30

Abr

Dormência…

Ontem tive uma experiência “chatinha” que mostra o quão DORMENTES ainda estamos para nossa responsabilidade ambiental e o quão DESPREPARADAS estão algumas empresas para promover a sustentabilidade.

Para todos os lugares onde vou, levo meu copinho retrátil do @menos1lixo para evitar usar descartáveis… mas ao chegar no quiosque da @orbitabar na Praça Verde do @dragaodomar, pedi pro barman preparar meu drink no meu copo e ele simplesmente SE RECUSOU alegando que “tinha que fazer no copo de plástico”… “e que depois era só eu passar a bebida pro meu copo”… Oi????????

Ele tanto não entendeu (ou não se importou com) a ideia que depois de “me obrigar” a usar um copo descartável (ainda que fosse só pro preparo)… ainda pegou um canudinho de plástico que estava embalado noutro plástico e colocou no copo.

Agora imaginem… Somente no sábado havia cerca de 40.000 pessoas no @malocadragao… todas (ou quase todas) consumido e produzido mais 1 lixo… 

Enquanto pessoas precisamos acordar pra realidade e nos reconectar com o todo do qual fazemos parte…

Já as empresas precisam urgentemente se preparar para atender um novo consumidor mais ambientalmente consciente!

#minhaparte #cadapessoaconta
#menos1lixo
#menos1plastico #mareslimpos #dragaodomar #malocadragão#sustentabilidade #mayaambiental #maya

24

Abr

Direitos da Natureza

É isso mesmo que você está lendo!

Não estou falando sobre “direitos humanos à natureza” ou de “direito dos humanos a um meio ambiente de qualidade”…

Estou falando da natureza enquanto sujeito dotado de Direitos!!!

Talvez você nunca tenha pensado sobre isso, mas todo o ordenamento jurídico brasileiro é antropocêntrico, ou seja, voltado aos Direitos e Deveres dos humanos.

Mesmo existindo uma forte legislação ambiental, de caráter protecionista e conservacionista, as leis são muito voltadas para a lógica da natureza como um bem ou como um mero “recurso natural” à disposição dos humanos (desta ou das próximas gerações).

No Equador – primeiro país do mundo a adotar uma abordagem biocêntrica na própria constituição – a natureza é vista para além de um bem ou “recurso natural”, pois considera-se que HÁ VIDA nos ambientes naturais e que essa vida não necessariamente deve estar à disposição do usufruto humano em termos industriais e/ou mercadológico.

Ao introduzir o conceito de DIREITOS DA NATUREZA a Constituição Equatoriana entende que “a natureza, a Pacha Mama, é parte vital para nossa existência” e tem como fundamento a sabedoria das culturas e comunidades tradicionais.

Os Direitos da Natureza estão dispostos no Art. 71 da Constituição do Equador, cujo texto segue abaixo:

Art. 71. A natureza ou Pacha Mama, onde se reproduz e se realiza a vida, tem direito a que se respeite integralmente a sua existência e a manutenção e regeneração de seus ciclos vitais, estrutura, funções e processos evolutivos.

Toda pessoa, comunidade, povoado, ou nacionalidade poderá exigir da autoridade pública o cumprimento dos direitos da natureza. Para aplicar e interpretar estes direitos, observar-se-ão os princípios estabelecidos na Constituição no que for pertinente.

O Estado incentivará as pessoas naturais e jurídicas e os entes coletivos para que protejam a natureza e promovam o respeito a todos os elementos que formam um ecossistema.

Inspirados pelo Equador outros países do mundo já começaram a repensar a natureza, considerando a VIDA nos ecossistemas.

Aqui pelo Brasil, também já existe uma movimentação a respeito disso, tendo sido o primeiro pleito registrado quanto aos direitos do Rio Doce (onde ocorreu o maior desastre ambiental da história do país).

Dentro desse contexto algumas cidades também já começam a discutir a temática e promover informação para os interessados.

Ainda hoje, 24 de Abril, às 14h ocorrerá uma Audiência Pública sobre os Direitos da Natureza, promovido pelo gabinete da Vereadora Larissa Gaspar, no auditório da ADUFC.

Todos estão convidados!

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17

Abr

Mundo V.I.C.A

Em um mundo em constante mudança, precisamos compreender as complexidades que nos cercam, em nosso cotidiano, aprendendo a superar desafios e aproveitar as oportunidades.

Pensando nisso o Inova Mundo idealizou o Painel Comtexto que acontecerá no dia 02/05, onde o tema será Mundo VICA – Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo.

