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Economia

Crédito imobiliário com poupança movimenta R$ 16,5 bilhões

sábado, 01 de junho 2024

Em maio de 2024, os financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizaram R$ 16,5 bilhões, marcando um crescimento de 5% em relação a abril deste ano e um aumento significativo de 34,7% comparado ao mesmo mês do ano passado.
Os números positivos do mês também se refletiram nos primeiros cinco meses de 2024, período em que o volume financiado alcançou R$ 65,2 bilhões, o que representa um acréscimo de 2,6% em relação ao mesmo período de 2023. No entanto, nos 12 meses encerrados em maio de 2024, o volume total de R$ 154,3 bilhões ainda apresentou uma queda de 10,8% em relação ao período anterior.

Em termos de unidades, foram financiados 48,7 mil imóveis em maio de 2024 nas modalidades de aquisição e construção, o que representa uma leve retração de 1,8% em relação a abril. No entanto, em comparação com maio do ano passado, houve um aumento de 16,4% no número de imóveis financiados.
Durante os primeiros cinco meses de 2024, foram financiados 197,3 mil imóveis com recursos da poupança SBPE, indicando uma redução de 10,1% em comparação com o mesmo período de 2023. Já nos últimos 12 meses até maio de 2024, o número de imóveis financiados alcançou 477 mil unidades, o que representa uma queda de 25,4% em relação ao período anterior.
A captação líquida da poupança SBPE em maio registrou um saldo positivo de R$ 5,3 bilhões, marcando o segundo resultado positivo do ano. Comparativamente ao mesmo período do ano passado, quando a poupança teve um desempenho negativo superior a R$ 10,4 bilhões, este resultado representa uma evolução significativa. Com a captação líquida robusta em maio de 2024, o saldo da poupança SBPE atingiu R$ 749,6 bilhões, o que representa um aumento de 2,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em comparação com abril deste ano, quando o saldo foi de R$ 740,3 bilhões, houve um crescimento de 1,25%.

Aumento dos preços
Durante o Seminário Real Estate organizado pelo Lide, representantes do mercado imobiliário alertaram que, sem ajustes no atual texto da reforma tributária, a compra e construção de imóveis poderão se tornar inviáveis para muitos consumidores. Segundo estimativas do setor, seria necessário aumentar em 15% o preço dos imóveis para compensar a nova carga tributária. Um estudo apresentado pela Frente Parlamentar da Habitação e do Desenvolvimento Urbano Sustentável no evento destacou que, conforme está formulado, o texto da reforma poderá impactar o custo do aluguel de uma família mais do que o acumulado de dois anos de inflação controlada. Além disso, o levantamento aponta que a nova tributação pode elevar em até 10% o valor de compra dos imóveis
Atualmente, as atividades imobiliárias contam com tributação reduzida. Por exemplo, a incorporação está sujeita ao Regime Especial de Tributação (RET), que possui uma alíquota fixa sobre as receitas e inclui PIS/Cofins. Já a locação não está sujeita ao ICMS nem ao ISS. Com a introdução dos novos tributos sobre bens e serviços – CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – os imóveis estarão sujeitos a aumentos significativos na carga tributária. Um imóvel avaliado em R$ 200 mil poderá enfrentar um acréscimo de 23,2% no imposto, enquanto um imóvel de R$ 2 milhões poderá ver sua alíquota dobrar em relação ao regime tributário atual.

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