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Economia

Cesta básica aumenta mais de 12% em Fortaleza

segunda-feira, 10 de junho 2024

O nordestino precisou trabalhar mais para conseguir custear o valor da cesta básica ao longo dos cinco primeiros meses do ano. Isso porque o custo da cesta básica aumentou em todas as cidades, com destaque para as variações do Nordeste: Natal (15,11%), Recife (14,94%), João Pessoa (14,45%), Fortaleza (12,61%), Aracaju (12,04%) e Salvador (11,10%). Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, que realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.
Com esse percentual, a cesta básica foi comercializada a R$ 709,90 em Fortaleza no mês de maio. Isso quer dizer que o cearense usou 54,35% do salário mínimo para comprar o produto, ao tempo de trabalho mínimo de 110 horas e 37 minutos. Para o especialista em economia, Helder Cavalcante, este fenômeno de alta nos preços da cesta básica no Nordeste pode ser atribuído a uma série de fatores. “Incluindo a inflação generalizada, problemas na cadeia de suprimentos e impactos climáticos que afetam a produção agrícola. O aumento do custo de vida sem um correspondente aumento nos salários coloca os trabalhadores nordestinos em uma situação de maior vulnerabilidade, onde a insegurança alimentar se torna uma preocupação crescente. Para mitigar esses efeitos, é crucial que políticas públicas sejam implementadas visando a estabilização dos preços dos alimentos, bem como o aumento do poder de compra dos trabalhadores, através de ajustes salariais e programas de assistência social, de modo a garantir condições de vida dignas para todos”, disse.
O especialista lembra ainda que esse cenário agrava as desigualdades regionais e socioeconômicas, uma vez que a renda média no Nordeste tende a ser inferior à de outras regiões do país, intensificando a pressão sobre os orçamentos familiares.
Nacional
No cenário nacional, segundo o Dieese, entre abril e maio, os aumentos mais contundentes foram observados em Porto Alegre (3,33%), Florianópolis (2,50%), Campo Grande (2,15%) e Curitiba (2,04%). Já as principais quedas foram registradas em Belo Horizonte (-2,71%) e Salvador (-2,67%). São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 826,85), seguida por Porto Alegre (R$ 801,45), Florianópolis (R$ 801,03) e Rio de Janeiro (R$ 796,67). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 579,55), Recife (R$ 618,47) e João Pessoa (R$ 620,67). A comparação dos valores da cesta, entre maio de 2023 e 2024, mostrou que quase todas as cidades tiveram alta de preço, exceto Goiânia (-0,05%). As elevações variaram entre 2,53%, em Vitória, e 6,84%, em João Pessoa.
Com relação ao salário mínimo, o Dieese divulgou que em maio de 2024, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.946,37 ou 4,92 vezes o mínimo de R$ 1.412,00. Em abril, o valor necessário era de R$ 6.912,69 e correspondeu a 4,90 vezes o piso mínimo. Em maio de 2023, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.652,09 ou 5,04 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.320,00.
Produtos
Entre abril e maio, o custo do quilo do café em pó registou alta em todas as capitais. As variações ficaram entre 0,69%, em Belém, e 9,66%, em Recife. Em 12 meses, o preço médio aumentou em 12 cidades, com destaque para Aracaju (18,92%) e Belo Horizonte (15,23%). Com relação à batata, em 12 meses, todas as cidades tiveram elevação de preço, com destaque para Campo Grande (122,89%), Florianópolis (108,78%), Belo Horizonte (94,30%). Já o preço do leite integral ficou mais caro em 16 das 17 capitais, enquanto o arroz aumentou em 15 capitais; o do tomate subiu em dez das 17 e o feijão recuou em 17 capitais.

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