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Economia

No CE, mulheres empreendem mais que a média nacional

domingo, 08 de março 2020

O empreendedorismo feminino é uma realidade no Brasil. De acordo com uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no Brasil, há 24 milhões de mulheres empreendedoras. Cada vez mais elas assumem o comando do próprio negócio e contribuem para movimentação da economia.
No Ceará, de acordo com o Sebrae-CE, a média de mulheres empreendedoras supera a média nacional. No país, o percentual de mulheres que empreendem é de 34%, enquanto no Estado chega a 35%. São mulheres que sonham e conquistam seus próprios lugares e assumem importante papel na economia local. Os negócios variam desde a abertura de um salão de beleza à uma rede de franquias.
Um dos exemplos é o da Edilene dos Santos, 47, que após ser desligada da função de costureira de uma empresa de roupas, resolveu abrir seu próprio negócio na garagem de casa. Ela conta que começou aos poucos fazendo entrega de garrafões de água, depois foi variando os produtos. Hoje, ela tem uma bomboniere e um mini depósito de bebidas, em Fortaleza. “A medida que eu ia tendo mais saída de produtos, procurava variar e, de pouquinho em pouquinho, fui adquirindo mais coisas, até que vi a necessidade de me formalizar. Não é fácil, mas não me arrependo de trabalhar por minha conta”, diz.
Ana Lúcia Mota é um nome de destaque na economia cearense. Há 30 anos ela comanda a Cerbras, empresa referência no mercado de pisos, revestimentos cerâmicos e porcelanatos. Ela é vencedora do Prêmio RioMar Mulher 2019, na categoria Economia e Negócios, já foi agraciada no II Fórum Estadual de Mulheres da Administração (II Fema), e recebeu a Medalha do Mérito Industrial entregue pela Fiec. “Eu, como mulher, acredito que temos um olhar mais detalhado e cuidadoso em tudo e, por isso, nos damos muito bem na administração. Não à toa que temos grandes empreendedoras em todo o Brasil, de todos os portes e segmentos. Cada uma delas são fundamentais para a economia do nosso país”, destaca Ana Lúcia Mota, presidente da Cerbras.
A cearense Lucherlly Tavares, foi a primeira a trazer a franquia da Não+Pelo ao Brasil abrindo a primeira unidade em Fortaleza. Em maio de 2010, a empresária assumiu a coordenadoria de expansão da franquia no país. Em janeiro de 2019, Lucherlly assumiu de volta sua franquia na Capital com a missão de aumentar o faturamento em 2020. Para ela, a mulher é gestora por natureza. “Seja para organizar e administrar o lar ou o negócio. Ser empreendedora no Brasil é motivo de diversas situações adversas que as mulheres deparam-se no mercado de trabalho. Por outro lado, o instinto de liderança e organização são fundamentais para tocarem seus negócios, sejam eles próprios ou inseridos no sistema do franchising. O sucesso da Não+Pelo no Brasil passa por essa robustez da mulher à frente da marca. Cerca de 80% dos franqueados no país são mulheres”, destacou.
MEI
De acordo com o estudo do Sebrae, quase metade das novas empresas abertas no Ceará, no perfil de microempreendedores individuais (MEI), são de mulheres. Elas estão menos de cinco pontos percentuais abaixo dos homens: 47,6% contra 52,4%.
A pesquisa reforçou, ainda, que as mulheres donas de negócios são mais jovens que os homens (43,8 anos contra 45,3 anos no caso dos homens); e têm maior escolaridade (16% maior) do que os homens. Ainda segundo o Sebrae, as mulheres MEI se destacam, em maioria, em atividade de beleza, moda e alimentação.

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