12

Jan

Blogueirisses e muito mais…

Muito (mas muito mesmo) antes de “blogs” virarem modinha eu já era blogueira (e escritora)!!!

A escrita sempre fez parte da minha vida!!! Mesmo quando não havia computador, nem blog… Eu escrevia em cadernos e agendas!!!

Hoje tenho este blog sobre Ambientalismo (+ arte e feminismo) no jornal O Estado mas essa história não começa aqui!

Meu primeiro blog se chamou NIX e ele existiu de 2003 até 2008!!! O tema era “goticismo, ocultismo e demais banalidades”.

Sim… Sempre fui atraída pelo que não está dito… O que não está posto… O que não é mais do mesmo… O que não se encaixa! Sempre amei a subjetividade!

Esse blog era tão lido, lindo e bem escrito que virou tema da dissertação de uma mestranda da UNIFOR cujo nome não me recordo. Infelizmente por falta de uso foi tirado do ar pelo provedor em 2015. (Como eu queria vê-lo novamente)

Depois veio um blog sobre minha experiência com a cirurgia bariátrica que fiz em 2008. Em 1 ano e meio passei de 136kg para 82kg e nesse blog relatei toda essa loucura. Também era muito lido!!! Mas foi tirado do ar em 2015 por falta de acesso.

Também tive um blog sobre geografia… E minhas viagens! E outro sobre “moda” (só que era uma sátira). Ambos tirados do ar por falta de uso!

Enfim… Passei a vida inteira escrevendo e me perdendo em páginas escritas e recortadas de mim mesma!!!

Sou e sempre fui uma escritora!!! Mas nunca levei nada disso a sério e nem para frente!

No período do Mestrado e Doutorado tive que parar com toda essa escrita frouxa e espontânea. Me tornei A acadêmica!!!

Via muitos amigos às voltas com seus artigos, dissertações e teses enquanto eu “tirava de letra”. Afinal… A escrita sempre esteve comigo!

Contudo… Quando se tratava de “publicar” o bicho pegava.

Sempre odiei ser julgada, avaliada. Não sei se por arrogância ou insegurança. Quem sabe ambos. Afinal somos complexos, não é mesmo?

Seja como for, se a gente não se cuida, a Academia faz isso com a gente. Nos tira o brilho, a luz e a leveza! Boa parte dos professores só quer saber de ofuscar sua luz para que a deles não fique menor.

Agora imagina eu (uma fedelha) chegando com pensamentos complexos baseados em Edgar Morin!

Fui massacrada e tolhida no Mestrado da UECE. Já no Doutorado da UFC consegui seguir em frente… mas isso graças ao professor Milton,  um Ser muito especial que mora na Bahia a quem serei sempre grata!

Terminei o Doutorado, mas não perdi o ranço da escrita dura, “desumanizada”, técnica, erudita, tensa e CHATA!!!

Criei então o blog Maya Ambiental (que durante um tempo não fez parte do Jornal), com conteúdo ambiental, mas nele estava aparecendo somente “a profissional” e “a acadêmica”. E eu não sou apenas isso… não mesmo!

Foi então que resolvi buscar as Oficinas de Escrita Terapêutica da Central de Escritores (com a mulher maravilhosa que é Rose Lira) e como já disse uma vez, lá eu resgatei a escrita humanizada e mais ainda… entendi a importância e o significado de cada palavra colocada no mundo por mim.

Durante toda a minha vida, em cada uma daquelas silabas estava eu!!! Partes de mim!!! Pensamentos meus!!!

Hoje a escrita tem me conduzido num caminho de autoconhecimento e revelado todos os dias a mulher complexa que sou! Sou sim a profissional, a Doutora… mas também sou a artista, a escritora, a ambientalista, a professora e demais facetas que apresento ao mundo.

Para além disso, sou ainda muito mais… sou aquilo que somente os íntimos (marido, familiares e amigos) sabem e poderão algum dia saber!

Quanto mais me revelo, mais presente estou nos meus escritos. Quanto mais presente estou, mas chego perto de você.

E se você me perguntar, porque escrevi tudo isso, minha resposta será:

Porque escrever é algo que eu faço!

Porque sou escritora!

09

Jan

O chamado…

Ok! Confesso!!!

Nessa história toda de “balanço de fim de ano” eu estava ainda um pouco sonolenta até agora.

Além de estar sonolenta (ou seria com preguiça de enfrentar a realidade?), eu bem que pretendia ser uma pessoa menos combativa/ativista/incisiva/visceral ou qualquer coisa do tipo nesse ano de 2018… mas então começam a chegar “os chamados”. [Sim… inclusive com direito a trocadilho com o filme de terror mesmo!]

Os tais chamados sempre chegam por um e-mail daqui, por um messenger de lá, por um instagram de cá…

Invariavelmente  enviados por pessoas muito especiais: amigos, companheiros de trabalho, ambientalistas… gente do bem!

