03

Fev

12 experiências incríveis em Fortaleza para quem quer uma VIDA mais SUSTENTÁVEL

Há tempos que escrevo nas minhas redes sociais dicas e experiências que tive e que fizeram toda a diferença para minha vida se tornar mais sustentável. Afinal, eu não poderia permitir que a velha máxima “casa de ferreiro, espeto de pau” fosse aplicada a mim que tanto busco e incentivo a sustentabilidade.

Em minhas andanças e trabalhos no setor ambiental entendi algo que considero crítico:

dificilmente alguém vai se interessar em defender e preservar o meio ambiente se ela não reconhecer, a priori, a importância de uma VIDA SUSTENTÁVEL no seu sentido mais amplo.

Embora o termo esteja hoje em dia quase completamente associado às questões ambientais, nesse artigo me refiro à SUSTENTABILIDADE enquanto capacidade de nos tornamos autossustentáveis, ou seja,

de nos sentirmos felizes, leves e de bem com a vida ou pelo menos fortes e resilientes diante de todas as dificuldades e desafios atuais.

Dito isso, aqui vão minhas dicas de experiências incríveis (cursos, atividades, lugares, ações e até mesmo pessoas), que existem em Fortaleza e que podem te levar na direção de uma vida mais autossustentável (e ainda ajudar o meio ambiente).

Observação: não se trata de ranking e nem ordem de preferência. Se puderem conheçam todos!

  1. MEDITAR COM A CONDUÇÃO DE PREMA SHAKTI MA

Conheci Prema Shakti primeiramente como psicóloga, por meio da indicação de um amigo que sabia que eu queria fazer terapia, mas não queria aquele modelo tradicional das clínicas por aí. Porém, além de ser uma excelente terapeuta ela também promove meditações para todos os tipos de pessoas – inclusive aquelas que vivem dizendo “que não conseguem meditar”.

Tem meditação para todos os gostos: meditação silenciosa; meditação ativa; meditação somente com mulheres; Bênção do Útero e muito mais que você só vai descobrir se acompanhar o trabalho dessa mulher incrível nas redes sociais.

Facebook: Prema Shakti Ma

Instagram: @shaktiprema

 

  1. PARTICIPAR DAS OFICINAS DE ESCRITA TERAPÊUTICA E/OU CRIATIVAS DA CENTRAL DE ESCRITORES

Vou começar logo dizendo que embora eu escreva desde que me entendo por gente, foi nas Oficinas de Escrita Terapêutica da Central de Escritores que aprendi a escrever para PESSOAS! Sem aquele ranço acadêmico que a Universidade deixa em alguns de nós, sabe?

Além disso, é lá onde tenho assessoria de escrita para meus livros com a poderosa Rose Lira e onde toda e qualquer pessoa que desejar vai descobrir que é SIM, capaz de escrever seu próprio livro, seja de que assunto for.

Afinal quem nunca disse: “hummm, eu devia escrever um livro sobre isso”?

OBS: Lá também fiz amizades que pretendo levar para a vida toda… quem sabe você não encontra sua turma?

Site: www.centraldeescritores.com

Facebook: Central de Escritores

Instagram: @centraldeescritores

 

  1. ASSISTIR AOS PAINÉIS ‘COMTEXTO’ E SEGUIR O BLOG DO INOVA MUNDO

Se você ainda não segue as redes sociais do Inova Mundo tá perdendo tempo e informação relevante sobre Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade. Caso você ainda não tenha participado de qualquer Painel Comtexto promovido pelo Inova Mundo, corre pra saber quando será o próximo e se inscreve antes que acabem as vagas, pois eles são sempre lotados.

O sucesso se dá porque os painéis sempre trazem temas que vão além desse tal “mundo dos negócios’ onde só se fala em sucesso e dinheiro. O Inova Mundo e os Painéis Comtexto foram idealizados pelo queridíssimo Mário Gurjão cujo propósito é potencializar “novas mentes para um novo mundo” e é isso que faz toda a diferença.

Ahhh, e adivinhem quem é a Embaixadora de Sustentabilidade deles!!! Isso mesmo, eu!

Blog Inova Mundo: https://inovamundo.com.br/

Facebook: Inova Mundo

Instagram: @inovamundo

 

  1. DECORAR A CASA COM O PREMIADÍSSIMO ECODESIGN DE SOCORRO SILVEIRA

Sabe qual a principal tendência do design de interiores e da arquitetura? SUSTENTABILIDADE.

Nesse assunto a designer Socorro Silveira desponta na frente com um super design premiado mundo afora, além de estar em exposição permanente em São Paulo.

Para quem não sabe, os móveis dela são feitos a partir do reaproveitamento de materiais e são extremamente seguros, confortáveis e LINDOS. Repito: LINDOS, pois estamos falando de design. Agora só falta os arquitetos e designer de interiores aprenderem a colocar estas peças em seus projetos né? E se não tiver projeto, só falta você procurar conhecer e adquirir esses produtos pra sua casa, escritório ou evento. Sustentabilizem-se!!!!

