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Economia

Com chuvas, nível do lago Guaíba em Porto Alegre volta a superar os 5 metros

terça-feira, 14 de maio 2024

O nível do lago Guaíba, em Porto Alegre, está subindo rapidamente desde a madrugada dessa segunda-feira (13), em razão das chuvas que atingem a Capital gaúcha e regiões já afetadas pelos temporais, como o vale do Taquari, desde a última semana. Segundo monitoramento divulgado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, o patamar do Guaíba voltou a superar os 5 metros, chegando a 5,04 metros às 17h15 de ontem, ou seja, 40 centímetros maior do que o registrado à meia-noite.
O nível de alerta do lago é 2,5 metros. A inundação ocorre quando o nível chega a 3 metros. As chuvas deste final de semana no Estado podem levar o Guaíba a alcançar nível máximo em torno de 5,5 metros entre segunda e terça-feira (14).
O Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul informa que o pico até o momento foi registrado há uma semana, quando o lago subiu para a faixa de 5,3 metros.Segundo a Sala de Situação do governo do Rio Grande do Sul, nas últimas 24 horas [anteriores à noite de ontem] foram registrados 80 mm de chuva nas cidades da região serrana e, com isso, “praticamente todos os grandes rios do Estado apresentam tendência de elevação, com elevações rápidas em cotas de inundação severa nas bacias dos rios Caí e Taquari, e posteriormente chegando no Jacuí, sendo que as cidades nos deltas das respectivas bacias estão com a permanência da cheia”.
Os rios Gravataí e Sinos também registram aumento no nível e, com a descida da água para o delta do Jacuí com o Guaíba, o nível do lago deve continuar subindo e chegar próximo de 5,5 metros nesta terça (14), diz nota do governo gaúcho. Porto Alegre vive a pior enchente da história. Ruas e avenidas ficaram alagadas, e o aeroporto Salgado Filho está fechado devido ao acúmulo de água na pista e em áreas internas.
A cidade tem, no momento, 14.225 pessoas em abrigos temporários da Prefeitura e entidades parceiras. Ao todo, 162 estruturas foram montadas para prestar assistência à população atingida pelas enchentes na cidade e região metropolitana.
Desse total, 103 abrigos contam com vigilância privada, 19 com suporte durante as 24 horas do dia e 94 das 19h às 7h. Dois abrigos são exclusivos para mulheres e crianças. Um deles fica na zona sul e outro no bairro Santa Cecília. Outro abrigo exclusivo, no Foro Regional do Partenon, está sendo preparado.
As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nesse domingo (12) devem diminuir a partir de hoje, de acordo com o Climatempo. O Estado ainda sofre com os impactos das enxurradas que deixaram um rastro de mortes e destruição nas últimas semanas.
Enquanto o nível do lago Guaíba aumenta nessa segunda-feira, o dos demais rios que fazem parte da bacia do Taquari está baixando, conforme é possível observar na comparação dos dados divulgados pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, às 7h, e os coletados pelo Serviço Geológico do Brasil, às 15h15, de ontem.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nessa segunda a relação dos municípios do Rio Grande do Sul onde mais choveu neste mês de maio. O lugar mais chuvoso foi Caxias do Sul, na serra gaúcha, com 707,2 mm de precipitação.
Nos 13 dias do mês choveu cinco vezes mais que a média mensal para o município, que é de 131,4 mm. Com isso, este mês é o mais chuvoso em Caxias do Sul desde 1931, quando começaram as medições do Inmet, superando a marca anterior registrada em maio de 2022, quando o total foi 287,7 mm.
Já em Porto Alegre, maio de 2024 é o segundo mais chuvoso nos últimos 108 anos. Os 341,7 mm até as 9h dessa segunda somente ficam atrás dos 405,5 mm de 1941.

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