Nessa primeira edição teremos o Fundador do Inova Mundo, Mário Gurjão Filho, a Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Magda Helena Maya, e o Cientista da Computação e presidente do PMI-Ceará, Robes Baima

Os paineis Comtexto Inova Mundo são GRATUITOS!

As inscrições são feitas por meio da doação de livros novos ou usados que serão entregues ao Movimento Livro Livre.

Local: HG Office Escritório Compartilhado e Coworking
Sobreloja 1 – Avenida Senador Virgílio Távora, 999 – Meireles
Horário: 18:30 às 21:00

Informações: institutoinovamundo@gmail.com
Camila Gadelha: 9.9415-3535

Inscrições: Livros novos ou usados
Os livros arrecadados serão doados ao Movimento Livro Livre

Inscrições: https://www.sympla.com.br/mundo-vica—-virtual-incerto-complexo-e-ambiguo__274133https://goo.gl/RVckbM

 

 

16

Abr

VDC

Vai dar certo! Você vai conseguir!

O que você é? Você trabalha com o quê?

Tudo sempre dito ou indagado pelo OUTRO. E você?

Acha mesmo que vai dar certo?

Acha mesmo que você vai conseguir?

Quem você é?

Você se sente feliz fazendo o quê?

Quando você vai sentir “que chegou lá”?

“LÁ” É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE!

Se desde cedo tivéssemos contato com perguntas e reflexões mais humanizadas e menos mercadológicas…

Se desde cedo alguém nos ajudasse a entender que as perguntas devem ser feitas por nós e para nós mesmos, certamente o percentual de gente feliz no mundo seria bem maior.

Então… se você não precisasse ganhar dinheiro, o que estaria fazendo nesse exato momento? E nos próximos anos de sua vida?

MAYA, M. H.

13

Abr

Só lamento…

desigual292 anos de Fortaleza e eu não tenho como festejar!!!

Hoje somente lamento por todos esses anos em que esse pedacinho de chão e de natureza tem sido tratado como mercadoria (ou como negócio) por uma minoria que se perpetua no poder, e, por todos os cidadãos que sequer tem perspectiva de uma vida segura, digna e saudável.

Lamento por todos aqueles que em dias de chuva ficam vendo impotentes a água entrando em suas casas.

Lamento por todas as mortes de inocentes, vítimas da violência causada pela desigualdade social em que vivemos.

Lamento por todos que foram assaltados hoje e em todos os anos anteriores.

Lamento por quem tem que andar pendurado em ônibus (que “nunca chegam”).

Lamento por cada árvore cortada pra dar mais lugar aos carros.

Lamento por cada litro de água dos rios, riachos, lagoas e do mar contaminado por esgotos.

Lamento pelo transbordo de lixo no Jangurussu que leva chorume para o Rio Cocó.

Lamento por quem tem ponto de lixo do lado de sua casa.

Lamento por cada doente por conta da proliferação de mosquitos.

Lamento por cada pessoa deitada nos corredores dos hospitais de Fortaleza.

Lamento por causa vez que somos mal atendidos nas instituições públicas.

Lamento por não termos planejamento e gestão ambiental como prioridade.

Lamento pela falta de valorização dos profissionais, talentos e artistas locais.

Lamento pelos ícones da desigualdade que estão planejando erguer na cidade.

Lamento pela visão estreita da realidade de muita gente que não deveria ter.

Lamento por muitas outras questões oriundas de uma visão higienista e nada humanizada da cidade.

Lamento profundamente pelo que fizeram e estão fazendo de Fortaleza nesses 292 anos!

Lamento por QUASE todos nós!

Ahh… lamento também por ter que escrever esse texto.

 

 

12

Abr

Lembrete…

Vi essa foto hoje no meu computador e lembrei de mencionar para vocês que:

1. O planeta Terra já passou por 5 processos de extinção de espécies em massa, sendo apenas uma delas por elemento exógeno (meteoro). Todas as demais foram razões endógenas;

2. Os humanos são apenas mais uma espécie e das mais vulneráveis do ponto de vista biológico;

3. Em relação ao tempo de existência do Planeta Terra, proporcionalmente é como se a humanidade só existisse há 14 ou 15 anos;

4. Os humanos são a primeira e talvez a única espécie com potencial de auto-destruição (e em massa)!

E ainda tem gente que se vangloria por ser um animal inteligente e racional!!!

Resiliência, capacidade de adaptação e sustentabilidade “tem… mas tá faltando”!

Pra quê, né?

01

Abr

Sobre sofás e trampolins…

Ainda não tinha escrito nada aqui!

Troquei o “caderno vermelho” pela Mandala.