Essas pequenas mensagens falam sobre o que andam fazendo por aí (e por aqui) com nossa Mãe Natureza. Raramente as notícias são boas.

Ao ler tais mensagens, me ocorre um misto de felicidade e angústia: felicidade em ver que cada vez mais pessoas se importam e se incomodam com a degradação ambiental e desvalorização da vida; e angústia por um certo grau de perplexidade diante da insistência nos argumentos economicistas, racionais(?), lógicos(?) e matemáticos que AINDA comandam as decisões e as gestões em muitas partes do planeta (inclusive em Fortaleza e no Ceará…).

Trocando em miúdos, estou falando do tal “desenvolvimento econômico a qualquer custo”!

(Sim! “Eles continuam pensando com a Cabeça do Camundongo” – Leia o artigo sobre o assunto clicando aqui)

E é aí onde mora “o terror”!

Terror representado pelas ações pautadas nos interesses econômicos de poucos.

Terror que faço questão de compartilhar com a devida autorização dos amigos cujos nomes prefiro preservar!

 

Num primeiro caso, estou quieta no meu canto quando “plim” uma mensagem no facebook com o seguinte teor:

Olá
Pense num movimento para salvar a Serra (da Ibiapaba)
Vai virar deserto
Mata Atlântica
Estão acabando com tudo
Fauna e flora
2050 já vai estar deserto
O Clima já mudou
 Logo em seguida (coisa de 40 minutos depois) chega o e-mail de um outro amigo mencionando “um jogo da velha” (mas poderia ser Jogos Vorazes) desenhado sobre a foto de um mapa de Fortaleza demonstrando todas as lagoas antes existentes e que foram aterradas para dar lugar ao crescimento, ao progresso e ao desenvolvimento econômico “a qualquer custo”. (Lembrando que o custo ambiental e social somos nós que pagamos!)
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Veja no mapa: onde tem X foram lagoas aterradas
[Fonte: Acervo do DNOCS com manipulação)]
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Eu até poderia citar outras situações mas hoje, 09 de janeiro de 2018, foram essas especialmente que me fizeram sair do estado de sonolência e partir pra ação!
Isso mesmo AÇÃO INDIVIDUAL em favor da coletividade!!!

 

Lógica completamente avessa a esse “mercado” que só sabe pensar com a cabeça do camundongo e atender aos interesses de um ou outro indivíduo em detrimento da coletividade!

E por falar em mercado… quem é esse cara mesmo? Porque é ele que tem que reger nossas vidas?

Quando finalmente teremos planejamentos e gestões pautadas no pertencimento, na igualdade, nas subjetividades humanas, no valor da vida e na FELICIDADE?

Precisamos de disrupção!

Não me venham com “grandes projetos e empreendimentos” que só servem para enfatizar a desigualdade e a infelicidade generalizada!

 

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Post dedicado aos amigos queridos que sempre me mandam mensagens que me mantém desperta!

Agradecimento especial ao meu mais novo amigo que gentilmente autorizou a publicação da imagem do mapa!

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Dica da Maya:

O Siara na Rota Dos Neerlandeses

http://www.bookess.com/read/14473-o-siara-na-rota-dos-neerlandeses/

 

05

Jan

Desculpem o trastorno…

O Paradoxo reside no seguinte fato:

Enquanto os ambientalistas que se importam com a vida e querem um mundo melhor e sustentável para as atuais e futuras gerações são considerados ecochatos, incômodos, inconvenientes, ou seja, pessoas que só servem para “atrapalhar o progresso”…

Os poderosos (Políticos/Empresários DO TIPO que se importam exclusivamente com os próprios ganhos) batizam de “Mercado” seus interesses individualistas, e recebem em troca além de riqueza, votos e/ou a admiração das massas não pensantes! 

Até quando?

26

Dez

Final de ano…

O final do mês de dezembro é sempre um período em que as pessoas “entram num clima” que deveria (em parte) durar por todo o ano.

Algo incomum acontece até mesmo para os que se dizem não Cristãos.

É como se a vida nos desse permissão pra “parar, respirar e repensar”.

Paradoxalmente, para boa parte das mesmas pessoas, existe um sofrimento associado à frustração causada pelo consumo insustentável.

Seja pela impossibilidade de presentear os familiares… seja pelo endividamento causado pela mesma necessidade de presentear.

É… o capitalismo tem dessas coisas!!!

Por essa razão, fica um convite à reflexão a respeito de nossas escolhas e especialmente a respeito de nossa conduta.

Recentemente publiquei no meu instagram uma imagem que vale por mil palavras:

Então, que tal repensar e se tornar um HUMANO SUSTENTÁVEL em 2018?

De minha parte fica o desejo de que todos nós aprendamos a ser felizes baseados no que somos e não no que compramos!!!