDADE nas instituições públicas ambientais.

Precisamos de instituições públicas na área ambiental com capacidade de se responsabilizar pelo que estão fazendo e pelo que não estão conseguindo fazer!

Se eu fosse um gestor público e lesse os parágrafos acima, certamente iria repensar minhas ações, no lugar de ficar tentando me auto convencer de que “faz diferente” e de que tá tudo indo muito bem.

 

  • RENOVAÇÃO das LEIS AMBIENTAIS

Essa é tão perigosa quanto necessária. No Brasil, criamos um sistema de leis considerado eficiente mas que pouco a pouco vem sendo completamente desvirtuado pelas “flexibilizações” das leis, para atendimento de interesses específicos, geralmente nada coletivos. Mas, para além desse fator em si, o que quero mencionar na Sustentabilidade 4.0 é a necessidade de renovação e revisão quanto à visão antropocêntrica de nosso ordenamento jurídico.

Enquanto no mundo muitos países imprimem uma visão mais ecocêntrica em suas leis e até em suas constituições, no Brasil o assunto agora que começa a ser discutido por alguns visionários presentes no sistema jurídico. Felizmente no Ceará temos a juíza e professora Germana Moraes que é uma das principais vozes sobre os Direitos da Natureza.

Sim, nessa nova visão a natureza é considerada sujeito dotado de direito e a importância desse reconhecimento se torna cada vez mais evidente em casos de tragédias como as ocorridas em Mariana e em Brumadinho, onde além das perdas de vidas humanas, perdemos o Rio Doce e estamos perdendo o Rio Paraopeba.

Arrisco dizer que todo essa tentativa para construir uma nova mentalidade sobre a sustentabilidade não poderia ser operacionalizada se não houvesse um caminho alternativo para o ordenamento jurídico atual.

 

São portanto estes os 4R que indico como ponto de partida para a construção de uma Sustentabilidade 4.0, baseada em conhecimento, informação, educação e revalorização da vida.

Em julho desse ano teremos o lançamento do meu livro sobre o tema, onde aprofundarei toda essa discussão.

Fiquem à vontade para curtir, compartilhar e comentar.

 

Magda Maya

Geógrafa e Dra. em Desenvolvimento e Meio Ambiente

@magdamaya.ambiental

 

07

Mar

Sustentabilidade 4.0 – Um novo mindset sobre Sustentabilidade

Muito se tem falado sobre a quarta revolução industrial que se traduz no conceito de Indústria 4.0 mas parece que nem todos entenderam que os conceitos diretamente relacionados – como o de Sustentabilidade, por exemplo – também passam por processos de transição e evolução.

Dito isso, o que seria então a Sustentabilidade 4.0?

Para começar gostaria de pactuar o seguinte entendimento: Sustentabilidade não se restringe às questões ambientais. Esse conceito é muito mais amplo e merece ainda mais atenção.

Por derivar do conceito maior de Desenvolvimento Sustentável, a Sustentabilidade pode ser compreendida como a capacidade de tornar algo sustentável ao longo do tempo – num horizonte planejado de longo prazo –, considerando para isso aspectos SOCIAIS, ECONÔMICOS e AMBIENTAIS.

Sabemos que os aspectos econômicos e financeiros – por razões óbvias – são aqueles que acabam ganhando grande atenção dos gestores porém, para vislumbrar uma indústria sustentável e para promover um desenvolvimento sustentável as empresas precisarão rever essa conduta.

E não apenas eu estou dizendo. A sociedade (leia-se consumidores) e as instituições públicas (leia-se reguladores) estão cobrando cada vez mais dos empresários.

Dito isso é preciso um entendimento sobre a Sustentabilidade 4.0 para então começar a construir caminhos nesse sentido. Para contribuir, apresento a seguir – de forma resumida – como se deu a origem e evolução dos conceitos relacionados à sustentabilidade de acordo com as revoluções industriais.

Primeira Revolução Industrial:

Caracterizada pelo descobrimento das utilidades do carvão como fonte de energia para máquinas à vapor e locomotivas. Uma grande revolução no transporte de mercadorias e surgimento de grandes cidades.

Surgimento da corrente de pensamento ecológica – Controle da Poluição

Nesse momento surgem as primeiras preocupações ecológicas relacionadas estritamente ao controle da poluição, ou seja, ganha notoriedade a necessidade de controle quanto ao expurgo de poluentes na natureza. Aqui a preocupação estava bem mais relacionada aos impactos à saúde da população do que aos impactos na natureza. Já no final do período e na transição para a segunda revolução industrial, as indústrias buscaram adotar práticas menos poluentes, aprimorando suas tecnologias na medida em que as instituições reguladoras passaram a atuar.

Segunda Revolução Industrial:

Caracterizada pelo aprimoramento das tecnologias já existentes, e pelo uso da eletricidade e do petróleo como fontes de energia, a produção de aço e alumínio e o advento das indústrias automobilística e bélica. Vale ressaltar também a ascensão do Fordismo como modelo de produção em massa para o atendimento da sociedade que se tornava cada vez mais consumidora.

