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Economia

Crescimento de 7,7% em maio acima do volume vendido em abril na venda de carros novos

quinta-feira, 17 de junho 2021

Como foi anunciado pela Fenabrave (Federação Brasileira da Distribuição de Veículos Automotores), a venda de veículos novos (carros, comerciais leves, caminhões e ônibus) chegou a 188.660 unidades no mês de maio. Isto supõe um crescimento de 7,7% na comercialização em comparação com o mês anterior. 

Já na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta é importantíssima: 203%. O incremento era esperado, levando em conta que nessa época de 2020 o setor da produção de veículos tinha paralisado as suas atividades por causa das medidas de isolamento social tendentes a evitar e diminuir os contágios do Covid-19. Olhando para o acumulado do 2021, os emplacamentos atingiram os 891,6 mil unidades entre todos os tipos de veículos, aquilo representa 32% acima do alcançado no ano anterior. 

O número de motos vendidas em maio também percebeu o crescimento. Foram 110.417 novos emplacamentos, 16,61% superior aos 94.693 registrados em abril. Em relação ao ano anterior, a subida foi de 277,9% se comparado com maio de 2020.

Apesar do crescimento, a produção ainda segura as vendas

É importante levar em conta que, mesmo com as consideráveis subas nas vendas, as concessionárias continuam com limitações no estoque, o que põe um freio no que poderia ser o verdadeiro crescimento na comercialização dos veículos. Isto acontece, principalmente por uma oferta fraca das montadoras, ainda prejudicadas pela pandemia.

Acontece que a produção não está registrando um crescimento que possa acompanhar a demanda. Mesmo que, se comparado com o mesmo período do ano passado, o incremento foi de 350%, isto é devido a que em 2020 as montadoras estavam totalmente paralisadas. Agora, feita a comparação com o mês de abril deste ano, o crescimento foi apenas de 1%.

Junto com isso, as exportações aumentaram 9% para fazer frente a compromissos já assumidos, e as importações de carros ou outros veículos ainda sofrem os impactos do alto valor do dólar. Assim, fica difícil atender a demanda interna e o mercado brasileiro continua comprando praticamente tudo o que é ofertado pela indústria, e com inconvenientes para satisfazer a pronta entrega dos produtos.

Por enquanto o panorama não parece melhorar. Ainda mais, as limitações vão se manter por vários meses segundo o analisado. Por exemplo, a Volkswagen já anunciou novas paralisações nas linhas de montagem de suas fábricas no Brasil por falta de insumos.

Há dois anos atrás a situação era bem o contrário: havia grande oferta e demanda em baixa, hoje, grande procura e pouca oferta. Então, os consumidores se voltaram para os produtos disponíveis, ou seja para o setor de carros seminovos e usados. O fenômeno fez com que a venda de usados tenha crescido 19% no mês de maio, junto com uma subida nos valores de venda.

Mais um setor que se vê influenciado com o incremento nas vendas de carros, sejam novos ou usados, é o das companhias seguradoras. É que novos emplacamentos significa com certeza fazer seguro para o veículo. Desde sempre, o mercado de seguros de carro tem ligada a sua sorte com a da produção e venda de veículos.

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