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Economia

Movimento positivo de indicadores econômicos do NE não eram registrados desde março

quinta-feira, 13 de junho 2024

Avanço da economia cearense, segundo área de pesquisa do Banco do Nordeste, é resultado, principalmente, dos avanços do volume de vendas do comércio varejista

A economia da região Nordeste cresceu 3,2% no primeiro trimestre de 2024, se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo apontou o índice de atividade IBCR-NE medido pelo Banco Central do Brasil (Bacen) e divulgado nessa quarta-feira (12/06).

O dado supera o índice nacional (1%). Entre os estados da Região, o Ceará é o estado com o maior crescimento no índice de atividade econômica (4,4%) no mesmo período.

O avanço da economia cearense, segundo aponta o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisa do Banco do Nordeste, é resultado, principalmente, dos avanços do volume de vendas do comércio varejista (9,1%).

A Bahia apresentou elevação de 3,1% no índice de atividade estadual, enquanto Pernambuco apresentou crescimento de 2,5%. Além disso, os números do relatório indicam que o Nordeste foi a região do Brasil que mais cresceu. O movimento positivo da economia nordestina não ocorre desde março de 2015.

De acordo com o Etene, a atividade econômica nordestina no início do ano foi favorecida pelo avanço em comércio e serviços. O aumento de 47% no volume de recursos aplicados pela instituição em ambos os setores econômicos confirma este cenário, passando de R$ 1,9 bilhão no 1° trimestre de 2023 para R$ 2,8 bilhões no mesmo período de 2024.

“Considero que a atuação do Banco do Nordeste, com recorde de contratações em 2023, colaborou com a evolução da atividade econômica na região. O Nordeste tem perspectiva de manter essa tendência de crescimento pelos próximos dez anos, e o BNB permanece apto para impulsionar o desenvolvimento regional com crédito oportuno e de qualidade para todos os setores da economia”, disse o presidente do banco, Paulo Câmara.

Segundo análise do gerente executivo de estudos e pesquisas macroeconômicos do Etene, Allisson Martins, outros fatores favoráveis ao crescimento econômico da região foram a melhora da oferta de empregos no mercado de trabalho, a elevação do rendimento médio real e o processo de desinflação.

Na avaliação do economista e membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Wandemberg Almeida, ações pontuais têm estimulado o consumo por aqui.

“Mas precisamos lembrar que somos uma região pobre, e precisamos dessas iniciativas para nos desenvolvermos. A Sudene, por exemplo, traz investimentos para a região, incentivos fiscais para que empresas possam se instalar aqui. Grandes players utilizam recursos do governo e da Sudene para investir aqui, e isso gera emprego e renda, e consequentemente, mais avanço. Muitos empregos são gerados por meio dessas iniciativas”, destacou.

Ainda segundo ele, o Desenrola é um exemplo de avanço. “A maior parte das pessoas que aderiram ao programa são do Nordeste. O Ceará já vem se destacando e recebendo financiamentos de recursos federais, e isso acaba trazendo benefícios. Se o Brasil pode crescer, o local para isso acontecer é no Nordeste. É onde se tem oportunidade de inovação e de modernização, como o com o avanço das energias renováveis, por exemplo”.

Já para o economista e sócio da Repense Inteligência Financeira, Bruno Henrique, a liderança do Ceará nesse crescimento regional pode ser atribuída a uma série de fatores.

“Incluindo investimentos em infraestrutura, avanços no setor de serviços e comércio, agricultura com exportação principalmente em fruticultura. A performance positiva da economia nordestina é um indicativo da diversificação e do potencial de crescimento dessa região, que historicamente enfrenta desafios socioeconômicos significativos. A superação do índice nacional pela economia do Nordeste ressalta a importância de políticas públicas direcionadas e investimentos contínuos para sustentar e ampliar esse crescimento. A performance positiva da economia nordestina é um indicativo da diversificação e do potencial de crescimento dessa região, que historicamente enfrenta desafios socioeconômicos significativos”.

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