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Economia

Demanda energética tem marca histórica no Brasil

segunda-feira, 18 de março 2024

O Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou, em 15 de março, às 14h37, uma marca histórica na demanda instantânea de carga, conforme relatado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Com um pico de 102.478 MW, este novo recorde foi impulsionado, em grande parte, pelas condições climáticas adversas que persistiram até os últimos dias do verão, mantendo as temperaturas em níveis elevados por todo o território nacional.


É importante ressaltar que 92,5% dessa demanda foi suprida por fontes de energia sustentável, evidenciando um compromisso cada vez maior com a utilização de recursos renováveis para atender às necessidades energéticas do país. Além disso, o registro de um recorde anterior, datado de 7 de fevereiro de 2024, com 101.860 MW, foi superado, consolidando a tendência de crescimento na demanda por eletricidade.
Essa tendência ascendente na demanda de carga instantânea tem sido uma constante desde novembro de 2023, período em que o SIN vem enfrentando uma série de desafios ocasionados pelas persistentes ondas de calor. Tal cenário, por sua vez, também se refletiu nos registros de carga média, onde o último recorde foi estabelecido em 17 de novembro de 2023, com 90.596 MWmed.
É notório o impacto das condições climáticas sobre o comportamento da carga elétrica, reforçando a necessidade de uma gestão eficiente e sustentável dos recursos energéticos do país. Com a consecução desses recordes, evidencia-se a importância de investimentos contínuos em infraestrutura e fontes de energia renovável para garantir um fornecimento seguro e estável de eletricidade, mesmo diante dos desafios impostos pelo clima.
Nesse contexto de aumento na demanda energética, especialistas alertam para a necessidade de diversificação da matriz energética nacional, buscando alternativas que reduzam a dependência de fontes não renováveis, como o petróleo e o carvão. Além disso, ressaltam a importância de investimentos em tecnologias de armazenamento de energia, como baterias de íon-lítio e sistemas de bombeamento de água, para lidar com a intermitência das fontes renováveis, como a solar e a eólica. Essas medidas são essenciais para garantir a segurança energética do país e promover uma transição rumo a um futuro mais sustentável e resiliente.

Consumidor prejudicado
No meio dos problemas envolvendo energia elétrica, o maior prejudicado é sempre o consumidor. Ainda assim, segundo levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 2023, o brasileiro ficou, em média, menos tempo sem energia. No total, foram 10,4 horas sem eletricidade no ano passado, com cinco cortes de fornecimento no ano. Em 2022, o brasileiro ficou 11,2 horas sem energia, com 5,47 cortes de fornecimento, em média, para cada um. Por isso, segundo a agência, houve melhora na qualidade de prestação do serviço entre 2022 e 2023, com redução no tempo médio e na frequência das quedas de energia.
Mesmo com a redução, no entanto, as distribuidoras com níveis altos de interrupção de energia pagaram mais compensações à Aneel. Em 2023, as concessionárias pagaram R$ 1,08 bilhão à agência reguladora, contra R$ 765 milhões em 2022. Esses tipos de valores são pagos por meio de descontos na conta da luz. Segundo a Aneel, o aumento é consequência do aperfeiçoamento das regras de compensação para destinar mais valores a consumidores com “piores níveis de continuidade”.
A Aneel também divulgou o ranking de avaliação de grandes distribuidoras de energia. As companhias são avaliadas com base no tempo médio em que cada unidade consumidora ficou sem energia e no número médio de interrupções ocorridas. Cada empresa tem uma meta estabelecida pela agência reguladora, que avalia se os critérios foram cumpridos.

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