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Economia

Mercado imobiliário já esboça reação na capital cearense

segunda-feira, 20 de agosto 2018

O mercado imobiliário cearense registrou quedas consecutivas, a partir de 2014, passando por três anos muito difíceis, com vendas muito abaixo do esperado, aumento dos estoques das construtoras, além de um crescimento no volume de distratos (cancelamento da compra por parte do cliente). A situação ficou tão complicada, que nos dois últimos anos, praticamente, foram anunciados poucos lançamentos no setor da construção civil. Apesar disso, a situação parece estar se revertendo, pois algumas construtoras passaram a anunciar novas obras na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), mas uma melhora mais acentuada ainda vai depender do resultado das eleições presidenciais de outubro.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Ceará (Sindimóveis-CE), Cristina Chaul, agosto é o mês dos profissionais desta área, que têm um trabalho de grande responsabilidade, tanto civil, quanto penal. Afinal, eles fazem as captações dos clientes, bem como dos imóveis, e intermedia toda a transação comercial. Tanto que, hoje, é chamado de consultor de imóveis, pois precisa entender da parte de legislação, Direito, saber ler uma planta, ou seja, são muitos quesitos que precisa ter conhecimento, a fim de que possa fechar uma boa negociação para todas as partes.
Ela ressaltou que os profissionais precisam estar sempre atualizados e qualificados, para que não sejam pegos de surpresa, face uma alteração das leis em vigor no País “O Sindimóveis-CE se preocupa muito com isso, em qualificar os corretores, levando palestras, como funciona a parte notarial, a fim de que o cliente tenha o seu nome na matrícula do imóvel que adquiriu. Portanto, quando as pessoas forem comprar um imóvel, é importante que contratem profissionais qualificados, com a carteirinha do Creci, que seja um profissional da área de corretagem. E se preocupar em pedir uma matrícula atualizada do imóvel, a fim de que possa comprar o seu sonho, e não, aborrecimento”, alertou.

Anos positivos
Os anos de 2010 e 2011 foram muito positivos para os corretores de imóveis, construtoras, todos os envolvidos com o setor da habitação. De 2012 a 2017 foram anos muito negativos, mas 2018 já se mostra com uma discreta recuperação. “Agora é um momento muito propício para se comprar, pois as taxas de juros dos financiamentos baixaram, dando mais oportunidade para as pessoas investirem num imóvel de melhor qualidade, ou adquirir o seu primeiro, e os bancos estão oferecendo melhores linhas de crédito. E como a oferta de imóveis está alta, o momento é excelente para quem quer investir, comprar ou fazer um up grade”, ressaltou Cristina.

A presidente da entidade lembrou, ainda, que a construção civil impacta numa cadeia produtiva muito grande, como areia, tijolos, cimento, instalações elétricas e hidráulicas, pisos, revestimentos, portas, janelas, e outros segmentos. E, após a entrega dos imóveis, movimenta ainda as indústrias branca (eletromésticos) e marrom (móveis), eletrônicos, louças, decoração. “Diversas profissões são beneficiadas e é muito bom ver essa luz no fim do túnel, pois as vendas de loteamentos no interior do Estado, casas em condomínios na RMF e o construtor tem estudado o produto que vai se adequar às necessidades dos compradores, pois hoje as famílias estão menores, os filhos casam ou vão morar fora, e as pessoas não precisam de imóveis muito grandes. Tanto que têm crescido as ofertas de apartamentos do tipo estúdio e compacto premium”, ressaltou.

Como a capital cearense está se transformando num hub aéreo, com grandes players internacionais como Air France; KLM, Copa Airlines anunciando operações no Aeroporto Internacional Pinto Martins, com voos para as Américas do Norte e Central, além da Europa, a vinda de investidores e empreendedores internacionais também cresce. “E é por isso que estamos qualificando e capacitando toda a nossa categoria, para atender a esse público que é mais exigente. E como o litoral cearense é extenso, temos visto investimentos internacionais se instalando na orla, como o Hard Rock Café na Praia da Lagoinha, e tudo isso é importante para trazermos novos investidores para o nosso Estado, o que é muito bom”, completou Cristina Chaul.

Fortaleza vai sediar Congresso Nacional

Fortaleza sediará nos dias 4, 5 e 6 de setembro o Congresso Nacional dos Corretores de Imóveis (Conaci), que deve reunir cerca de 1.200 representantes da categoria no Centro de Eventos do Ceará (CEC) e trará muitos palestrantes de alto nível. Para falar de economia, mercado antes e pós eleições, virá o apresentador William Waack; o presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson de Souza, falará sobre os novos produtos que o banco com a maior carteira de financiamento habitacional está oferecendo. Também marcarão presença o empresário Bruno Mathis, de Portugal, falando sobre investimentos no Brasil, Gustavo Zanoto, da parte de mídias, dentre outros especialistas que virão trocar informações importantes com os corretores cearenses e de todo o Brasil.
Haverá um painel que falará sobre o mercado nacional e internacional, com a participação de construtores norte-americanos, que falarão sobre as últimas tendências mundiais. “Isso é muito importante que nossos corretores estejam conectados e antenados para essas mudanças não só no Brasil, mas no mundo todo. Hoje, nós somos globalizados, tudo é muito rápido e a comunicação por tablet ou smartphone é em tempo real”, lembrou Cristina.
Afinal, o mercado imobiliário de Miami e Orlando tem crescido muito nos últimos anos, atraindo muitos investidores brasileiros para a compra do que chamam ‘vacation homes’ ou casas de férias, nas quais passam temporadas com as famílias e, no restante do ano, alugam para turistas do mundo todo. “Miami é nossa cidade-irmã, pois muitos brasileiros, do Ceará inclusive, têm casas lá. Muitos corretores que já faziam parcerias com colegas americanos se saíram bem, pois ganharam comissão em dólar. Esse intercâmbio é muito importantes, pois agora os americanos estão buscando imóveis aqui, por causa do câmbio. Por isso nós, líderes de sindicato, temos essa preocupação de qualificar cada vez mais, pois é através dessa capacitação que os profissionais terão sucesso”, completou Cristina Chaul.

 

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