Normal! Eu estou sempre trocando tudo mesmo!

Essa metamorfose, mutação ou inconsistência permanente foi que me trouxe até aqui. Aos trancos e barrancos… mas trouxe!

Agora me encontro suspensa. Dei uma pausa no movimento, me perdi!

Não gosto de onde estou, mas não sei se quero sair daqui.

Deve ser a idade, a velhice (mental), o cansaço…

De toda forma, não sei dizer se voltar a escrever aqui foi retroceder ou amadurecer. Entender que desejar algo novo não significa, necessariamente, deixar todo o resto pra trás.

Passei boa parte da vida pensando que o passado deve ser um trampolim e não um sofá. Abandonei então o sofá! Que bobagem!!!

No trampolim há sempre um futuro, uma emoção! Basta um salto e tudo fica pra trás. Contudo, é no sofá onde acontece o presente.

Eu, o sofá, o caderno e a caneta! Todos aqui, presentes!

Não que eu não deseje mais o trampolim, a água, o azul-piscina… mas ninguém (ou quase ninguém) pode viver pulando e nadando eternamente.

Imagine eu, que sequer tenho vocação para atleta.

Além do mais, o sofá tá uma delícia e eu não sei se quero sair daqui!

Pelo menos não nesse exato instante!

 

Crônicas de Maya (30/03/2018)

MAYA, M. H.

27

Mar

Sobre ser algodão doce ou rapadura…

Sim, eu estou, você deve estar… quase todo nós estamos procurando a tal da leveza.
Mas o que é a leveza? Uma dimensão física? Um conceito? Um estilo de vida?

Pensemos então… em algodão doce e rapadura!

De imediato, tendemos a associar a leveza ao algodão doce, afinal quem iria associar à pobre rapadura?

Essa coisa pesada… na maioria das vezes quadrada… rústica!!!

Mais fácil pensar em algodão doce, fofinho, leve, colorido…

Há quem prefira a ilusão da beleza, da cor… do romance… há quem prefira algodão doce.

Eu adoro!!!

Mas ao mesmo tempo em que ele é tudo isso, ele também é fugidio, volátil, efêmero.
Se não cuidar, ele se transforma em nada, em grânulos, ou pior… numa meleca “impregnante” que não tem quem suporte.

Que agonia!!!!

A pobre rapadura, muitas vezes última opção ali no canto, quadrada, dura, pesada é, na verdade, de uma resiliência invejável.
E a versatilidade? Nem se fala! Às vezes pura, às vezes tem função de adoçante… raspadinha e misturada com leite ninho. Huuuuuuuuum!!!
Eu adoro!!!

Leve ou “pesada”? Volátil ou resiliente? Fofinha ou rústica?
Porque precisamos polarizar todas as coisas?
Bobagem!!!!

O mais importante mesmo é manter a doçura de ser o que você quiser!!!

Logo… entre algodão doce e rapadura… eu escolho ser o açúcar!

 

Crônicas de Maya (26.03.2018)

09

Mar

Talvez um dia…

Me perdoem os otimistas, mas realismo é fundamental!

O atual discurso ilusório é sobre as “grandes conquistas” das mulheres pelo mundo. Lamento… mas isso tem uma boa dose de “exagero” de interpretação.

Hoje no jornal de meio dia ouvi dizer que estão aumentando a pena para casos de estupro coletivo. Bom né? NÃO!!!!!

Quando vc escuta uma notícia dessas e acha “natural que seja necessario tal lei existir” no atual século… Ou que isso é uma CONQUISTA para as mulheres… É porque a coisa ainda ta muito, MUITO, MAS MUITO feia pro nosso lado.

Quando precisamos comemorar a existencia de uma Lei Maria da Penha é porque a coisa ta muito distante de ficar melhor.

Quando você entende que o mundo precisa mudar mas continua vendo as mesas e as salas de reuniões dos processos decisórios sem uma mulher ou no máximo com uma… É porque tudo tende a continuar exatamente como está! Infelizmente!

08 de março surgiu por uma luta e assim continuará sendo até que possamos, de fato, sermos livres de toda essa carga cultural horrorosa imposta sobre nós!

Equanto isso…

Enquanto você lê esse texto mais uma mulher está sendo estuprada…
outra assassinada…
outra espancada…
outra criticada porque não quer flor…
outra vomita porque não pode engordar…
outra faz sexo sem vontade pra não “perder o marido”…
outra está cuidando da casa sozinha…
outra está sendo chamada de louca, exagerada ou feminazi simplesmente por não se calar!

Feliz dia das mulheres?
Talvez um dia!