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Economia

Empresários preocupados com ajuste fiscal do governo

domingo, 21 de abril 2024

Empresários de empresas de grande porte brasileiros seguem preocupados com a dificuldade do governo em cumprir a meta fiscal. Com isso, o mercado elevou o grau de alerta para as perspectivas de crescimento da economia, prevendo, agora, dificuldades na expectativa de queda dos juros.
Isso porque o governo pretende repetir em 2025 a meta fiscal traçada para 2024. A finalidade é chegar a resultado de 0% do Produto Interno Bruto (PIB) por dois anos. Ocorre que inicialmente, a previsão era de superávit de 0,5%. O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, observa que os obstáculos fiscais podem atrapalhar o avanço da economia, muito embora na sua visão a situação ainda esteja sob controle.
Fábio Barbosa, presidente do Grupo Natura&Co, observa que o governo precisa retomar a pauta da reforma administrativa para ser mais prudente e eficiente nos seus gastos, aliviando o peso nos impostos. Já o presidente da Multilaser, Alexandre Ostrowiecki, disse que o déficit fiscal não é um caminho sustentável para gerar crescimento e prosperidade, pois se fosse, não haveria por que termos países pobres. Ainda segundo ele, se as contas do governo não fecham, a consequência é uma combinação de aumento da dívida pública, impressão de moeda e inflação, o que deprime a confiança no país, suga dinheiro de investimentos produtivos para a ciranda financeira, destrói empregos.
O presidente da rede Petz, Sérgio Zimerman, avalia que o Brasil ainda tem alternativas de arrecadação para abordar suas dificuldades fiscais, mas abre mão delas, como a isenção do imposto de importação oferecida nas vendas de até US$ 50 pelos sites asiáticos, que dá vantagem aos estrangeiros e prejudica os competidores brasileiros sujeitos a outros tributos, na sua avaliação.

Déficit
Atualmente, o Brasil tem déficit de R$ 100 bilhões para atingir a meta fiscal de 2025, segundo cálculos do ex-secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt. O esforço fiscal para o resultado das contas públicas foi revisto de 0,5% para 0% do Produto Interno Bruto (PIB) no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). O Ministério da Fazenda, por sua vez, calcula que vai precisar de cerca de R$ 50 bilhões em receitas extras para cumprir a nova meta fiscal de 2025. Segundo Bittencourt, a necessidade de receitas extras cai para perto de R$ 29 bilhões, caso o governo utilize todos os mecanismos previstos no novo arcabouço, além do pagamento de precatórios fora do teto de despesas autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, o governo entregaria em 2024 um déficit de R$ 71 bilhões, que representa 0,57% do PIB, sem descumprir a nova meta de 0%.

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