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Economia

Ceará é o terceiro do Nordeste no ranking do valor de transformação industrial

sexta-feira, 28 de junho 2024

O estado do Ceará se destaca como o terceiro do Nordeste no ranking do Valor de Transformação Industrial (VTI), com 14,8% de participação, ficando atrás da Bahia (36,1%) e de Pernambuco (23,5%). Entre as atividades industriais que lideram o ranking setorial estão a preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados. Juntas, contribuem com 15,8% do VTI. Os dados são da Pesquisa Industrial Anual, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas nessa quinta-feira (27/06). A pesquisa apontou que a composição do VTI vem apresentando uma mudança estrutural nos últimos anos, sobretudo com relação à metalurgia, cuja participação na composição do VTI da indústria passou de 4,2% para 15,5% entre 2013 e 2022.
Geração de emprego
Em 2022, a indústria cearense empregou 242 mil trabalhadores, com 98,6% desse total empregados nas Indústrias de Transformação. Este percentual manteve-se praticamente inalterado desde 2013, quando 98,8% da força de trabalho estava nesse setor e 1,2% nas Indústrias Extrativas. O setor que mais empregou foi o de Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro, Artigos para Viagem e Calçados, responsável por 28,4% dos empregos, mantendo-se na liderança ao longo da última década. Outros setores com alta representatividade foram a Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (16,7%) e a Fabricação de Produtos Alimentícios (15,5%). Enquanto o primeiro sofreu uma redução de 4,4 pontos percentuais na sua participação, o segundo obteve um aumento de 2,7 pontos percentuais.
Entre 2013 e 2022, o número de empregados em unidades locais (ULs) industriais no Ceará diminuiu 3,4%, equivalente a uma redução de 8,6 mil trabalhadores. Esse declínio foi impulsionado pela perda de 9 mil empregos no segmento, o único que registrou queda no número de empregados durante o período. No entanto, o setor industrial do Ceará viu um crescimento no emprego nos últimos anos, atingindo em 2022 o maior número de trabalhadores desde 2015, quando contava com 229,8 mil empregados.
Na avaliação do economista Eldair Melo, o VTI, que mede a contribuição econômica da indústria da transformação de um estado, é uma métrica importante, pois se trata de um indicador que afere a competitividade da indústria e nos diz sobre a atração de investimentos nos estados, além da políticas públicas, melhorando a indústria, emprego e renda. “O maior VTI está associado ao melhor desenvolvimento econômico da região. O Ceará registrou aumento na sua contribuição. Com isso, podemos enxergar como uma boa participação do estado nesse cenário, além do futuro do setor ser promissor, pois com a continuidade dos investimentos em infraestrutura, qualificação profissional, inovação e políticas de incentivo, o estado tem potencial para se tornar um líder industrial no Nordeste ou no país”, destacou.

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