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Economia

Aluguel em Fortaleza sobe 13,55% em 2023

quarta-feira, 19 de julho 2023

Alugar um apartamento residencial em Fortaleza está 13,55% mais caro este ano. Com isso, a capital cearense ocupa a terceira posição no ranking entre as capitais brasileiras que mais registraram aumento nos seis primeiros meses do ano. O dado é do Índice FipeZAP+ é o primeiro índice de preço com abrangência nacional que acompanha os preços de imóveis residenciais e comerciais.

Isso quer dizer que em seis meses, o avanço no preço de locação foi superior à inflação medida pelo IPCA, que foi de 2,87%. Também é superior ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado para reajustar contratos de aluguel, que ficou no negativo (- 4,46%). Goiânia teve o maior aumento no aluguel residencial entre as 11 capitais monitoradas (24,03%), seguida de Florianópolis (23,72%) e Fortaleza (13,56%). Completam a lista o Rio de Janeiro (12,46%), Curitiba (10,56%) e Belo Horizonte (10,42%).
De acordo com o FipeZAP+, tiveram à frente do aumento na primeira metade do ano os imóveis de um dormitório, com um aumento de cerca de 10,38%. Esse segmento de imóvel subiu o dobro se comparado às unidades maiores, com quatro quartos ou mais, pouco mais de 5%. “O efeito é completamente pós-pandêmico, e também de mercado de trabalho. O que acontece é que o centro das grandes cidades é onde mais se concentram esses imóveis de um dormitório, a dinâmica dele tem muito a ver com esse perfil. De poder aproveitar esse centro da cidade, de estar indo presencialmente para o trabalho”, disse Pedro Tenório, economista do DataZAP+.

O FipeZAP+ acompanha os preços de anúncios de locação em 25 cidades do Brasil e leva em conta somente os anúncios para alugueis de apartamentos divulgados na internet, ou seja, o preço final do contrato pode variar para baixo ou para cima. O índice é elaborado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

“O aluguel residencial tem avançado acima da inflação. Um dado importante é com relação à procura e demanda por locações de apartamentos de até um quarto, pois as famílias estão cada vez menores e as pessoas estão procurando morar sozinhas, logo, quando se aumenta a demanda, aumenta a oferta”, destacou. Ainda segundo ela, outro ponto a ser observado é o fato da inflação que segue alta, além da taxa de juros, a Selic, atualmente a 13,75% ao ano. “A taxa dificultou a compra de imóveis, o que levou muitas famílias a migrarem para os alugueis. As famílias tiveram dificuldade de acessar o crédito para comprar imóvel próprio, e isso levou ao aumento da demanda por locações”, explicou a economista Desirée Mota.

De acordo com os dados, Barueri, município localizado em São Paulo, registrou um preço médio de localização residencial de R$ 53,14 por metro quadrado, o maior entre as 25 cidades pesquisadas, sendo ainda superior à média global de R$ 40,03. Em Fortaleza, o preço médio é de R$ 26,41

Mercado imobiliário
O mercado imobiliário das capitais nordestinas movimentou R$ 15,8 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano. Essa estimativa é resultado da análise do Valor Geral de Vendas (VGV), que engloba o valor idealizado de todos os apartamentos vendidos na região. Os dados foram divulgados durante o webinar Expectativas do Mercado Imobiliário na Região Nordeste do Brasil realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) e a Brain Inteligência Estratégica. Foram vendidos um total de 8.515 imóveis nas nove capitais nordestinas.

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