Surgimento da corrente de pensamento conservacionista – Uso racional dos recursos naturais

Nesse período ganham força e visibilidade as noções de uso racional de recursos naturais e degradação ambiental além de questionamentos sobre desigualdade social. Há, portanto, uma ampliação das preocupações sobre o que é retirado na natureza e não apenas no que é expurgado nela.

Terceira Revolução Industrial:

Caracterizada pelo revolução técnico-científica informacional a terceira revolução industrial é marcada pelo uso de tecnologias tais como: informática, robótica, biotecnologia, telecomunicações, nanotecnologia, além da revolução na área de transportes. Trata-se ainda do momento que estamos vivendo onde a globalização e o modelo de capitalismo moldam a chamada divisão internacional do trabalho.

Surgimento da corrente de pensamento do Desenvolvimento Sustentável  – Tripé da Sustentabilidade (Ecologicamente Equilibrado + Socialmente Justo + Economicamente Viável)

Com os crescentes movimentos ecológicos conservacionistas (uso racional), surgem também os preservacionistas (não-uso) e para mediar esse conflito de percepções fica estabelecido e consolidado o conceito de Desenvolvimento Sustentável, onde o que se busca é um equilíbrio entre os interesses econômicos e sociais com o uso responsável e equilibrado da natureza com vistas a garantir boas condições de vida para as gerações futuras. Na prática das empresas, este conceito passa a ser chamado de Sustentabilidade e ganha uma correlação maior com os aspectos ambientais.

Muitas empresas passam a incorporar o conceito de sustentabilidade ambiental, porém ainda com a visão de redução de custos, pois de modo geral não percebem a sustentabilidade como estratégica e, portanto, negligenciam este setor enquanto investimento.

Também merece ser ressaltada a existência da chamada greenwashing (“uma mão de tinta verde) que significa que algumas empresas adotam uma imagem associada a sustentabilidade ambiental para efeitos de marketing porém em suas práticas reais nada é realizado.

Quarta Revolução Industrial:

Embora ainda não esteja efetivamente estabelecida, é possível perceber a chegada da Indústria 4.0 caracterizada pela crescente automatização dos processos de produção e pelo desenvolvimento de sistemas inteligentes para a tomada de decisões. A tendência é que o chamado “chão de fábrica” se funda com o campo de tomada de decisões uma vez que as máquinas poderão “aprender” e se auto aprimorar durante o processo. Os principais conceitos relacionados são: Internet da Coisas e Big Data Analytics, além dos aspectos críticos de segurança.

Surgimento da corrente de pensamento de Vida Sustentável  –Sustentabilidade 4.0

É aqui então que finalmente empresas começam a compreender 3 questões cruciais:

– As empresas precisão de profissionais altamente capacitados em matéria ambiental – e não me refiro a saber fazer um licenciamento ou um estudo ambiental – , capazes de ajuda-las a se moldar a uma Economia Circular emergente e a promover inovação ambiental com a incorporação de conceitos como: vida sustentável, serviços ecossistêmicos, ecodesign e sustentabilidade 4.0, por exemplo.

– A sustentabilidade (no seu sentido mais amplo) é não apenas estratégica mas também crítica para empresas que desejam crescer, se destacar e até se manter no mercado. Não havendo mais espaço para greenwashing uma vez que os consumidores estão mais atentos, exigentes e dispostos a CONSUMIR (leia-se pagar por) sustentabilidade.

– As empresas precisão estar cada vez mais conectadas com as ações globais, não podendo mais restringir sua atuação e REPUTAÇÃO à comunidade local. No caso da indústria um caminho fundamental é verificar uma possível adequação aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS da ONU (pretendo escrever um outro artigo enfatizando esse assunto).

Então é isso, se você chegou até o final desse texto eu agradeço e espero ter contribuído de alguma forma para a ampliação de visão sobre a sustentabilidade.

Em outro textos falaremos sobre os 4 Rs da Sustentabilidade 4.0

 

Magda Maya

Geógrafa – Dra. em Desenvolvimento e Meio Ambiente

Fundadora da Geoanalysis – Meio Ambiente e Inteligência Geográfica

 

PS:

Caso deseje saber mais sobre o tema por meio de palestras e/ou consultoria entre em contato pelo e-mail ambientalmaya@gmail.com

Mais sobre Magda Maya: Clique aqui

 

Lembre-se: se precisar usar esse texto ou seus trechos citar a seguinte referência: MAYA, M. H. Sustentabilidade 4.0. Artigo publicado na web em 14.10.2018. Disponível em http://oestadoce.com.br/blog/mayaambiental/sustentabilidade-4-0/. 2018.

07

Mar

Dia das mulheres como deve ser…

Que tal celebrar o Dia da Mulher com união e informação?

Está chegando o curso “Futuro Feminino: Feminismo(s) como base para a evolução”! mediado pela jornalista, empreendedora e ativista Clara Dourado.

As aulas ocorrerão nos dias 11, 12 e 13/03, entre 18h30 e 22h, na Transforme Coworking – Rua Barbosa de Freitas, 1035, Aldeota, Fortaleza/CE.