Instagram: @socorro_silveira_designer

 

  1. SE LANÇAR NO MUNDO COM AS ATIVIDADES DA EDITORA ALIÁS

A ALIÁS é uma iniciativa de um coletivo feminino que criou uma editora para incentivar MULHERES a publicarem seus livros, ou melhor, a se lançarem no mundo por meio de livros, papéis, palavras verbalizadas, exposições, formações e muitas outras artes.

Há tempos que eu seguia e amava tudo o que elas propunham. Até que o dia me inscrevi e fui selecionada pra uma Oficina de Escrita promovida por elas e facilitada pela incrível Anna K. Lima.

Posso afirmar que foi um dos momentos mais lindos e marcantes de 2018: um grupo imenso de escritores que se encontrou na oficina e nunca mais se largou. Inclusive em breve tem lançamento de livro dessa experiência. As meninas da Editora Aliás não param e eu realmente acho que todo mundo dessa cidade deveria conhecer e participar de todas as atividades que elas proporcionam!

“Aliás”, se estiverem escrevendo livros, publiquem com elas também!

Instagram: @selo.alias | @seninguemteescuta.escreve

Facebook: Selo Editorial Aliás

 

  1. DEIXAR LIVROS LIVRES

Ainda falando em livros não posso deixar de mencionar a iniciativa SENSACIONAL da maravilhosa Annita Moura que criou o movimento Livro Livre.

Simplesmente pegue um livro e depois de ler, deixe-o livre para outras pessoas.

Isso vai ajudar muita gente que não pode comprar um livro a ter acesso a esse mundo maravilhoso que é a leitura. Além de incentivar o compartilhamento de livros, o projeto colabora com pontos de leitura compartilhada, bibliotecas comunitárias livres (Curió, Quintal Cultural e Castelo da Leitura) e realiza feiras de troca de livros.

Quer saber como deixar livros livres?

Segue o insta @livrolivre.ce

E também: @garrateca e @livrarialamaarca

 

  1. OPTAR SEMPRE POR PRODUTOS SUSTENTÁVEIS DOS ECOPRODUTORES DE FORTALEZA

Se estamos buscando uma nova cultura voltada para a sustentabilidade, precisamos nos habituar a sempre pensar primeiro em ecoprodutos.

Em Fortaleza temos uma Associação de Ecoprodutores e hoje já podemos ter bolsas, mochilas, óculos, biojóias, esculturas, adereços, porta-lápis, brinquedos, bandejas, troféus, dentre muitos outros produtos feitos a partir da reutilização de materiais que seriam descartados.

Tudo produzido de maneira profissional.

Em uma próxima postagem falarei mais especificamente sobre todos eles, mas por hora convido a conhecer:

– Brinquedos e outros itens sustentáveis de Socorro Silveira: @socorro_silveira_designer

– Ecoprodutos com resíduos tecnológicos de Sérgio Lima: @residuotecnologicosustentavel

– Biojoias de Bia Bastos: @biojoiasflordelotus

– Óculos de madeira: @meuoculosdemadeira

– Bolsas, mochilas e carteiras de lona: @greenbagbrasil

– Papel semente: @ecoviver

– Camisas de garrafa PET: @vidabr

– Terrários sustentáveis: @danossavaranda

 

  1. FAZER UM CURSO LIVRE DE PRÁTICAS TEATRAIS (CLPT) DO CANGAIAS COLETIVO TEATRAL

Não precisa ser (e nem querer ser) ator/atriz. Não precisa ter experiência de palco. Você só precisa fazer esse curso pra sentir todo o seu corpo e criatividade se ativarem ao mesmo tempo.

Os responsáveis pelo coletivo e pelo curso – Shinoda e Gabi – além de serem artistas incrivelmente talentosos são principalmente seres humanos lindos e generosos.

Ninguém termina o curso sem ficar morrendo de saudades depois!

A peça estreada pela minha turma se chama Cadela Branca. Presta atenção quando estiver em cartaz e vai assistir.

Ahhh corre porque tá começando uma nova turma do CLPT!!!

Email: coordenacaoclpt@gmail.com 

Facebook: Cangaias Coletivo Teatral

Instagram: @cangaiascoletivoteatral

@cursolivrepraticasteatrais

 

  1. “CANTAR COM” OU APENAS ASSISTIR OS CORAIS DE CARLOS DO VALLE

Vou dizer publicamente o que vivo dizendo para ele: Carlos do Valle já deveria ter estourado em todo o Brasil se a arte e cultura desse país realmente valorizassem talento.

Em 2012 assisti um espetáculo do Vitrola Nova e fiquei tão apaixonada que no ano seguinte fiz seleção e entrei. Pois é… pode acontecer com vocês também e ainda bem que de vez em quando tem seleção né?

Pois bem, se você é dessas pessoas que aprecia ARTE recomendo que acompanhe e assista aos espetáculos dos seguintes grupos: VITROLA NOVA; CHERRY BOYS; e FOLK Canções de Antigas Novidades. Além dos recitais solo de Carlos do Valle.

Instas: @carlosdovalle

@grupocherryboys

@grupovitrolanova

@folk_antigas_novidades

 

  1. CONHECER O ECOMUSEU NATURAL DO MANGUE

Embora eu pretenda fazer uma postagem falando sobre as iniciativas não governamentais pelo meio ambiente de nossa cidade, fiz questão de citar o Ecomuseu Natural do mangue aqui, porque considero que poucos reconhecem a importância do ecossistema manguezal em Fortaleza e atualmente são os incansáveis Rusty de Sá, Sineide e Fabiana as principais vozes que ecoam sobre essa temática.

