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Economia

Desemprego atinge 338 mil no CE; taxa de informalidade sobe

segunda-feira, 20 de maio 2024

A taxa de desocupação no Ceará recuou timidamente (0,01%), mantendo-se estável com 8,6% no primeiro semestre de 2024, menor do que a taxa do último trimestre do ano passado. Com isso, a população desocupada foi estimada em 338 mil pessoas, não apresentando variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo trimestre do ano passado e, também, em relação ao trimestre anterior. Os dados foram divulgados pela Pnad Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a estatística, atualmente, a população ocupada do Ceará foi estimada em 3,6 milhões de pessoas, e também não apresentou variação significativa em relação ao mesmo período de 2023. Entretanto, em relação ao trimestre anterior, observa-se a saída de 103 mil pessoas, ou seja, variação de – 2,8%.
Na avaliação do especialista em finanças, Helder Cavalcante, é positivo o fato de a quantidade de cearenses em situação de ocupação não ter caído. “A gente espera que esses números sejam sempre positivos no Ceará, pois representa que o estado está evoluindo não só com relação a sua economia, mas socialmente também. O que chama atenção é a taxa de informalidade, o que não é de todo positivo. O estado precisa traçar estratégias para ter mais investimentos públicos e privados, pois assim se consegue gerar mais postos de trabalho”, disse.
Nível de ocupação
Ainda segundo o IBGE, o nível da ocupação no Ceará, medido pelo percentual de ocupados na população em idade de trabalhar, foi estimado em 47,2% e não apresentou variação significativa em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, em relação ao trimestre anterior, houve variação de -1,6 pontos percentuais. Já a taxa de informalidade, por sua vez, alcançou 54,0% no 1º trimestre de 2024, correspondendo a 1,9 milhão em situação de informalidade.
Setor privado
Com relação à quantidade de cearenses com carteira de trabalho assinada são 901 mil pessoas, montante que também não apresentou variação significativa em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, em relação ao trimestre anterior, foram menos 89 mil pessoas, uma variação negativa de 9,0%. Sem carteira de trabalho assinada, por sua vez, são estimados que existem 742 mil cearenses. Já o número de trabalhadores por conta própria totalizou 1,0 milhão de pessoas no 1º trimestre deste ano. Por fim, o número de trabalhadores domésticos decresceu 13,2% nesse período comparado ao 4º trimestre do ano passado, chegando a 216 mil pessoas. Houve queda na ocupação dessa categoria em 33 mil.
Cenário nacional
No cenário nacional, a taxa de desocupação do país no primeiro trimestre de 2024 foi de 7,9%, aumentando 0,5 ponto percentual se comparado ao quarto trimestre do ano passado (7,4%) e caindo 0,9 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2023 (8,8%). Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desocupação aumentou em oito dos 27 estados, mantendo-se estável em outras 18 e caindo em apenas uma.
As maiores taxas de desocupação foram da Bahia (14,0%), Pernambuco (12,4%) e Amapá (10,9%), e as menores, de Rondônia (3,7%), Mato Grosso (3,7%) e Santa Catarina (3,8%). A taxa de desocupação por sexo foi de 6,5% para os homens e 9,8% para as mulheres no primeiro trimestre de 2024. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (6,2%) e acima para os pretos (9,7%) e pardos (9,1%). A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (13,9%) foi maior que a dos demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 8,9%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (4,1%).

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