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Economia

Petrobras aprova distribuição de 50%de dividendos extras

sexta-feira, 26 de abril 2024

O governo aprovou nesta quinta-feira (25/04) a distribuição de R$ 22 bilhões em dividendos extraordinários da Petrobras com a possibilidade de nova distribuição de valor equivalente ao longo do ano. O valor corresponde a 50% do lucro excedente de 43,9 bilhões que a empresa registrou no ano anterior. Com isso, encerra a crise iniciada no início de março, quando o próprio governo rejeitou proposta semelhante. Com os dividendos adicionais, a estatal já aprovou R$ 94 bilhões em dividendos sobre o lucro de 2023.
A União não só recuou como recomendou à direção da empresa que avalie a distribuição dos 50% restantes. Ao mesmo tempo, o conselho de administração da Petrobras reavaliou sua posição, se posicionando de forma favorável ao pagamento dos recursos. A proposta foi levada à assembleia de acionistas pelo procurador da Fazenda Nacional, Ivo Timbó.
Os dividendos serão pagos em duas parcelas, em conjunto com valores remanescentes de dividendos ordinários, nos dias 20 de maio e 20 de junho. Além disso, a assembleia aprovou ainda, com 81,08% dos votos, a prestação de conta dos administradores, o relatório da administração e as demonstrações financeiras de 2024. Os acionistas da estatal ainda elegerão o novo conselho de administração. Nessa votação, estão em jogo 10 das 11 cadeiras do colegiado que decide a estratégia da estatal, sendo uma reservada a representante dos trabalhadores, será ocupada novamente por Rosângela Buzanelli.
Outras duas serão disputadas por dois candidatos: Aristóteles Nogueira, ex-sócio da gestora de recursos XP Investimentos; e Jerônimo Antunes, conselheiro de outras empresas. A outra será ocupada novamente pelo advogado Francisco Petros. As oito restantes serão disputadas entre governo e investidores privados. Até 2020, o acionista controlador ocupava todas elas, mas acionistas privados começaram a se unir para ampliar sua participação. Hoje, o governo tem seis dessas cadeiras, e os minoritários, duas.O governo apresentou uma lista com oito nomes, cinco deles já no colegiado: Prates, o secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, Bruno Moretti, dois secretários do MME (Ministério de Minas e Energia), Victor Saback e Pietro Mendes, e o advogado Renato Gallupo. Pietro Mendes é o atual presidente do conselho e chegou a ser afastado do mandato por liminar concedida pela Justiça Federal de São Paulo, mas a decisão foi derrubada. Assim, ele concorre novamente à presidência do conselho.
O governo acrescentou o secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, que substitui Sergio Machado Rezende. Esses seis provavelmente serão os representantes da União, já que as últimas duas vagas tendem a ficar com os atuais ocupantes, João José Abdalla e o advogado Marcelo Gasparino.

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