Recomendo a visita ao Museu e uma trilha guiada com eles, além de acompanhar em suas redes os vários convites para ações de limpeza, plantio e educação ambiental. Organiza uma turma e vai!

Email: museunaturaldomangue@hotmail.com

Instagram: @ecomuseunaturaldomangue

 

 

  1. PASSEAR NO PARQUE DO COCÓ, FLORESTA DO CURIÓ OU EM OUTRAS ÁREAS VERDES DA CIDADE

Em muitas cidades é comum as pessoas passarem um tempo sentadas, conversando, lendo ou apenas vendo a vida passar em um parque urbano.

Durante muito tempo não tivemos essa oportunidade em Fortaleza porque nossas áreas verdes não eram atrativas ou seguras. Felizmente hoje em dia muitos de nossos parques oferecem atividades e espaços apropriados para momentos em contato com muita natureza.

Dito isso, deixo a dica para conhecerem em Fortaleza (para começar) o Parque do Cocó que é mais famoso e tem uma programação aos finais de semana e também a Floresta do Curió que tem remanescentes de Mata Atlântica e eu garanto que irá surpreender muita gente.

Para saber a programação do Cocó: @semaceara

Para saber mais sobre a Floresta do Curió: Facebook Floresta do Curió

 

  1. TOMAR UM AÇAÍ NO LUGAR SUPER SUSTENTÁVEL

Imagina só… tomar um açaí e depois usar o próprio potinho para plantar uma muda.

Imagina também que nesse lugar você pode ganhar desconto se der um abraço.

Imagina ainda que nesse mesmo lugar vendem os tão desejados canudinhos reutilizáveis?

Bem, acho que nem preciso dizer mais nada né?

Imagina só se você ainda não conhecesse a IMAGINE AÇAÍ?

Instagram: @souimagine

 

 

Então é isso! Agora que eu te apresentei a essas experiências incríveis só falta você começar a “Sustentabilizar” e, claro, seguir no insta e facebook desta ambientalista que vos escreve: @magdamaya.ambiental

 

Que você tenha uma linda e sustentável vida!

Magda Maya – @magdamaya.ambiental

 

Em tempo:

1. enquanto escrevia esse artigo, várias outras iniciativas foram lembradas. Quem sabe elas apareçam num artigo no próximo domingo!

2. Todas as iniciativas mencionadas foram escolhidas por experiências pessoais. Não existe patrocínio aqui!

 

 

 

01

Fev

Lama, indignação e náusea

Não! Esse não é um texto técnico.

Poderia ser, mas não é!

Há dias penso em escrever sobre a tragédia ocorrida em Brumadinho com patrocínio da Vale mas até então só a indignação típica da minha pessoa não tinha sido suficiente para me trazer aqui.

Mas hoje enquanto assistia TV me deparei com um vídeo que mostra o exato momento em que a lama de rejeitos da Vale atinge as próprias instalações da empresa,  e onde se pode ver claramente pessoas em seus carros em completo desespero tentando encontrar uma rota de fuga (bloqueadas pelo imenso infortúnio de estar passando um trem no instante em que a lama chegou).

(Link do vídeo disponível ao final do texto)

O mencionado vídeo me causou NÁUSEAS!!!

Mas não foi somente por uma questão de empatia com as PESSOAS que foram engolidas pela lama, ou por indignação por se tratar da segunda tragédia do mesmo tipo nesse país em um curto espaço de tempo.

Na verdade, a tal náusea me veio à tona junto com tudo aquilo que SEI que existe por trás dessa tragédia e de muitas outras que, infelizmente, estão por acontecer uma vez que não se trata de um problema pontual.

O RISCO à que estamos TODOS submetidos é SISTÊMICO, ou seja, faz parte de um sistema perverso onde os mais diversos atores sabem a verdade mas fazem um PACTO de silêncio para garantir o próximo contrato, o emprego, o cargo, ou seja lá o que estiver em jogo.

Para quem não sabia até então, a tragédia de Brumadinho é apenas o resultado de um sistema composto por:

  • Grupos empresariais que pressionam órgãos do Governo a “flexibilizar” e “simplificar” leis ambientais;

  • Gestores ambientais indicados politicamente, e que CONSTRANGEM E ASSEDIAM fiscais e analistas ambientais sérios a voltarem atrás em seus pareceres;

  • Órgãos ambientais com alguns técnicos que se restringem a analisar apenas IMPACTOS AMBIENTAIS e não os RISCOS associados;

  • Parte dos consultores ambientais que cobram milhares de reais por estudos que DIZEM O QUE O CONTRATANTE quer que seja dito;

  • Um punhado de fiscais ambientais corruptos, que não apenas fecham os olhos para erros das empresas como também contribuem para que os empresários busquem os CAMINHOS MAIS FÁCEIS DE RESOLVER os problemas;

  • Instituições ambientais divididas entre pessoas sérias e competentes e grupos que querem “tirar um por fora”;

