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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022.
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Arte + Agenda

Egito e seus mistérios

“Soldados, do alto destas pirâmides, disse Napoleão no Egito, 40 séculos vos contemplam”. A redescoberta do Egito, na verdade, começou com ele. Quando Napoleão resolveu invadir a terra dos faraós, sabia que não haveria de se deparar apenas com homens armados mas, principalmente, com uma cultura milenar. Assim, reuniu um grupo de sábios cujo objetivo era o de, justamente, desenterrar o Egito do deserto.

Visitado por Heródoto, no passado, e por Platão depois dele, há muito tempo que o Egito tinha perdido o seu brilho quando Napoleão apareceu diante dele. Logo após a sua partida, o velho Egito voltou a brilhar novamente. Agora nos croquis feitos pela Comissão de Ciências e Artes formada pelo general e nas descrições feitas por alguns arqueólogos.

Faltava desvendar seus mistérios. Foi o que fez Champollion quando, se debruçando sobre a pedra de Roseta, descoberta pelo exército francês, decifrou seus hieróglifos. Foi assim que aquela terra, até então distante do Ocidente, se tornou próxima e o que parecia perdido foi achado.

A Exposição

Kênia de Aguiar Ribeiro, formada em jornalismo pela Universidade de Brasília, começou a sua atividade como fotógrafa de lugares sagrados com uma exposição sobre a Ilha de Páscoa. Impressionada com aqueles moais que pesam de um a 27 toneladas e medem de 5 a 6 metros de altura e que tomam conta de quase toda a ilha, Kênia se pôs a fotografar cada um deles e a exibir seus trabalhos em galerias. O próximo passo foi fotografar o Egito.

Denominada “Arqueologia do Sagrado”, a exposição de Kênia, sobre o Egito, mostra tudo o que, de fato, é sagrado naquele lugar: Gisé, Edfu, Karnak, Hastshepsut, Templo de Luxor e Templo de Philae. Em Gisé, mostra as pirâmides e a esfinge que fica ao lado delas. Em Edfu, o templo que leva o nome deste lugar. Em Karnak, outro templo com imagens dos antigos faraós.

ALÉM DO TRIVIAL

A exposição de Kênia Ribeiro, no entanto, não se restringe apenas à apresentação física da arquitetura e escultura egípcias. Diz Simplícia Dinibaldi, relações públicas da Nova Acrópole, onde a exposição de Kênia está sendo realizada, em Fortaleza, que a autora procura evidenciar o simbólico em seu trabalho. Para fazer isso, informa, coloca legendas, ao lado de cada foto para, assim, levar o visitante para além do trivial.

De todos os objetos simbólicos que existem nas terras do Nilo, no entanto, o mais estranho, segundo Simplícia, é uma cruz que servia para dar acesso a lugares habitados pelos deuses. Há muitos objetos egípcios, diz ela, que ainda hoje não foram identificados. E uma coisa é certa, adverte. Diferente do que muita gente pensa e a História repete, as pirâmides egípcias não foram levantadas por escravos, mas por povos que chegaram de uma ilha citada por Platão em seus livros: a Atlântida. Destruída por um terremoto ou maremoto os habitantes desta ilha foram obrigados a emigrar e, assim, se espalharam pelo mundo. Foi a partir daí que chegaram ao Egito e como possuíam uma tecnologia altamente sofisticada (mais, talvez, do que a atual) transportaram as pedras que deram origem às pirâmides em Gisé e encaixaram umas sobre as outras sem precisar, para isso, de nenhum tipo de aderente entre elas.

Exposta primeiro em Brasília. Em Goiânia depois e, em seguida, em João Pessoa, a “Arqueologia Sagrada” de Kênia Ribeiro é composta de 100 fotos. Apenas 45 delas, no entanto, estão em Fortaleza. Aberta de segunda a quinta-feira das 19h às 22h, a exposição estará na Nova Acrópole de Fortaleza (Rua Vicente Leite, 2451) até 30 de janeiro. Entrada franca.

Serviço

• Exposição: Arqueologia do Sagrado. Data: até 30 de janeiro. Hora: segunda a quinta-feira das 19h às 22h. Local: Nova Acrópole (Rua Vicente Leite, 2451). Informações: 3257.2777/8619.8997. Entrada Franca. Nova Acrópole – Ceará – Fortaleza.

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