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Economia

Brasil é líder no volume de exportação de alimentos industrializados

sexta-feira, 23 de fevereiro 2024

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil lidera a exportação de alimentos industrializados no que diz respeito ao volume. No ano passado, por exemplo, foram exportadas 72,1 milhões de toneladas, um aumento de 11,4% sobre o ano anterior. A liderança em volume foi obtida sobre a indústria americana, que exportou 54,9 milhões no ano passado. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), divulgados nessa quinta-feira (22/02). O Brasil exporta, principalmente, para China, que compra grande quantidade de proteínas animais, além de 22 países da Liga Árabe, que se destacam por serem consumidores de açúcar e proteínas animais, em especial. Há ainda a União Europeia, que compra mais açúcar e farelo de soja.
No critério de valor, no entanto, o Brasil ocupa a 5ª posição, ficando atrás de Estados Unidos, Holanda, Alemanha e França. Foram exportados US$ 62 bilhões (R$ 306,3 bilhões) em 2023, 5,2% acima do valor apurado no ano anterior. Os Estados Unidos exportaram no ano passado US$ 89,3 bilhões (R$ 441,2 bilhões).
Segundo João Dornellas, presidente da Abia, o país está concentrado em alguns grupos de alimentos. “Temos de diversificar este mix para exportação. Temos uma capacidade ociosa de 24%, em média. Quanto mais o mundo buscar alimentos, e quanto mais crescer o consumo interno, melhor para todos: cresce a indústria, gera empregos e divisas”, disse durante entrevista coletiva para anunciar o balanço da indústria em 2023.

Faturamento
O faturamento da indústria alimentícia no geral foi de R$ 1,161 trilhão em 2023, o equivalente a 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse total, R$ 851 bilhões (73%) refere-se ao consumo interno, sendo R$ 310 bilhões (27%) em exportações. Descontada a inflação, as vendas no mercado interno tiveram um aumento real de 4,5% no ano passado (contra 2,5% em 2022). Já as vendas reais para o mercado externo avançaram 1,9%, frente a uma alta de 11,7% observada no ano anterior, por causa da variação cambial. De acordo com a entidade, em 2023, o setor enfrentou menor variação de preços de itens como embalagens e combustíveis, o que aliviou os custos de produção.

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