  • Muitos técnicos ambientais que no lugar de analisar as questões de RISCO E IMPACTO do ponto de vista TÉCNICO, se restringem a analisar empreendimentos com base apenas nas LEIS (o que deveria ser competência apenas do setor jurídico);

  • Dois pesos e duas medidas nos processos de licenciamento: de um lado pequenas empresas e com baixo potencial poluidor tendo que cumprir milhões de exigências, e de outro ENORMES EMPRESAS que ganham facilidades e flexibilizações (exemplos: mineração considerada de Utilidade Pública com simplificação do licenciamento; ausência de legislação/norma técnica específica sobre barragens; Setor de energia mesmo tendo imensas barragens hidroelétricas fazendo apenas Relatórios Ambientais Simplificados, etc);

  • MÁ FÉ por parte de instituições que FORÇAM empresários a se licenciarem em mais de um órgão ambiental, quando existe uma lei que diz claramente que um empreendimento dever ser licenciado por um único órgão;

  • Competição entre as esferas por consideram o licenciamento um “filé mignon” para tirar dinheiro do setor produtivo com multas e taxas infinitas;

  • Dentre muitos outros fatores

O resultado disso é uma DEMONIZAÇÃO ou ANTIPATIA GENERALIZADA  por parte do setor produtivo quanto as questões AMBIENTAIS e consequentemente a tentativa de burlar as leis a qualquer custo.

Observem que tomei o cuidado de não generalizar nos itens acima pontuados, porque nem todos os que estão no circuito das autorizações ambientais fazem parte desse sistema perverso, muito pelo contrário, muitos são engolidos por ele tal qual a lama fez com as pessoas em Brumadinho.

No meio de todo esse lamaçal que se estabeleceu no sistema de GESTÃO AMBIENTAL brasileiro fica difícil apontar um único culpado, mas em compensação temos um grande número de cúmplices, sejam eles os agentes das improbidades, irregularidades e corrupções, sejam eles apenas os negligentes, os que cruzam os braços, ou os que se calam e deixam a lama escorrer.

Já as vítimas somos todos nós que pagamos se não com a própria vida, com a péssima qualidade ambiental em nossas cidades; com alimentos contaminados por agrotóxicos; com riscos gritantes aos impactos  das mudanças climáticas; com águas poluídas e com muito mais coisas negativas que só o ECONOMICAMENTE VIÁVEL tem “feito por nós”.

Sobre isso, quero concluir dizendo que DESENVOLVIMENTO sustentável é aquele que se pauta em três pilares: ECONOMICAMENTE VIÁVEL + ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO + SOCIALMENTE JUSTO

Logo…

Justificar toda e qualquer intervenção ambiental e social (lembrem-se da remoção de pessoas para construção de barragens ou outros empreendimentos) com o aumento do PIB, da renda e com geração de empregos não dá mais!!!!

Precisamos de economistas que saibam pensar em NATUREZA e em GENTE antes de pensar no “lucro é que VALE”.

Precisamos de profissionais de todas as áreas que recuperem o significado de ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL.

Precisamos criar uma cultura de SUSTENTABILIDADE (e não apenas a ambiental).

Precisamos de mais gente capaz de sentir na boca do estômago essa sensação de  NÁUSEA!!!

 

Magda Maya

 

Link do vídeo: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/02/01/video-mostra-momento-do-rompimento-da-barragem-em-brumadinho.ghtml

 

 

 

 

 

20

Nov

Fauna marinha em risco no Ceará

Vocês sabias que a costa cearense é muito rica em biodiversidade e que tem inclusive botos-cinza?

Já ouviram falar que temos inclusive uma lei (aprovada em 2012) que dedica o dia 08 de junho a estes botos?

Temos tudo isso sim, mas atualmente existe uma forte preocupação por parte dos pesquisadores da ONG ambiental Aquasis, uma vez que nos últimos meses a equipe do Projeto Manatí tem observado um crescente número de encalhes de botos-cinza, ao longo da costa cearense.

De acordo com a Aquasis,

De agosto até outubro deste ano, 22 animais foram registrados com a ajuda de populares que informaram as ocorrências.

O boto-cinza é a espécie de mamífero marinho que encalha com maior frequência no Ceará. Contudo, a maioria dos casos são decorrentes da captura acidental por redes de pescadores que atuam próximos aos locais onde os animais costumam ocorrer. 

No entanto, nos animais encalhados no último período, não se tem observado marcas de redes de pesca ou mutilações nas carcaças. A maioria já foi encontrada em grau de decomposição avançada, o que dificulta a avaliação dos fatores que levaram à morte,  porém foi possível observar uma atípica perda de peso nesses golfinhos.

O número de encalhes está acima da média observada nos últimos 10 anos na mesma época do ano. Os registros também aumentaram no litoral da região metropolitana de Fortaleza e no litoral oeste quando comparados com dados pretéritos.  Um dos casos aconteceu no espigão da Av. João Cordeiro, na Praia de Iracema, no dia 21 de setembro deste ano.

A Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos – AQUASIS, que desenvolve o Projeto Manatí com o patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental, tem recolhido amostras de tecidos das carcaças a fim de diagnosticar uma possível infecção viral, que é a principal suspeita da causa da morte de alguns animais que puderam ser necropsiados. A mortalidade atípica dos botos-cinza no Ceará pode ser um indicador de alerta, visto que uma contaminação por vírus pode ameaçar as populações de botos-cinza e outros golfinhos.