Nós, mulheres, invadimos os espaços que nos proibiram de ocupar, quebramos as regras que nos disseram para seguir, transformamos dor em luta, mudamos o mercado de trabalho e semeamos revoluções nas próximas gerações. Sim, *um futuro melhor e mais coerente com nossa sociedade e nosso planeta é possível e esse futuro é feminino! * ✊🏽

Garanta sua vaga!

SERVIÇO

Curso “Futuro feminino: Feminismo(s) como base para a evolução”
Facilitadora: Clara Dourado – Jornalista, empreendedora e ativista
Data/horário: 11, 12 e 13 de Março de 18h30 às 22h
Local: Rua Barbosa de Freitas, 1035, Aldeota, Fortaleza/CE
Investimento: R$ 150
Inclui: Material didático e coffee break todos os dias
Vagas: 20
Inscrições e mais informações pelos telefones: (85) 3085-5078 / 99169-1135

07

Fev

Gente é pra brilhar! Mas só se for sem poluir os oceanos!

Como dito na música “GENTE” de Caetano Veloso: “gente é pra brilhar” e quem me conhece de pertinho sabe que eu concordo muito com isso.

Literalmente!

Mas nas atuais condições  em que se encontra nosso planeta, onde se prevê que até 2050 haverá mais plásticos do que peixes nos oceanos, não da pra sair brilhando por aí sem pensar nas consequências disso, né?

E qual momento seria mais oportuno para falar em brilho do que o carnaval (com o pré carnaval incluso)?

Nesse período todo folião quer brilhar e se divertir, e isso faz com que muita gente use o adorado GLITTER!!!

O problema é que o lindíssimo e reluzente glitter que a maioria das pessoas usa, é feito de plástico! E pior… os grãos são tão pequenos que acabam passando direto nos filtros das redes de esgoto e  indo parar nos oceanos, sendo ingeridos pelos animais marinhos em forma de micro plásticos e/ou até mesmo voltando para nossa própria alimentação no sal marinho. Sabiam disso?

Mas e aí como ficamos? Não vai ter brilho no carnaval?

Vai ter brilho sim!!!! E você só precisa estar atento para fazer uma compra consciente e sustentável.

É só procurar que você encontra glitter feito à base de minerais e/ou vegetais. E pra isso você tem duas opções:

A primeira é olhar nas embalagens para verificar a composição. Se não tiver qualquer informação ou se constar na composição estes elementos: polietileno tereftalato (PET), polietileno (PE) ou polipropileno (PP), pode acreditar que é plástico!

A segunda é ir direto na fonte conhecendo as melhores alternativas sustentáveis.

E hoje eu quero falar especialmente do eco glitter da Alquimist Comésticos Naturais, que lançou a coleção “Trio Elétrico” para o Carnaval 2019.

Trata-se de um kit com três produtos: eco glitter, bálsamo multiuso e hidratante corporal luminoso.

Tudo 100% artesanal, vegano e natural!

 

Segundo a assessoria de imprensa da Alquimist, “os produtos trazem gel de algas extraído de forma artesanal a partir de algas cultivadas de forma sustentável por pescadores na Praia de Flecheiras/CE. Os produtos naturais e veganos são pensados e fabricados de forma a respeitar pessoas, animais e com o menor impacto possível no meio ambiente.”

Para Aline Machado (química e empreendedora responsável pelas fórmulas da empresa), “é essencial colocar a sustentabilidade no cerne de tudo. Não podemos mais negar que muitos recursos naturais estão acabando e que outros materiais sintéticos causam danos irreversíveis ao meio ambiente”.

A poluição dos mares e rios causada pelo micro plástico, matéria-prima da purpurina comum, foi uma das principais motivações dela para a produção do eco glitter de gel de algas – produto 100% biodegradável.

Quer saber mais e onde encontrar?

Trio Elétrico Alquimist
Kit de carnaval com produtos 100% veganos, naturais e sem testes em animais:
– Eco glitter feito com gel de algas de cultivo sustentável e pigmentos minerais. Disponível nas cores: dourado, rosa, lilás, azul, verde, vermelho, prata, amarelo e laranja. R$ 15 o pote com 8,5ml.
– Bálsamo multiuso feito com óleos e manteigas vegetais, extrato de algas e pigmentos minerais. Disponível nas cores: vermelho, dourado, azul, prata e rosa. R$ 30 o pote com 20g.
– Loção iluminadora feita com creme natural a base de cera de coco, óleo de castanha do pará e pigmentos minerais. Disponíveis nas cores: dourada e bronze. R$ 40 o pote com 50ml.

Valor total do kit na compra dos três produtos: R$ 70

Pontos de venda em Fortaleza:

Loja Revival (Av. Monsenhor Tabosa, 628)

Transforme Coworking (R. Barbosa de Freitas, 1035 – Aldeota)

Vendas para todo o Brasil via Instagram.

Mais informações: https://www.instagram.com/alquimistoficial/

 

Gostaram da dica? Se sim…  a gente se encontra brilhando e sustentabilizando por aí! 

 

Magda Maya

@magdamaya.ambiental

 

 

 

07

Fev

É carnaval sustentável na cabeça!

Quero começar essa postagem com três informações:

A primeira é que a partir de hoje vou dedicar uma pequena série de textos para foliões carnavalescos de carteirinha!

