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Economia

Atividade econômica aumenta 1,08% no 1o trimestre do ano

quinta-feira, 16 de maio 2024

O Banco Central (BC) anunciou que a atividade econômica brasileira teve um crescimento de 1,08% no primeiro trimestre do ano, comparado ao último trimestre de 2023. Este aumento reflete uma continuidade na recuperação econômica, ajustada sazonalmente pelo Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br). Por outro lado, março de 2024 apresentou uma leve retração de 0,34% em relação a fevereiro, com o índice marcando 147,96 pontos, segundo dados ajustados. Comparado ao mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 2,18%. No entanto, o acumulado dos últimos 12 meses mostra um crescimento positivo de 1,68%. O IBC-Br, embora não seja uma prévia direta do Produto Interno Bruto (PIB), ajuda a moldar as políticas do BC, incluindo as decisões sobre a taxa Selic, atualmente fixada em 10,5% ao ano. Este índice é fundamental para medir o desempenho de setores chave como indústria, comércio, serviços e agricultura, além de incluir a arrecadação de impostos. Sobre a política de juros, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC tem sido cauteloso. Após um ciclo de reduções na Selic, a última reunião do comitê decidiu por uma diminuição mais modesta de 0,25 ponto percentual, dada a recente valorização do dólar e as incertezas econômicas globais. O Copom expressou preocupações com a inflação ainda acima da meta estabelecida, e não prevê novos cortes de juros no futuro próximo. No histórico recente, após manter a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes consecutivas até agosto de 2023, o Copom iniciou cortes, favorecidos pelo controle inflacionário. Antes disso, a Selic havia sido reduzida ao seu ponto mais baixo, 2% ao ano, de agosto de 2020 a março de 2021, uma medida tomada para mitigar os impactos econômicos da pandemia de covid-19 e estimular a atividade econômica. Apesar das dificuldades impostas por um cenário macroeconômico complexo, o Banco Central reconheceu que a economia brasileira e o mercado de trabalho mostraram um desempenho mais dinâmico do que o esperado no início de 2024, impulsionados principalmente pelo setor de serviços. Essa recuperação influenciou a decisão de continuar reduzindo a Selic, ainda que a um ritmo mais lento. Comparando o primeiro trimestre de 2024 com o mesmo período em 2023, o crescimento foi de 1,04%, destacando uma tendência positiva, embora o mês de março tenha mostrado uma retração em relação ao ano anterior. Além disso, é importante notar que o IBC-Br, enquanto indicativo da atividade econômica, é diferenciado da metodologia empregada para calcular o Produto Interno Bruto (PIB), que é o somatório de todos os bens e serviços finais produzidos no país. O PIB de 2023, que registrou um crescimento de 2,9% e alcançou R$ 10,9 trilhões, é a medida oficial da economia. O próximo relatório do PIB, que trará os dados do primeiro trimestre de 2024, está agendado para ser divulgado em 4 de junho. Este panorama sugere um equilíbrio entre cautela e otimismo nas políticas econômicas do país, refletindo os esforços contínuos do Banco Central para navegar por um ambiente econômico ainda incerto, ao mesmo tempo em que se observa uma recuperação gradual da economia brasileira.

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