A AQUASIS também recomenda a todas as pessoas que encontrarem mamíferos marinhos, sejam eles botos, baleias, golfinhos e peixes-bois, vivos ou mortos, para entrar em contato com a Equipe de Resgate 24h do Projeto Manatí, através dos telefones (85) 3113-2137 / 99800-0109 ou para mais informações, no site oficial: www.projetomanati.org.br

 

Agora que você já sabe de tudo isso, que tal compartilhar essas informações e contribuir para a preservação desta espécie?

Foto: Resgate de boto-cinza encalhado no espigão da João Cordeiro em Fortaleza (Acervo Aquasis)

 

Siga-me em minhas redes sociais:

Magda Maya – @magdamaya.ambiental

 

 

19

Out

Aliás… preciso falar sobre elas!

Para quem ainda não sabe, em Fortaleza existe uma Editora chamada ALIÁS, fundada por 09 mulheres há 1 ano, e cujo objetivo é publicar livros, zines e demais conteúdos produzidos por mulheres.

Aliás… há tempos sigo o trabalho delas através das redes, e nesta última semana tive a imensa alegria de conhecer esse trabalho um pouco mais de perto, participando de uma Oficina de Escrita Criativa oferecida gratuitamente pela editora.

A oficina tem sido um verdadeiro aprendizado que vai além da escrita e da criatividade, pois através da condução simples e com muita verdade realizada por Ana K. Lima, os momentos têm sido acolhedores, descontraídos, leves… coisa de GENTE sabe?

Além disso a turma é cheia de pessoas incríveis que estão “do lado de cá”… o lado dos afetos e afetividades!

E ainda tem mais…

Para nossa sorte o encerramento do curso ocorrerá no mesmo dia em que a Editora Aliás comemorará 01 ano de fundação, ou seja, nesta sexta-feira 19 de Outubro de 2018. E haverá festa!!!

Ahhh… e todos estão convidados! Vejam mais informações abaixo!!!

Sarau Mulheres do Mundo
Comemoração pelo aniversário de um ano do Selo Editorial Aliás
Onde: Foyer do Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 – Centro)
Quando: sexta-feira, 19 de outubro
Horário: 18 horas
Entrada gratuita

14

Out

Sustentabilidade 4.0

Muito se tem falado sobre a quarta revolução industrial que se traduz no conceito de Indústria 4.0 mas parece que nem todos entenderam que os conceitos diretamente relacionados – como o de Sustentabilidade, por exemplo – também passam por processos de transição e evolução.

Dito isso, o que seria então a Sustentabilidade 4.0?

Para começar gostaria de pactuar o seguinte entendimento: Sustentabilidade não se restringe às questões ambientais. Esse conceito é muito mais amplo e merece ainda mais atenção.

Por derivar do conceito maior de Desenvolvimento Sustentável, a Sustentabilidade pode ser compreendida como a capacidade de tornar algo sustentável ao longo do tempo – num horizonte planejado de longo prazo –, considerando para isso aspectos SOCIAIS, ECONÔMICOS e AMBIENTAIS.

Sabemos que os aspectos econômicos e financeiros – por razões óbvias – são aqueles que acabam ganhando grande atenção dos gestores porém, para vislumbrar uma indústria sustentável e para promover um desenvolvimento sustentável as empresas precisarão rever essa conduta.

E não apenas eu estou dizendo. A sociedade (leia-se consumidores) e as instituições públicas (leia-se reguladores) estão cobrando cada vez mais dos empresários.

Dito isso é preciso um entendimento sobre a Sustentabilidade 4.0 para então começar a construir caminhos nesse sentido. Para contribuir, apresento a seguir – de forma resumida – como se deu a origem e evolução dos conceitos relacionados à sustentabilidade de acordo com as revoluções industriais.

Primeira Revolução Industrial:

Caracterizada pelo descobrimento das utilidades do carvão como fonte de energia para máquinas à vapor e locomotivas. Uma grande revolução no transporte de mercadorias e surgimento de grandes cidades.

Surgimento da corrente de pensamento ecológica – Controle da Poluição

Nesse momento surgem as primeiras preocupações ecológicas relacionadas estritamente ao controle da poluição, ou seja, ganha notoriedade a necessidade de controle quanto ao expurgo de poluentes na natureza. Aqui a preocupação estava bem mais relacionada aos impactos à saúde da população do que aos impactos na natureza. Já no final do período e na transição para a segunda revolução industrial, as indústrias buscaram adotar práticas menos poluentes, aprimorando suas tecnologias na medida em que as instituições reguladoras passaram a atuar.

Segunda Revolução Industrial:

Caracterizada pelo aprimoramento das tecnologias já existentes, e pelo uso da eletricidade e do petróleo como fontes de energia, a produção de aço e alumínio e o advento das indústrias automobilística e bélica. Vale ressaltar também a ascensão do Fordismo como modelo de produção em massa para o atendimento da sociedade que se tornava cada vez mais consumidora.

