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Economia

Fortaleza registra recuo de 0,15% na inflação

segunda-feira, 13 de maio 2024

A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou 0,15% em Fortaleza e na Região Metropolitana no mês de abril. Com isso, o indicador ficou 0,43 ponto percentual abaixo da taxa de março (0,28%). No ano, o IPCA acumula alta de 1,66% e, nos últimos 12 meses, de 3,99%, abaixo dos 4,72% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2023, a variação havia sido de 0,56%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O especialista em finanças, Helder Cavalcante, diz que a inflação impacta diretamente a vida dos consumidores. “O aumento da inflação representa o crescimento do custo de vida das pessoas e a redução do poder de compra da moeda, e isso impacta diretamente no dia a dia do consumidor comum, dificultando o que deve ser básico, como por alimento na mesa, por exemplo, sem contar outras necessidades, como vestuário, educação e lazer. Ao longo do tempo, a principal consequência da inflação é a perda do poder de compra”, explicou.

De acordo com dados do IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados na capital cearense e na RMF, seis tiveram alta em abril. Os grupos que registraram os maiores impactos no índice do mês foram Saúde e cuidados pessoais (1,13%, impacto de 0,15 p.p.) e Alimentação e bebidas (0,47%, com 0,11 p.p. cada. Na sequência, tanto Artigos de residência (0,71%) como Comunicação (0,14%) contribuíram com 0,03 p.p. Os demais grupos ficaram entre o -1,54% de Transportes e o 0,37% de Vestuário.

Por outro lado, os recuos foram observadas nos grupos Habitação (-1,02%), Transportes (-1,54%) e Despesas pessoais (-0,32%). Já no grupo Saúde e cuidados pessoais (1,13%), a maior variação (3,37%) veio dos produtos farmacêuticos, após a autorização do reajuste de até 4,50% nos preços dos medicamentos, a partir de 31 de março. Destacam-se as altas do anti-inflamatório e antirreumático (4,05%), do anti-infeccioso e antibiótico (6,00%) e do hipotensor e hipocolesterolêmico (4,13%).
Ainda segundo o IBGE, em Alimentação e bebidas (0,47%), a alimentação no domicílio elevou-se 0,63% em abril, já havendo registrado alta de 0,85% em março. Foram observadas altas nos preços do mamão (8,46%), da cebola (20,19%), do tomate (36,57%) e do maracujá (14,96%). A alimentação fora do domicílio (-0,07%) registrou variação negativa. O lanche desacelerou 0,14%, e o subitem refeição (-0,08%). Somente Fortaleza (-0,15%), entre os locais pesquisados pelo Instituto, registrou queda de preços, por conta do recuo na gasolina (-3,97%) e na energia elétrica residencial (-3,80%).

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