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Economia

FGV: economia brasileira é a única que já entrou em desaceleração

quinta-feira, 23 de setembro 2021

Segundo a FGV Ibre, por mais que o BC se mostre determinado a combater a inflação, o sucesso dessa tarefa depende da contribuição do governo como um todo
O Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) alertou para a desaceleração da economia brasileira, enquanto outros países do mundo começam a entrar em uma nova fase menos assustadora que a do auge da pandemia. Segundo o Boletim, o Brasil poderia estar passando por um período de intensa euforia, mas os riscos fiscais e políticos, somados aos nossos gargalos de oferta, impedem que um cenário mais otimista se concretize.

Recentemente, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reavaliou a previsão de crescimento da economia de 5,2% para 4,9% neste ano e de 1,6% para 1,5% em 2022. A inflação deve fechar este ano em 8,7% e o próximo em 4,1%.

Além disso, as prévias das sondagens do FGV Ibre de setembro também mostram queda da confiança de empresários e consumidores, tanto na avaliação sobre a situação atual como em relação ao futuro, com destaque para o componente relacionado à incerteza política.

Nesta quarta-feira (22), a diretoria do Banco Central se reúne para definir o novo patamar da taxa básica de juros, que deve subir de 5,25% para 6,25% ao ano, diante da inflação acumulada em 12 meses de quase 10% até agosto.
Para o terceiro trimestre do ano, a expectativa do Ibre é uma queda de 0,1% do PIB, com o crescimento dos serviços sendo contrabalançado pela contração da indústria e da agropecuária, como ocorreu no trimestre anterior.

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