A segunda informação é que a sustentabilidade precisa se tornar um exercício cotidiano (inclusive no carnaval), para que possamos PERCEBER e REPENSAR nossos modos de consumo como um todo, afinal pensar em sustentabilidade não diz respeito somente a “canudinho” e “copinho”.

A terceira informação é a de que já temos muitas soluções e alternativas para nos ajudar nessa transição para um modelo de consumo mais consciente e sustentável, e eu vou já te mostrar uma muuuuuuito interessante.

Dadas estas informações quero te convidar a repensar:

o que você já andou comprando/usando ou pensando em comprar para esse carnaval?

Se pensamos em reduzir o consumo de plásticos descartáveis, podemos ir além e CRIAR soluções para reaproveitamento daquilo que já seria descartado.

Quer ver um exemplo?

Nos pré carnavais e carnavais da vida, virou moda usar adereços de cabeça sim?

Tem muita gente querendo ter um unicórnio, um flamingo, um abacaxi, uma joaninha, um arco-íris, uma borboleta, dentre outras coisas fofinhas, brilhantes e coloridas na cabeça.

Mas será que estamos PERCEBENDO que estes adereços são feitos de plástico (ou até outros materiais) que “no final da festa” acabarão indo para o lixo?

Então…

Porque não repensar e criar adereços a partir da reutilização de materiais que vão desde papéis até RESÍDUOS ELETRÔNICOS?

Isso mesmo!

Inspirada nesse pensamento, desafiei o pessoal da @residuostecnologicosustentavel a criar adereços carnavalescos de cabeça para esse carnaval.

E não é que eles fizeram coisas lindas, aproveitando mouses, componentes internos, fones de ouvidos dentre muitos outros adereços incríveis?

Fiquei tão empolgada que até servi de modelo pra eles hein!!! No final do texto mostro as fotos do dia em que fui visitá-los!!! 

A propósito, o artista e Ecoprodutor Sérgio Lima (na foto ao lado) trabalha com esculturas, porta-trecos, brinquedos e muito mais coisas incríveis utilizando apenas resíduos eletrônicos!!! Vocês deviam MESMO conhecer!

Então é isso!!! Por hoje fiquem com as fotos, adicionem eles e a mim no instagram e se possível, pensem no que acabaram de ler!!!

Ahhh e se deixarem um comentário no final ficarei ainda mais feliz!

Até amanhã com mais um texto sobre CARNAVAL SUSTENTÁVEL!

To pensando seriamente em escrever sobre ECOGLITTER!!!

Magda Maya

@magdamaya.ambiental

 

  

 

 

 

 

03

Fev

12 experiências incríveis em Fortaleza para quem quer uma VIDA mais SUSTENTÁVEL

Há tempos que escrevo nas minhas redes sociais dicas e experiências que tive e que fizeram toda a diferença para minha vida se tornar mais sustentável. Afinal, eu não poderia permitir que a velha máxima “casa de ferreiro, espeto de pau” fosse aplicada a mim que tanto busco e incentivo a sustentabilidade.

Em minhas andanças e trabalhos no setor ambiental entendi algo que considero crítico:

dificilmente alguém vai se interessar em defender e preservar o meio ambiente se ela não reconhecer, a priori, a importância de uma VIDA SUSTENTÁVEL no seu sentido mais amplo.

Embora o termo esteja hoje em dia quase completamente associado às questões ambientais, nesse artigo me refiro à SUSTENTABILIDADE enquanto capacidade de nos tornamos autossustentáveis, ou seja,

de nos sentirmos felizes, leves e de bem com a vida ou pelo menos fortes e resilientes diante de todas as dificuldades e desafios atuais.

Dito isso, aqui vão minhas dicas de experiências incríveis (cursos, atividades, lugares, ações e até mesmo pessoas), que existem em Fortaleza e que podem te levar na direção de uma vida mais autossustentável (e ainda ajudar o meio ambiente).

Observação: não se trata de ranking e nem ordem de preferência. Se puderem conheçam todos!

  1. MEDITAR COM A CONDUÇÃO DE PREMA SHAKTI MA

Conheci Prema Shakti primeiramente como psicóloga, por meio da indicação de um amigo que sabia que eu queria fazer terapia, mas não queria aquele modelo tradicional das clínicas por aí. Porém, além de ser uma excelente terapeuta ela também promove meditações para todos os tipos de pessoas – inclusive aquelas que vivem dizendo “que não conseguem meditar”.

Tem meditação para todos os gostos: meditação silenciosa; meditação ativa; meditação somente com mulheres; Bênção do Útero e muito mais que você só vai descobrir se acompanhar o trabalho dessa mulher incrível nas redes sociais.

Facebook: Prema Shakti Ma

Instagram: @shaktiprema

 

  1. PARTICIPAR DAS OFICINAS DE ESCRITA TERAPÊUTICA E/OU CRIATIVAS DA CENTRAL DE ESCRITORES

Vou começar logo dizendo que embora eu escreva desde que me entendo por gente, foi nas Oficinas de Escrita Terapêutica da Central de Escritores que aprendi a escrever para PESSOAS! Sem aquele ranço acadêmico que a Universidade deixa em alguns de nós, sabe?

