08

Set

A insustentável sustentabilidade – Parte 1

Sou dessas pessoas que anda com o próprio canudo reutilizável e também com um copo retrátil na bolsa, como um ato consciente para reduzir o consumo de descartáveis, pois sei que nosso planeta precisa desse tipo de ação individual (também).

Além disso, sou dessas pessoas que, na medida do possível e do alcance, busca influenciar outras pessoas a repensarem seus modos de viver e consumir, buscando contribuir “com a sustentabilidade”.

Contudo, confesso que ao tentar exercitar a tal sustentabilidade na prática me deparo com as mais diferentes situações que poderiam me desestimular caso eu não fosse tão convicta de minhas escolhas.

Dia desses fui almoçar com meu companheiro num fast food que vende frango frito num balde sabe? Pois bem…

Ele pediu um sanduíche enquanto eu, tentando “minimizar os danos da má escolha”, pedi a refeição que vinha com feijão e salada.

Aí que começa a parte triste:

O almoço dele veio em embalagens de papel e papelão (bem mais ecologicamente aceitáveis) enquanto o meu veio com:

  • Dois potes de isopor: um com o feijão e outro com a salada;
  • Um prato de plástico descartável;
  • Garfo e faca de plástico descartável embalados em outro plástico.

Se eu almocei? Claro que sim. Mas foi uma situação bem indigesta (tanto que estou “ruminando” isso até agora e precisei escrever).

Por conta desse tipo de experiência negativa, esta será a segunda marca que deixarei de consumir por conta desse tipo de situação.

Mas eu estou falando de mim… e tenho plena noção de que nem um décimo da população deixaria de consumir qualquer coisa por questões ideológicas, ainda que fosse pelo bem da coletividade.

O que fazer então com essa insustentável sustentabilidade que tanto desejamos?

Eu diria que o primeiro passo é aprendermos a aplicar mais “E” e menos “OU” se desejamos alguma mudança, por menor que seja.

Ou seja, não é função minha OU sua OU das empresas OU das instituições reguladoras, trilhar um caminho para a verdadeira sustentabilidade.

Essa função é minha E sua E das empresas E das instituições reguladoras TAMBÉM!

Fica então o convite a fazer sua parte por meio de suas ações individuais E também o convite para pressionar as empresas a oferecerem opções ecológicas para seus consumidores E também acompanhar as regulamentações que andam acontecendo em nível nacional e internacional.

Não podemos mais continuar fingindo que “ta tudo bem” em consumir tanto plástico descartável.

Mesmo porque todo esse plástico já começa a retornar para nós seja nos frutos do mar, seja no sal de cozinha.

Vou terminar esse texto deixando duas fotos das duas marcas que deixei de consumir, até que tenham alguma atitude sustentável!

Em breve publicarei mais relatos dessa minha jornada em busca da sustentabilidade na prática!

 

Magda Maya

@magdamaya.ambiental

 

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