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Nov

Quem conta um conto…

Era uma vez uma moça chamada Misbella, que conseguia enxergar beleza em tudo, mas que morava num lugar onde quase ninguém compreendia seu olhar para a vida e suas escolhas!

Viviam tentando lhe rotular, enquadrar e classificar, mas o mundo formado por “caixinhas” não lhe servia.

Um belo dia ela decidiu construir sua própria cidade!

A cidade era cheia de verdes campos, com casinhas coloridas – muitas delas de cor alaranjada – e num lugar não muito frio apesar das montanhas ao redor. Era na verdade um mundo novo!

Somente se interessava em morar lá aqueles que queriam cultivar seu próprio alimento, que amavam a natureza, que apreciavam uma boa dança e uma tigela de sopa quente antes de dormir!

Se você fosse desses que diz: “não sei dançar” ou “não gosto de sopa” já seria reprovado (mas só de brincadeirinha), apenas pra lembrar que no mundo antigo todas as regras e convenções sociais sequestravam a espontaneidade das pessoas dia após dia.

No mundo novo, na verdade, as pessoas poderiam não gostar de dançar ou não gostar de sopa, sem que isso fosse um problema.

O importante era resgatar toda a espontaneidade perdida com as regras e dores do mundo antigo e finalmente ser quem quisesse ser, desde que desejasse viver em harmonia com a natureza, com o amor e com a vida.

Muitos chegavam, muitos ficavam, muitos visitavam e muitos iam embora. Afinal nem todos estavam preparados pra resgatar o amor.

Para estes e para outros mais, todas as manhãs Misbella escrevia cartas carinhosas sentada em sua varanda, numa mesa cheia de lápis de todas as cores e de flores. Às vezes falava sobre os girassóis, às vezes sobre o sol e o vento que naquele instante assanhava seus cabelos.

Escrevia, escrevia e escrevia para dizer amorosamente para todas as pessoas que é possível construir um mundo novo onde os bens mais preciosos são a liberdade e o amor.

 

“Quem conta um conto, acrescenta um ponto (de vista)!”

Contos de Maya (13.11.2017)

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