Além disso, é lá onde tenho assessoria de escrita para meus livros com a poderosa Rose Lira e onde toda e qualquer pessoa que desejar vai descobrir que é SIM, capaz de escrever seu próprio livro, seja de que assunto for.

Afinal quem nunca disse: “hummm, eu devia escrever um livro sobre isso”?

OBS: Lá também fiz amizades que pretendo levar para a vida toda… quem sabe você não encontra sua turma?

Site: www.centraldeescritores.com

Facebook: Central de Escritores

Instagram: @centraldeescritores

 

  1. ASSISTIR AOS PAINÉIS ‘COMTEXTO’ E SEGUIR O BLOG DO INOVA MUNDO

Se você ainda não segue as redes sociais do Inova Mundo tá perdendo tempo e informação relevante sobre Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade. Caso você ainda não tenha participado de qualquer Painel Comtexto promovido pelo Inova Mundo, corre pra saber quando será o próximo e se inscreve antes que acabem as vagas, pois eles são sempre lotados.

O sucesso se dá porque os painéis sempre trazem temas que vão além desse tal “mundo dos negócios’ onde só se fala em sucesso e dinheiro. O Inova Mundo e os Painéis Comtexto foram idealizados pelo queridíssimo Mário Gurjão cujo propósito é potencializar “novas mentes para um novo mundo” e é isso que faz toda a diferença.

Ahhh, e adivinhem quem é a Embaixadora de Sustentabilidade deles!!! Isso mesmo, eu!

Blog Inova Mundo: https://inovamundo.com.br/

Facebook: Inova Mundo

Instagram: @inovamundo

 

  1. DECORAR A CASA COM O PREMIADÍSSIMO ECODESIGN DE SOCORRO SILVEIRA

Sabe qual a principal tendência do design de interiores e da arquitetura? SUSTENTABILIDADE.

Nesse assunto a designer Socorro Silveira desponta na frente com um super design premiado mundo afora, além de estar em exposição permanente em São Paulo.

Para quem não sabe, os móveis dela são feitos a partir do reaproveitamento de materiais e são extremamente seguros, confortáveis e LINDOS. Repito: LINDOS, pois estamos falando de design. Agora só falta os arquitetos e designer de interiores aprenderem a colocar estas peças em seus projetos né? E se não tiver projeto, só falta você procurar conhecer e adquirir esses produtos pra sua casa, escritório ou evento. Sustentabilizem-se!!!!

Instagram: @socorro_silveira_designer

 

  1. SE LANÇAR NO MUNDO COM AS ATIVIDADES DA EDITORA ALIÁS

A ALIÁS é uma iniciativa de um coletivo feminino que criou uma editora para incentivar MULHERES a publicarem seus livros, ou melhor, a se lançarem no mundo por meio de livros, papéis, palavras verbalizadas, exposições, formações e muitas outras artes.

Há tempos que eu seguia e amava tudo o que elas propunham. Até que o dia me inscrevi e fui selecionada pra uma Oficina de Escrita promovida por elas e facilitada pela incrível Anna K. Lima.

Posso afirmar que foi um dos momentos mais lindos e marcantes de 2018: um grupo imenso de escritores que se encontrou na oficina e nunca mais se largou. Inclusive em breve tem lançamento de livro dessa experiência. As meninas da Editora Aliás não param e eu realmente acho que todo mundo dessa cidade deveria conhecer e participar de todas as atividades que elas proporcionam!

“Aliás”, se estiverem escrevendo livros, publiquem com elas também!

Instagram: @selo.alias | @seninguemteescuta.escreve

Facebook: Selo Editorial Aliás

 

  1. DEIXAR LIVROS LIVRES

Ainda falando em livros não posso deixar de mencionar a iniciativa SENSACIONAL da maravilhosa Annita Moura que criou o movimento Livro Livre.

Simplesmente pegue um livro e depois de ler, deixe-o livre para outras pessoas.

Isso vai ajudar muita gente que não pode comprar um livro a ter acesso a esse mundo maravilhoso que é a leitura. Além de incentivar o compartilhamento de livros, o projeto colabora com pontos de leitura compartilhada, bibliotecas comunitárias livres (Curió, Quintal Cultural e Castelo da Leitura) e realiza feiras de troca de livros.

Quer saber como deixar livros livres?

Segue o insta @livrolivre.ce

E também: @garrateca e @livrarialamaarca

 

  1. OPTAR SEMPRE POR PRODUTOS SUSTENTÁVEIS DOS ECOPRODUTORES DE FORTALEZA

Se estamos buscando uma nova cultura voltada para a sustentabilidade, precisamos nos habituar a sempre pensar primeiro em ecoprodutos.

Em Fortaleza temos uma Associação de Ecoprodutores e hoje já podemos ter bolsas, mochilas, óculos, biojóias, esculturas, adereços, porta-lápis, brinquedos, bandejas, troféus, dentre muitos outros produtos feitos a partir da reutilização de materiais que seriam descartados.

Tudo produzido de maneira profissional.

