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Casa de Cuidados do Ceará ganha 20 leitos para pacientes com tuberculose

Instituição passa a atender pacientes em alta hospitalar que ainda necessitam de assistência após período de internação

CCC foi inaugurada em 2021, durante a pandemia / Foto: Reprodução / Site Governo do Estado

A Casa de Cuidados do Ceará (CCC), unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), disponibiliza 20 leitos para receber pessoas que realizam tratamento contra tuberculose no Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ).

A instituição passa a atender pacientes em alta hospitalar que ainda necessitam de assistência após o período de internação.

“Mesmo com a melhora clínica e a condição de sair do Hospital, o paciente, muitas vezes, ainda precisa de suporte antes de retornar à sua rotina. Por ter um perfil de transição hospitalar, a Casa de Cuidados é o espaço apropriado para realizar esse processo de desospitalização ”, explica o secretário executivo de Atenção à Saúde e Desenvolvimento Regional da Sesa, Lauro Perdigão.

O gestor também destaca que a iniciativa será fundamental para otimizar a assistência do HSJ, unidade de referência para a hospitalização de pessoas com tuberculose.

“A abertura dos leitos na Casa de Cuidados possibilita que a capacidade do Hospital seja ampliada para atender quem realmente necessita de internação. Portanto, o HSJ, que é uma unidade terciária, terá mais espaço para receber pacientes com maior complexidade”.

Magno Cavalcante, 34, foi um dos primeiros pacientes com tuberculose encaminhados pelo HSJ à Casa. Ele ficou encantado com o espaço do serviço. “Gosto muito de apreciar a área verde que vejo pela janela. Aqui tenho outras opções de entretenimento, como assistir à TV. Também gosto muito das refeições proporcionadas”, disse.

A transferência de Magno ocorreu após mais de vinte dias de internação no São José. “Eu sentia um cansaço extremo, falta de ar, dava dois passos e já cansava. Fiz vários exames no HSJ e logo fiquei internado”.

Em fase final do tratamento, o paciente já faz planos para quando retornar à rotina fora da Casa de Cuidados. “Quando receber alta, quero mudar hábitos da minha vida para ser mais saudável. Leio a Bíblia diariamente e peço a Deus direcionamento nessa tomada de decisões e fortalecimento da minha saúde”, diz.

ESTRUTURA
O atendimento aos pacientes com tuberculose na Casa de Cuidados é realizado em uma área isolada, com acesso restrito. O serviço conta com uma equipe multiprofissional, que inclui médico infectologista, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.

“Muitos desses pacientes têm indicação de reabilitação nutricional, motora e respiratória e, durante a permanência na Casa, eles serão acompanhados pela equipe multidisciplinar com o objetivo de melhorar o estado de saúde”, explica a diretora da CCC, Ursula Wille Campos.

A enfermeira da Casa e especialista em Infectologia, Renata Maia, destaca que a atuação multiprofissional também tem como foco a educação em saúde e a sensibilização dos pacientes para a reinserção no convívio social.

“O trabalho da equipe visa à diminuição dos riscos para o paciente e para a sociedade, além da possibilidade de reabilitação física, nutricional, entre outros aspectos, colaborando para o sucesso do tratamento”.

Ainda de acordo com a profissional, o serviço implementou ações voltadas à segurança dos pacientes. “Diversas medidas estão sendo adotadas, como biossegurança e precauções, cuidados com uso de máscaras, administração correta de medicamentos para tuberculose, com atenção redobrada para dosagem, por exemplo”, explica.

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. O problema atinge prioritariamente os pulmões, mas pode afetar outros órgãos do corpo, como rins, ossos, olhos, pleura e meninges.

O contágio ocorre por via respiratória, quando a pessoa infectada libera pequenas gotículas contendo a bactéria no ambiente.

Os principais sintomas são tosse por mais de três semanas, produção de catarro, febre (mais comum ao entardecer), suores noturnos, cansaço, dor no peito, falta de apetite e emagrecimento. O diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento seja iniciado o quanto antes, a fim de interromper a transmissão e evitar a resistência aos medicamentos.

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