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Economia

Economistas cearenses seguem pessimistas com cenário atual

quarta-feira, 24 de junho 2020

Os economistas cearenses continuam pessimistas com o quadro econômico. É o que revela a 30ª pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE), divulgada em parceria com a Fecomércio-CE e o Conselho Regional de Economia (Corecon-CE). O pessimismo é o reflexo dos efeitos causados pela pandemia do novo coronavírus.


A pesquisa, que tem periodicidade bimestral, analisou as expectativas de 108 especialistas em economia entre maio e junho. O resultado revela que os três índices, de percepção geral (62,5 pontos), de percepção futura (77,5 pontos) e de percepção presente (50,5 pontos) registraram elevado pessimismo dos analistas consultados em relação ao quadro econômico nacional e internacional.


De acordo com o conselheiro do Corecon, Ricardo Eleutério, a pesquisa revelou um alto pessimismo dos agentes econômicos consultados, dentre eles, economistas e empresários. “Das nove variáveis investigadas, seis são percebidas com pessimismo: taxa de câmbio, gastos públicos, nível de emprego, salários reais, nível da atividade econômica internacional e nacional, todas impactadas diretamente por conta do isolamento social decorrente da pandemia”, explica.


Ainda segundo Ricardo Eleutério, como os números revelam, das nove variáveis, três foram observadas com otimismo, que são as taxas de juros que estão declinando no Brasil, os cortes do Banco Central e a Selic a 2,25% ao ano. “A taxa de inflação este ano deve ser abaixo de 2% e a oferta de crédito deve se expandir com a pandemia”, observa.

Variáveis
A pesquisa mostra que o número de variáveis percebidas com pessimismo foi o mesmo do levantamento realizado nos meses de março e abril: taxa de câmbio (49,4, pontos); cenário internacional (37,5 pontos); nível de emprego (34,7 pontos); evolução do PIB (32,4 pontos); gastos públicos (29,0 pontos) e salários reais (19,3 pontos).


De acordo com a análise, apenas três variáveis foram analisadas com otimismo: taxa de juros (131,3 pontos), taxa de inflação (117,0 pontos) e oferta de crédito (111,9 pontos). A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo.
Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice de percepção geral passou de 74,4 pontos para 62,5 pontos, um aumento de 16,0% no pessimismo em relação à pesquisa anterior. Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa também apresenta aumento no pessimismo, embora menor, de 2,8%. A percepção sobre o desempenho presente revelou uma piora nas expectativas de 26,9%, registrando 50,5 pontos.

Expectativas
As expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas representam a causa e consequência do comportamento econômico. De acordo com avaliação do conselheiro do Corecon, embora a pesquisa tenha apontado pessimismo nas percepções sobre a atividade econômica presente, futura e geral, a negatividade é menor na percepção futura. “Nós, agentes da economia, torcemos por expectativas com a gradual abertura das atividades econômicas, e produzindo melhores resultados as expectativas aumentarão”, finalizou.

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