Em uma próxima postagem falarei mais especificamente sobre todos eles, mas por hora convido a conhecer:

– Brinquedos e outros itens sustentáveis de Socorro Silveira: @socorro_silveira_designer

– Ecoprodutos com resíduos tecnológicos de Sérgio Lima: @residuotecnologicosustentavel

– Biojoias de Bia Bastos: @biojoiasflordelotus

– Óculos de madeira: @meuoculosdemadeira

– Bolsas, mochilas e carteiras de lona: @greenbagbrasil

– Papel semente: @ecoviver

– Camisas de garrafa PET: @vidabr

– Terrários sustentáveis: @danossavaranda

 

  1. FAZER UM CURSO LIVRE DE PRÁTICAS TEATRAIS (CLPT) DO CANGAIAS COLETIVO TEATRAL

Não precisa ser (e nem querer ser) ator/atriz. Não precisa ter experiência de palco. Você só precisa fazer esse curso pra sentir todo o seu corpo e criatividade se ativarem ao mesmo tempo.

Os responsáveis pelo coletivo e pelo curso – Shinoda e Gabi – além de serem artistas incrivelmente talentosos são principalmente seres humanos lindos e generosos.

Ninguém termina o curso sem ficar morrendo de saudades depois!

A peça estreada pela minha turma se chama Cadela Branca. Presta atenção quando estiver em cartaz e vai assistir.

Ahhh corre porque tá começando uma nova turma do CLPT!!!

Email: coordenacaoclpt@gmail.com 

Facebook: Cangaias Coletivo Teatral

Instagram: @cangaiascoletivoteatral

@cursolivrepraticasteatrais

 

  1. “CANTAR COM” OU APENAS ASSISTIR OS CORAIS DE CARLOS DO VALLE

Vou dizer publicamente o que vivo dizendo para ele: Carlos do Valle já deveria ter estourado em todo o Brasil se a arte e cultura desse país realmente valorizassem talento.

Em 2012 assisti um espetáculo do Vitrola Nova e fiquei tão apaixonada que no ano seguinte fiz seleção e entrei. Pois é… pode acontecer com vocês também e ainda bem que de vez em quando tem seleção né?

Pois bem, se você é dessas pessoas que aprecia ARTE recomendo que acompanhe e assista aos espetáculos dos seguintes grupos: VITROLA NOVA; CHERRY BOYS; e FOLK Canções de Antigas Novidades. Além dos recitais solo de Carlos do Valle.

Instas: @carlosdovalle

@grupocherryboys

@grupovitrolanova

@folk_antigas_novidades

 

  1. CONHECER O ECOMUSEU NATURAL DO MANGUE

Embora eu pretenda fazer uma postagem falando sobre as iniciativas não governamentais pelo meio ambiente de nossa cidade, fiz questão de citar o Ecomuseu Natural do mangue aqui, porque considero que poucos reconhecem a importância do ecossistema manguezal em Fortaleza e atualmente são os incansáveis Rusty de Sá, Sineide e Fabiana as principais vozes que ecoam sobre essa temática.

Recomendo a visita ao Museu e uma trilha guiada com eles, além de acompanhar em suas redes os vários convites para ações de limpeza, plantio e educação ambiental. Organiza uma turma e vai!

Email: museunaturaldomangue@hotmail.com

Instagram: @ecomuseunaturaldomangue

 

 

  1. PASSEAR NO PARQUE DO COCÓ, FLORESTA DO CURIÓ OU EM OUTRAS ÁREAS VERDES DA CIDADE

Em muitas cidades é comum as pessoas passarem um tempo sentadas, conversando, lendo ou apenas vendo a vida passar em um parque urbano.

Durante muito tempo não tivemos essa oportunidade em Fortaleza porque nossas áreas verdes não eram atrativas ou seguras. Felizmente hoje em dia muitos de nossos parques oferecem atividades e espaços apropriados para momentos em contato com muita natureza.

Dito isso, deixo a dica para conhecerem em Fortaleza (para começar) o Parque do Cocó que é mais famoso e tem uma programação aos finais de semana e também a Floresta do Curió que tem remanescentes de Mata Atlântica e eu garanto que irá surpreender muita gente.

Para saber a programação do Cocó: @semaceara

Para saber mais sobre a Floresta do Curió: Facebook Floresta do Curió

 

  1. TOMAR UM AÇAÍ NO LUGAR SUPER SUSTENTÁVEL

Imagina só… tomar um açaí e depois usar o próprio potinho para plantar uma muda.

Imagina também que nesse lugar você pode ganhar desconto se der um abraço.

Imagina ainda que nesse mesmo lugar vendem os tão desejados canudinhos reutilizáveis?

Bem, acho que nem preciso dizer mais nada né?

Imagina só se você ainda não conhecesse a IMAGINE AÇAÍ?

Instagram: @souimagine

 

 

Então é isso! Agora que eu te apresentei a essas experiências incríveis só falta você começar a “Sustentabilizar” e, claro, seguir no insta e facebook desta ambientalista que vos escreve: @magdamaya.ambiental

 

Que você tenha uma linda e sustentável vida!

Magda Maya – @magdamaya.ambiental

 

Em tempo:

1. enquanto escrevia esse artigo, várias outras iniciativas foram lembradas. Quem sabe elas apareçam num artigo no próximo domingo!

