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Economia

Intenção de consumo das famílias avança 6,4%

quarta-feira, 22 de maio 2024

O indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 1,3% neste mês pela segunda vez consecutiva. O índice é avaliado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 6,4%. Com isso, o indicador está em 102,9 pontos, dentro da zona de satisfação. O mesmo movimento tem sido observado desde agosto do ano passado. Na avaliação do economista Ricardo Coimbra, isso quer dizer que a manutenção do ritmo de crescimento econômico. “Gerando uma perspectiva positiva, sobretudo com relação à taxa de desemprego, que vem em ritmo decrescente. Há ainda os mecanismos de renegociação de dívidas, como o Desenrola, que melhorou significativamente para as pessoas com renda mais baixa, ou seja, melhoria do nível de emprego, da condição de crédito e manutenção de uma tendência de crescimento econômico, aliado à tendência de maior controle da inflação e queda de juros. Tudo isso gera ambiente mais positivo para o avanço do consumo nos próximos ciclos”, considerou. Satisfação do consumidor O subindicador que mede a satisfação dos consumidores em geral com o relação ao acesso ao crédito também cresceu (2,2%), puxado pelas quedas consecutivas da taxa Selic, considerada a taxa básica de juros. Além disso, em maio, 31,4% dos entrevistados consideraram mais fácil o acesso ao crédito. Este é o maior percentual identificado desde abril de 2020. Outro aspecto positivo foi que a intenção de consumo das famílias aumentou em ambas as faixas de renda analisadas, com maior intensidade nas famílias com renda abaixo de dez salários mínimos (alta de 1,4%). Já entre as famílias com renda acima desse quantitativo salarial, o aumento foi de 0,7%. O mesmo movimento foi percebido no que diz respeito à satisfação com o acesso ao crédito, que aumentou de forma mais intensa (2,3% de alta) entre os consumidores com menores salários. “A melhora do crédito é percebida por todos os consumidores, mas as famílias com renda menor estão conseguindo se beneficiar mais das melhores condições de pagamento”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Ele indica que, como mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também apurada pela Confederação, a inadimplência entre os mais pobres vem reduzindo, o que melhora a reputação dos consumidores perante as instituições financeiras e facilita a concessão de crédito. Na avaliação da contadora e sócia da Repense Inteligência Financeira, Val Freitas, “a combinação entre o consumidor ter mais acesso a crédito juntamente com a percepção de mais emprego estimulam as pessoas a consumir mais. As pessoas se sentem mais a vontade a comprar quando esses dois fatores são positivamente percebidos no dia a dia das famílias, seja na compra de alimentos ou na compra de bens duráveis, principalmente para famílias com salários mais baixos”. Ainda segundo a especialista, “as famílias com renda mais baixas são as primeiras a sentir quando o mercado de trabalho está aquecido. As vagas com mão-de-obra com menor complexidade de execução são as primeiras a aumentar a demanda por trabalhadores. E essas famílias com seus membros empregados são consumidores ávidos para comprar”. Otimismo A CNC observa ainda que o consumo vem sendo influenciado de forma positiva pelo mercado de trabalho, que avançou 1,6% no primeiro trimestre de 2024. O percentual representa crescimento de 1,2% frente ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Caged. Com isso, o subindicador que mede a satisfação com o emprego atual avançou pelo segundo mês seguido (alta de 1,2%), mesma tendência vista no subindicador perspectiva profissional (crescimento de 1,1%).

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