Surgimento da corrente de pensamento conservacionista – Uso racional dos recursos naturais

Nesse período ganham força e visibilidade as noções de uso racional de recursos naturais e degradação ambiental além de questionamentos sobre desigualdade social. Há, portanto, uma ampliação das preocupações sobre o que é retirado na natureza e não apenas no que é expurgado nela.

Terceira Revolução Industrial:

Caracterizada pelo revolução técnico-científica informacional a terceira revolução industrial é marcada pelo uso de tecnologias tais como: informática, robótica, biotecnologia, telecomunicações, nanotecnologia, além da revolução na área de transportes. Trata-se ainda do momento que estamos vivendo onde a globalização e o modelo de capitalismo moldam a chamada divisão internacional do trabalho.

Surgimento da corrente de pensamento do Desenvolvimento Sustentável  – Tripé da Sustentabilidade (Ecologicamente Equilibrado + Socialmente Justo + Economicamente Viável)

Com os crescentes movimentos ecológicos conservacionistas (uso racional), surgem também os preservacionistas (não-uso) e para mediar esse conflito de percepções fica estabelecido e consolidado o conceito de Desenvolvimento Sustentável, onde o que se busca é um equilíbrio entre os interesses econômicos e sociais com o uso responsável e equilibrado da natureza com vistas a garantir boas condições de vida para as gerações futuras. Na prática das empresas, este conceito passa a ser chamado de Sustentabilidade e ganha uma correlação maior com os aspectos ambientais.

Muitas empresas passam a incorporar o conceito de sustentabilidade ambiental, porém ainda com a visão de redução de custos, pois de modo geral não percebem a sustentabilidade como estratégica e, portanto, negligenciam este setor enquanto investimento.

Também merece ser ressaltada a existência da chamada greenwashing (“uma mão de tinta verde) que significa que algumas empresas adotam uma imagem associada a sustentabilidade ambiental para efeitos de marketing porém em suas práticas reais nada é realizado.

Quarta Revolução Industrial:

Embora ainda não esteja efetivamente estabelecida, é possível perceber a chegada da Indústria 4.0 caracterizada pela crescente automatização dos processos de produção e pelo desenvolvimento de sistemas inteligentes para a tomada de decisões. A tendência é que o chamado “chão de fábrica” se funda com o campo de tomada de decisões uma vez que as máquinas poderão “aprender” e se auto aprimorar durante o processo. Os principais conceitos relacionados são: Internet da Coisas e Big Data Analytics, além dos aspectos críticos de segurança.

Surgimento da corrente de pensamento de Vida Sustentável  –Sustentabilidade 4.0

É aqui então que finalmente empresas começam a compreender 3 questões cruciais:

– As empresas precisão de profissionais altamente capacitados em matéria ambiental – e não me refiro a saber fazer um licenciamento ou um estudo ambiental – , capazes de ajuda-las a se moldar a uma Economia Circular emergente e a promover inovação ambiental com a incorporação de conceitos como: vida sustentável, serviços ecossistêmicos, ecodesign e sustentabilidade 4.0, por exemplo.

– A sustentabilidade (no seu sentido mais amplo) é não apenas estratégica mas também crítica para empresas que desejam crescer, se destacar e até se manter no mercado. Não havendo mais espaço para greenwashing uma vez que os consumidores estão mais atentos, exigentes e dispostos a CONSUMIR (leia-se pagar por) sustentabilidade.

– As empresas precisão estar cada vez mais conectadas com as ações globais, não podendo mais restringir sua atuação e REPUTAÇÃO à comunidade local. No caso da indústria um caminho fundamental é verificar uma possível adequação aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS da ONU (pretendo escrever um outro artigo enfatizando esse assunto).

Então é isso, se você chegou até o final desse texto eu agradeço e espero ter contribuído de alguma forma para a ampliação de visão sobre a sustentabilidade.

 

Magda Maya

Geógrafa – Dra. em Desenvolvimento e Meio Ambiente

Fundadora da Geoanalysis – Meio Ambiente e Inteligência Geográfica

 

PS:

Caso deseje saber mais sobre o tema por meio de palestras e/ou consultoria entre em contato pelo email ambientalmaya@gmail.com

Mais sobre Magda Maya: https://bit.ly/2IUMGJv

 

Lembre-se: se precisar usar esse texto ou seus trechos citar a seguinte referência: MAYA, M. H. Sustentabilidade 4.0. Artigo publicado na web em 14.10.2018. Disponível em http://oestadoce.com.br/blog/mayaambiental/sustentabilidade-4-0/. 2018.

 

 

 

08

Set

A insustentável sustentabilidade – Parte 1

Sou dessas pessoas que anda com o próprio canudo reutilizável e também com um copo retrátil na bolsa, como um ato consciente para reduzir o consumo de descartáveis, pois sei que nosso planeta precisa desse tipo de ação individual (também).

Além disso, sou dessas pessoas que, na medida do possível e do alcance, busca influenciar outras pessoas a repensarem seus modos de viver e consumir, buscando contribuir “com a sustentabilidade”.

Contudo, confesso que ao tentar exercitar a tal sustentabilidade na prática me deparo com as mais diferentes situações que poderiam me desestimular caso eu não fosse tão convicta de minhas escolhas.

