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Economia

Inflação aumenta 0,26% em maio em Fortaleza e Região Metropolitana

quarta-feira, 29 de maio 2024

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, aumentou 0,06% em Fortaleza e na Região Metropolitana, no mês de maio. No ano, acumula alta de 2,19% e, em 12 meses, aumento de 3,70%, abaixo dos 3,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2023, o indicador foi de 0,61%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nessa terça-feira (28/05).
Segundo a estatística, seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram resultados positivos em maio. A alta nos preços em Saúde e cuidados pessoais (1,06%) teve influência dos produtos farmacêuticos, após a autorização do reajuste de até 4,50% nos preços dos medicamentos, a partir de 31 de março. Ao contrário da maioria dos grupos e da tendência nacional, que foi de alta de 0,77%, os Transportes tiveram uma queda (-0,30%) na Região Metropolitana de Fortaleza.
Na avaliação do economista e membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Wandemberg Almeida, é importante observar alguns pontos que essa elevação trouxe e algumas consequências somente relacionadas à questão do combustível. “Tivemos um aumento do preço da gasolina e isso reflete nas mercadorias que chegam para o consumidor final, porque influencia na questão do transporte e logística, na composição do preço do produto. Essa inflação acaba representando o aumento do custo de vida das pessoas e, consequentemente, traz uma redução do poder de compra da moeda, prejudicando o orçamento das famílias, sobretudo das famílias de baixa renda, que recebem um salário mínimo ou no máximo dois salários mínimos. Esse público acaba sentindo muito diretamente o efeito desse aumento”, disse.
Ainda segundo o especialista, esse aumento reflete um desequilíbrio que traz graves consequências para o bolso do consumidor. “Afeta muito diretamente porque aumenta o preço de diversos produtos, principalmente os da cesta básica, produtos que são essenciais para a população e acabam perdendo um certo controle de preço, causando transtorno para o consumidor e para a economia de uma maneira geral, pois reflete no orçamento dessas famílias o que compromete ainda mais as suas receitas”, explicou.
Destaques
De acordo com o IBGE, os principais aumentos vieram do grupo Alimentação e bebidas (0,26%) e alimentação no domicílio subiu (0,22%). As principais contribuições positivas foram as altas do tomate (20,39%), dos tubérculos, raízes e legumes (14,06%), do mamão (13,26%), da cenoura (13,18%) e da cebola (12,35%). No lado das quedas, destacam-se a manga (-6,35%), o camarão (-4,14%) e o óleo de soja (-4,05%). A alimentação fora do domicílio, por sua vez, desacelerou (0,30%) em relação ao mês de abril (0,40%). O lanche (0,37%) teve queda em relação ao mês anterior (0,85%). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.
Nacional
No cenário nacional, a prévia da inflação também apresentou alta (0,44%) em maio, 0,23 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em abril (0,21%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,12% e, em 12 meses, de 3,70%, abaixo dos 3,77% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2023, a taxa foi de 0,51%. Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram resultados positivos em maio. As maiores variações vieram de Saúde e cuidados pessoais (1,07% e 0,14 p.p.) e dos Transportes (0,77% e 0,16 p.p). As demais variações ficaram entre o -0,44% de Artigos de residência e o 0,66% de Vestuário.

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