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Economia

Alexandre Silveira defende estudar exploração de gás por “fracking”

quinta-feira, 04 de abril 2024

O ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, quer que o país comece a estudar a exploração do gás por “fracking”, isto é, a técnica que usa água com areia e químicos para quebrar rochas profundas na terra e extrair o recurso. Tal forma de obtenção do insumo é criticada por ambientalistas, que enxergam problemas como a contaminação do lençol freático por substâncias químicas, uso intensivo de água e a degradação do meio ambiente como obstáculos.
Além disso, o gás natural é um combustível altamente poluente e adotar uma nova forma de sua utilização pode ir de encontro com o que foi estabelecido na COP 28, a conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) do ano passado. Ao final do encontro de líderes mundiais, os países indicaram a orientação para abrir mão, de maneira gradativa, da exploração de combustíveis fósseis. O ministro não nega a existência dos danos ambientais, mas defende que o Brasil deveria, pelo menos, analisar as possibilidades de autorizar a atividade mediante a obrigação de compensações ambientais.
“É um debate. Defendo que esse tema tem que voltar a ser discutido no Brasil. Tem impactos ambientais, mas, em algumas regiões do país, são passíveis de serem compensados ambientalmente. É simples: 82% do gás americano é gás de fracking, 70% do gás argentino. Por que o Brasil é diferente?”, pontuou o representante do Ministério de Minas e Energia.
Em alguns países europeus, tal método é banido, entre eles há nações como Espanha, França e Reino Unido. Além disso, há estados brasileiros como Santa Catarina e Paraná, onde estariam uma das maiores bacias potenciais de gás de xisto do Brasil, que possuem leis proibindo essa prática. A Empresa de Pesquisa Energética também indicou potenciais reservas no Maranhão, Piauí, Amazonas e Pará.
O debate defendido por Silveira é estimulado por empresas e associações nacionais tais como a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) e a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Governos estaduais como o do Rio de Janeiro e de Minas Gerais também demonstram interesse no assunto.
O ministro afirma que o governo está desenvolvendo uma série de políticas voltadas para a expansão da disponibilidade de gás natural, o que integra um esforço para tornar a indústria brasileira mais competitiva. “Temos pouca oferta de gás e, consequentemente, altos preços de gás no Brasil, nos tornando pouco competitivos para fazer aquilo que nós temos de mais importante, e é o grande propósito do nosso governo, gerar emprego, gerar oportunidade e gerar renda”, explicou.

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