Dia desses fui almoçar com meu companheiro num fast food que vende frango frito num balde sabe? Pois bem…

Ele pediu um sanduíche enquanto eu, tentando “minimizar os danos da má escolha”, pedi a refeição que vinha com feijão e salada.

Aí que começa a parte triste:

O almoço dele veio em embalagens de papel e papelão (bem mais ecologicamente aceitáveis) enquanto o meu veio com:

  • Dois potes de isopor: um com o feijão e outro com a salada;
  • Um prato de plástico descartável;
  • Garfo e faca de plástico descartável embalados em outro plástico.

Se eu almocei? Claro que sim. Mas foi uma situação bem indigesta (tanto que estou “ruminando” isso até agora e precisei escrever).

Por conta desse tipo de experiência negativa, esta será a segunda marca que deixarei de consumir por conta desse tipo de situação.

Mas eu estou falando de mim… e tenho plena noção de que nem um décimo da população deixaria de consumir qualquer coisa por questões ideológicas, ainda que fosse pelo bem da coletividade.

O que fazer então com essa insustentável sustentabilidade que tanto desejamos?

Eu diria que o primeiro passo é aprendermos a aplicar mais “E” e menos “OU” se desejamos alguma mudança, por menor que seja.

Ou seja, não é função minha OU sua OU das empresas OU das instituições reguladoras, trilhar um caminho para a verdadeira sustentabilidade.

Essa função é minha E sua E das empresas E das instituições reguladoras TAMBÉM!

Fica então o convite a fazer sua parte por meio de suas ações individuais E também o convite para pressionar as empresas a oferecerem opções ecológicas para seus consumidores E também acompanhar as regulamentações que andam acontecendo em nível nacional e internacional.

Não podemos mais continuar fingindo que “ta tudo bem” em consumir tanto plástico descartável.

Mesmo porque todo esse plástico já começa a retornar para nós seja nos frutos do mar, seja no sal de cozinha.

Vou terminar esse texto deixando duas fotos das duas marcas que deixei de consumir, até que tenham alguma atitude sustentável!

Em breve publicarei mais relatos dessa minha jornada em busca da sustentabilidade na prática!

 

Magda Maya

@magdamaya.ambiental

 

29

Ago

Onde licenciar sua empresa – Entendendo o SISNAMA

Talvez você não saiba mas meio ambiente no Brasil não é uma bagunça.

Na verdade ele é muito bem organizado dentro do chamado Sistema Nacional de Meio Ambiente – o SISNAMA.

O SISNAMA é composto pelos órgãos federais (IBAMA e ICMBio), Estaduais (Secretarias de Meio Ambiente Estaduais) e Municipais (Secretarias e Autarquias municipais de meio ambiente).

Cada estado e cada município cria sua própria sopa de letrinhas… desde que essa sopa caiba dentro do SISNAMA.

Ok mas você deve estar se perguntando: o que tudo isso tem a ver com minha empresa? Porque esse povo “não me deixa trabalhar em paz”?

Primeiro porque ta na Constituição assim:

“Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”

Portanto é dever dos entes federativos cumprir esse papel de preservar o meio ambiente para a coletividade e isso se dá por meio da atuação dos referidos órgãos.

Então em tese não tem nada de errado com isso… o problema é quando estes órgãos não atuam de maneira adequada, coordenada ou organizada.

Então vamos pacificar o primeiro ponto! O problema não é o meio ambiente, nem a natureza mas sim a aplicação da lei e a atuação institucional. Concordamos?

Dito isso vamos começar a pensar do federal para o municipal:

Se a sua empresa tem alguma coisa a ver com alguma Unidade de Conservação, você vai ter que prestar contas com os Conselhos Gestores e com o ICMBio. Para cada Unidade de Conservação, suas próprias regras. Não vamos aprofundar neste assunto hoje.

Para todos os demais casos você deve começar verificando junto ao IBAMA se sua empresa está classificada dentre as atividades que precisam ter OBRIGATORIAMENTE Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/APP)

Existe uma tabela com as atividades que precisam deste cadastro e que você vai encontrar na INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 12, DE 13 DE ABRIL DE 2018.

Se sua atividade não constar na tabela você provavelmente não precisará realizar este cadastro. Já as constantes, precisarão se cadastrar e emitir relatórios posteriores ao IBAMA.

Em nível Estadual você deve buscar a Secretaria ou a Superintendência Estadual de Meio Ambiente (que é o caso do Ceará com a SEMACE) para verificar as regras para licenciamento, as quais variam também de acordo com sua atividade.

Para começar a pesquisa para saber se sua empresa deve se licenciar no órgão ambiental Estadual ou Municipal, verifique se o município possui Secretaria ou Autarquia de Meio Ambiente própria e se sua empresa ou atividade extrapola os limites territoriais de um único município.

Se o município não tiver órgão licenciado próprio ou se sua empresa extrapola os limites de um único município você deverá procurar o Estado para seu licenciamento.

É importante também observar que alguns casos mais específicos como transportadores de combustíveis ou quem trabalha com resíduos radioativos precisa seguir uma outra lógica, mas isso vamos conversar quando o vídeo tratar da temática específica.