2. Todas as iniciativas mencionadas foram escolhidas por experiências pessoais. Não existe patrocínio aqui!

 

 

 

01

Fev

Lama, indignação e náusea

Não! Esse não é um texto técnico.

Poderia ser, mas não é!

Há dias penso em escrever sobre a tragédia ocorrida em Brumadinho com patrocínio da Vale mas até então só a indignação típica da minha pessoa não tinha sido suficiente para me trazer aqui.

Mas hoje enquanto assistia TV me deparei com um vídeo que mostra o exato momento em que a lama de rejeitos da Vale atinge as próprias instalações da empresa,  e onde se pode ver claramente pessoas em seus carros em completo desespero tentando encontrar uma rota de fuga (bloqueadas pelo imenso infortúnio de estar passando um trem no instante em que a lama chegou).

(Link do vídeo disponível ao final do texto)

O mencionado vídeo me causou NÁUSEAS!!!

Mas não foi somente por uma questão de empatia com as PESSOAS que foram engolidas pela lama, ou por indignação por se tratar da segunda tragédia do mesmo tipo nesse país em um curto espaço de tempo.

Na verdade, a tal náusea me veio à tona junto com tudo aquilo que SEI que existe por trás dessa tragédia e de muitas outras que, infelizmente, estão por acontecer uma vez que não se trata de um problema pontual.

O RISCO à que estamos TODOS submetidos é SISTÊMICO, ou seja, faz parte de um sistema perverso onde os mais diversos atores sabem a verdade mas fazem um PACTO de silêncio para garantir o próximo contrato, o emprego, o cargo, ou seja lá o que estiver em jogo.

Para quem não sabia até então, a tragédia de Brumadinho é apenas o resultado de um sistema composto por:

  • Grupos empresariais que pressionam órgãos do Governo a “flexibilizar” e “simplificar” leis ambientais;

  • Gestores ambientais indicados politicamente, e que CONSTRANGEM E ASSEDIAM fiscais e analistas ambientais sérios a voltarem atrás em seus pareceres;

  • Órgãos ambientais com alguns técnicos que se restringem a analisar apenas IMPACTOS AMBIENTAIS e não os RISCOS associados;

  • Parte dos consultores ambientais que cobram milhares de reais por estudos que DIZEM O QUE O CONTRATANTE quer que seja dito;

  • Um punhado de fiscais ambientais corruptos, que não apenas fecham os olhos para erros das empresas como também contribuem para que os empresários busquem os CAMINHOS MAIS FÁCEIS DE RESOLVER os problemas;

  • Instituições ambientais divididas entre pessoas sérias e competentes e grupos que querem “tirar um por fora”;

  • Muitos técnicos ambientais que no lugar de analisar as questões de RISCO E IMPACTO do ponto de vista TÉCNICO, se restringem a analisar empreendimentos com base apenas nas LEIS (o que deveria ser competência apenas do setor jurídico);

  • Dois pesos e duas medidas nos processos de licenciamento: de um lado pequenas empresas e com baixo potencial poluidor tendo que cumprir milhões de exigências, e de outro ENORMES EMPRESAS que ganham facilidades e flexibilizações (exemplos: mineração considerada de Utilidade Pública com simplificação do licenciamento; ausência de legislação/norma técnica específica sobre barragens; Setor de energia mesmo tendo imensas barragens hidroelétricas fazendo apenas Relatórios Ambientais Simplificados, etc);

  • MÁ FÉ por parte de instituições que FORÇAM empresários a se licenciarem em mais de um órgão ambiental, quando existe uma lei que diz claramente que um empreendimento dever ser licenciado por um único órgão;

  • Competição entre as esferas por consideram o licenciamento um “filé mignon” para tirar dinheiro do setor produtivo com multas e taxas infinitas;

  • Dentre muitos outros fatores

O resultado disso é uma DEMONIZAÇÃO ou ANTIPATIA GENERALIZADA  por parte do setor produtivo quanto as questões AMBIENTAIS e consequentemente a tentativa de burlar as leis a qualquer custo.

Observem que tomei o cuidado de não generalizar nos itens acima pontuados, porque nem todos os que estão no circuito das autorizações ambientais fazem parte desse sistema perverso, muito pelo contrário, muitos são engolidos por ele tal qual a lama fez com as pessoas em Brumadinho.

No meio de todo esse lamaçal que se estabeleceu no sistema de GESTÃO AMBIENTAL brasileiro fica difícil apontar um único culpado, mas em compensação temos um grande número de cúmplices, sejam eles os agentes das improbidades, irregularidades e corrupções, sejam eles apenas os negligentes, os que cruzam os braços, ou os que se calam e deixam a lama escorrer.

Já as vítimas somos todos nós que pagamos se não com a própria vida, com a péssima qualidade ambiental em nossas cidades; com alimentos contaminados por agrotóxicos; com riscos gritantes aos impactos  das mudanças climáticas; com águas poluídas e com muito mais coisas negativas que só o ECONOMICAMENTE VIÁVEL tem “feito por nós”.

