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Economia

Arco Metropolitano prevê valor de R$ 4,1 bilhões

quarta-feira, 19 de maio 2021

Com o fito de descongestionar o trânsito em rodovias cearenses com o 4º Anel Viário, o Arco Metropolitano passou por uma remodelação nos últimos cinco meses. O trecho tem início na BR 116, no município de Chorozinho, e se estende até o entroncamento da BR 222 com a CE 155, considerado o principal acesso ao Porto do Pecém. Segundo o titular da Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), Lúcio Gomes, o novo edital deve ser lançado até o mês de setembro deste ano, com valor prévio para a concessão de R$ 4,1 bilhões, incluindo o investimento de capital e um período de operação de 30 anos por parte da empresa vencedora do certame.


Idealizado em 2012, o projeto pretende “disponibilizar” uma rodovia que otimize o transporte de itens da pauta de exportação/importação do Ceará, ou seja, os produtos e serviços com o maior potencial de gerar renda e evidenciar o estado enquanto rota comercial. Para tal, o Arco Metropolitano oferece uma proposta de conexão mais ágil entre as principais vias cearenses por onde trafegam veículos pesados, a exemplo de caminhões e carretas. De acordo com Gomes, o projeto já está finalizado, faltando apenas informações extras como o valor dos pedágios. “O projeto está todo pronto, já entregamos o projeto pronto. Pediram essas informações que devemos entregar em breve”, garante.
O secretário revela, ainda, que o projeto retornou à Seinfra para que se obtivesse mais explicações em relação ao valor de cobrança dos pedágios após análise do comitê de parcerias públicas e privadas (PPPs) do Executivo cearense. Em nove anos, o Governo do Estado já desapropriou 200 hectares (ha) situados nas circunvizinhanças dos entroncamentos entre a “nova” rodovia e as atuais.

Modo de cobrança
Conforme Lúcio Gomes, o modelo de execução do pedágio que a empresa vencedora da licitação deverá aplicar já está determinado. O secretário explica, também, que o condutor que entrar na rodovia “vai pagar de ponta a ponta ou por trecho”. No total, estão sendo previstas três cancelas, nas quais a cobrança será executada. “Ao chegar às barreiras é preciso informar qual o percurso vai fazer para, então, saber o valor a ser pago”, aponta.
O intuito do Arco Metropolitano é aliviar o trânsito nas rodovias que têm a capacidade comprometida ou que estão em processo de conclusão, como a Rodovia 4º Anel Viário, onde há a concorrência por espaço entre veículos pequenos e de grande porte. Ao todo, o projeto abrange 108 quilômetros de extensão e está compreendido entre as cidades da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), nas quais estão localizados os distritos industriais.

Segurança e manutenção
Segundo a Seinfra, a cobrança do pedágio se faz necessária para agilizar o processo de duplicação e manutenção dessas estradas. Para suportar o peso dos veículos e a frequência com a qual eles transitaram pelas vias do Arco, o titular da pasta ressalta que o projeto levou em consideração a utilização de um pavimento apropriado para o deslocamento de cargas pesadas, sendo intitulada como “rodovia Padrão Dnit”, denominação referente ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) – órgão federal responsável pela construção de estradas brasileiras. “Não será usado cimento ou concreto como aconteceu no 4º Anel Viário. Entretanto, garantimos que a resistência dos materiais usados permite a circulação nas mesmas condições das melhores rodovias federais”, assegura.

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