Por fim, os municípios que possuírem órgão licenciador devem ser procurados para o licenciamento de sua atividade, desde que a mesma seja classificada como atividade de impacto local.

No Ceará o Conselho Estadual de Meio Ambiente vem há algum tempo emitindo resoluções e instruções a esse respeito. Para que você tenha uma melhor noção recomendo verificar o anexo I da Resolução COEMA 01/2016 onde também consta uma tabela com as atividades classificadas como de impacto local ou regional.

Um último ponto que gostaria de mencionar é sobre o licenciamento eletrônico. Atenção empreendedores, embora o processo de licenciamento em si tenha sido facilitado, sua responsabilidade passa a ser ainda maior pois o foco será voltado na fiscalização.

Portanto o melhor mesmo é estar 100% regular e ter uma empresa com gestão ambiental pautada na sustentabilidade.

Lembre-se, toda semana o Programa O Estado Verde trará mais informações para você… então sigam-me os bons!!!

Abaixo o link para o vídeo desta semana:

http://www.oestadoce.com.br/oetv/o-estado-verde/sistema-nacional-de-meio-ambiente

 

Magda Maya

29

Ago

O Estado Verde com Magda Maya

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É isso mesmo que está no título! O Programa O Estado Verde agora é comigo.

Todas as terças-feiras um vídeo novo sobre gestão e regularização ambiental para empresas e futuros empreendedores.

A ideia é falar um pouco para vocês sobre os caminhos para que a sustentabilidade ambiental deixe de ser uma nuvem cinza e passe a ser um pouco mais parecido com um céu azul.

É claro que não vamos dizer que as coisas serão muito simples porque a legislação ambiental brasileira é de fato protetiva e bem “recente” pois apesar de algumas leis existirem desde a década de 60, a exemplo do código florestal a maioria delas vem da década de 80 e provavelmente está passando por várias modificações.

Até mesmo porque o mundo já mudou um pouquinho de lá pra cá né?

A questão é… precisamos de desenvolvimento, precisamos de empresas e de empreendedores, mas também precisamos da natureza, não vamos esquecer.

Como fazer então pra que tudo isso conviva de maneira harmônica?

Pra tentar contribuir um pouquinho com isso, vamos te fornecer no Programa O Estado Verde, informações pra que você tome boas decisões, regularize seu negócio do ponto de vista ambiental e ainda contribua com um mundo mais sustentável.

Afinal, quem não quer ter uma empresa com uma boa imagem e que contribui para com a sociedade, não é mesmo?

Espero que você nos acompanhe e aproveite essas informações. Não esquece de curtir, assinar o canal e contar pra todo mundo essa novidade.

Abaixo o link para  nosso vídeo piloto!!!

http://www.oestadoce.com.br/oetv/o-estado-verde/sustentabilidade-e-regularizacao-ambiental-para-empresas-e-futuros-empreendimentos

Magda Maya

 

13

Ago

Voltando com boas novas…

Após um pequeno intervalo nas postagens para planejamento de novidades, hoje retorno trazendo uma ótima notícia!!!

A empresa dinamarquesa produtora dos produtos LEGO anunciou que neste ano de 2018 as peças começarão a ser fabricadas com material sustentável e que até 2030 todos os produtos já seguirão o mesmo padrão.

As pecinhas continuarão sendo de plástico, porém feitos a partir da cana de açúcar (ou seja, biodegradáveis) e não mais a partir do petróleo.

Em uma postagem anterior eu havia comentado que todo esse alarde sobre os canudinhos era apenas o começo e que a guerra contras os plásticos e a favor da vida no planeta está definitivamente declarada!

É preciso que todos fiquemos cientes de que isso vai rebater em nosso cotidiano e que temos sim que nos adaptar!

Mas… nos adaptar a um mundo melhor e sustentável é o que queremos não é?

Mais informações sobre essa novidade:

https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2018/mar/02/first-sustainable-lego-pieces-to-go-on-sale

 

Siga: @magdamaya.ambiental 

 

Magda Maya

Sustentabilidade na prática

11

Jul

Dica cultural – Teatro

Para aqueles que já conhecem a cena artística cearense e para aqueles com vontade de conhecer… a dica de hoje é TEATRO!!!

CAIXA EM FORMA DE CORAÇÃO 

Realizada pelo Coletivo Paralelo, com direção de Luís Carlos Shinoda e em parceria com o Cangaias Coletivo Teatral.

Quando? Onde? Quanto?

Dias 13 e 14 de Julho às 19:00h

no Teatro Morro do Ouro (Anexo Teatro José de Alencar)

R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Para saber mais:

Música ao vivo, rock’n roll, palhaçaria e performance: são essas as referências que compõem o espetáculo “Caixa em Forma de Coração”, novo trabalho do Coletivo Paralelo. Com direção de Luís Carlos Shinoda, os atores João Lucas Vieira e Neto Holanda dão vida às personagens Artur e Antônio, dois amigos músicos que não conseguem se entender durante o ensaio de sua banda. Utilizando da comicidade e de um teor político e filosófico, a peça se apropria da acidez satírica do teatro do absurdo, buscando abrir questionamentos acerca dos comportamentos do ser humano contemporâneo, como a carência, a acomodação, o individualismo e a indiferença.

Nos encontramos lá?