Sobre isso, quero concluir dizendo que DESENVOLVIMENTO sustentável é aquele que se pauta em três pilares: ECONOMICAMENTE VIÁVEL + ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO + SOCIALMENTE JUSTO

Logo…

Justificar toda e qualquer intervenção ambiental e social (lembrem-se da remoção de pessoas para construção de barragens ou outros empreendimentos) com o aumento do PIB, da renda e com geração de empregos não dá mais!!!!

Precisamos de economistas que saibam pensar em NATUREZA e em GENTE antes de pensar no “lucro é que VALE”.

Precisamos de profissionais de todas as áreas que recuperem o significado de ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL.

Precisamos criar uma cultura de SUSTENTABILIDADE (e não apenas a ambiental).

Precisamos de mais gente capaz de sentir na boca do estômago essa sensação de  NÁUSEA!!!

 

Magda Maya

 

Link do vídeo: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/02/01/video-mostra-momento-do-rompimento-da-barragem-em-brumadinho.ghtml

 

 

 

 

 

20

Nov

Fauna marinha em risco no Ceará

Vocês sabias que a costa cearense é muito rica em biodiversidade e que tem inclusive botos-cinza?

Já ouviram falar que temos inclusive uma lei (aprovada em 2012) que dedica o dia 08 de junho a estes botos?

Temos tudo isso sim, mas atualmente existe uma forte preocupação por parte dos pesquisadores da ONG ambiental Aquasis, uma vez que nos últimos meses a equipe do Projeto Manatí tem observado um crescente número de encalhes de botos-cinza, ao longo da costa cearense.

De acordo com a Aquasis,

De agosto até outubro deste ano, 22 animais foram registrados com a ajuda de populares que informaram as ocorrências.

O boto-cinza é a espécie de mamífero marinho que encalha com maior frequência no Ceará. Contudo, a maioria dos casos são decorrentes da captura acidental por redes de pescadores que atuam próximos aos locais onde os animais costumam ocorrer. 

No entanto, nos animais encalhados no último período, não se tem observado marcas de redes de pesca ou mutilações nas carcaças. A maioria já foi encontrada em grau de decomposição avançada, o que dificulta a avaliação dos fatores que levaram à morte,  porém foi possível observar uma atípica perda de peso nesses golfinhos.

O número de encalhes está acima da média observada nos últimos 10 anos na mesma época do ano. Os registros também aumentaram no litoral da região metropolitana de Fortaleza e no litoral oeste quando comparados com dados pretéritos.  Um dos casos aconteceu no espigão da Av. João Cordeiro, na Praia de Iracema, no dia 21 de setembro deste ano.

A Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos – AQUASIS, que desenvolve o Projeto Manatí com o patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental, tem recolhido amostras de tecidos das carcaças a fim de diagnosticar uma possível infecção viral, que é a principal suspeita da causa da morte de alguns animais que puderam ser necropsiados. A mortalidade atípica dos botos-cinza no Ceará pode ser um indicador de alerta, visto que uma contaminação por vírus pode ameaçar as populações de botos-cinza e outros golfinhos.

A AQUASIS também recomenda a todas as pessoas que encontrarem mamíferos marinhos, sejam eles botos, baleias, golfinhos e peixes-bois, vivos ou mortos, para entrar em contato com a Equipe de Resgate 24h do Projeto Manatí, através dos telefones (85) 3113-2137 / 99800-0109 ou para mais informações, no site oficial: www.projetomanati.org.br

 

Agora que você já sabe de tudo isso, que tal compartilhar essas informações e contribuir para a preservação desta espécie?

Foto: Resgate de boto-cinza encalhado no espigão da João Cordeiro em Fortaleza (Acervo Aquasis)

 

Siga-me em minhas redes sociais:

Magda Maya – @magdamaya.ambiental

 

 

19

Out

Aliás… preciso falar sobre elas!

Para quem ainda não sabe, em Fortaleza existe uma Editora chamada ALIÁS, fundada por 09 mulheres há 1 ano, e cujo objetivo é publicar livros, zines e demais conteúdos produzidos por mulheres.

Aliás… há tempos sigo o trabalho delas através das redes, e nesta última semana tive a imensa alegria de conhecer esse trabalho um pouco mais de perto, participando de uma Oficina de Escrita Criativa oferecida gratuitamente pela editora.

A oficina tem sido um verdadeiro aprendizado que vai além da escrita e da criatividade, pois através da condução simples e com muita verdade realizada por Ana K. Lima, os momentos têm sido acolhedores, descontraídos, leves… coisa de GENTE sabe?

Além disso a turma é cheia de pessoas incríveis que estão “do lado de cá”… o lado dos afetos e afetividades!

E ainda tem mais…

Para nossa sorte o encerramento do curso ocorrerá no mesmo dia em que a Editora Aliás comemorará 01 ano de fundação, ou seja, nesta sexta-feira 19 de Outubro de 2018. E haverá festa!!!

Ahhh… e todos estão convidados! Vejam mais informações abaixo!!!

Sarau Mulheres do Mundo
Comemoração pelo aniversário de um ano do Selo Editorial Aliás
Onde: Foyer do Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 – Centro)
Quando: sexta-feira, 19 de outubro
Horário: 18 horas
Entrada gratuita