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Economia

Produção de leite no Ceará recua; de ovos sobe

sexta-feira, 07 de junho 2024

A produção de leite no Ceará registrou queda em 2024, passando de 112,5 milhões de litros no último quadrimestre do ano passado para 110,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que equivale a 2,5% de recuo. Em compensação, a produção de ovos e o abate de frango superam o desempenho observado no último trimestre de 2023. Os dados são das Estatísticas da Produção Pecuária e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quinta-feira (06/06).
Ainda de acordo com a estatística da produção do setor agro cearense, o abate de bovinos atingiu 30,4 mil cabeças no primeiro trimestre de 2024, o que representa avanço de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas 10,0% menor em comparação ao quarto trimestre de 2023. Com isso, segundo o IBGE, o abate de bovinos ficou próximo da média dos últimos quatro anos. Enquanto isso, o abate de 9,2 milhões de cabeças de frangos observou alta de 5,3% em relação ao primeiro trimestre de 2023 e de 2,2% na comparação com o quarto trimestre de 2023. Além disso, os números mostram também que o abate de 43,1 mil cabeças de suínos teve alta de 18,2% em relação ao mesmo período de 2023 e queda 7,5% na comparação com o 4° trimestre de 2023.
Produção de ovos
Com relação à produção de ovos de galinha, o desempenho dos produtores cearenses atingiu 61,3 milhões de dúzias, o que equivale a um recuo de 1,6% em relação à quantidade apurada no mesmo trimestre em 2023, e aumento de 3,0% em comparação à registrada no último trimestre do ano passado. O número de galinhas poedeiras que resultaram no montante de ovos acima foi de 10,3 milhões de cabeças, correspondendo a 399 mil cabeças a menos em relação ao 4º trimestre de 2023.
Leite
Com relação à aquisição de leite no Ceará, o estado registrou aumento de 4,3% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Já com relação ao primeiro trimestre de 2024, a aquisição de 110,3 milhões de litros de leite cru feita pelos estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) e representou um aumento de 4,4% em relação ao 1° trimestre de 2023, quando a aquisição foi de 105,7 milhões de litros e decréscimo de 2,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
O economista e membro da Apimec Brasil, Ricardo Coimbra, lembra que com esses dados observamos que podemos ter certa estabilidade ou até mesmo queda no preço dos ovos e talvez das aves. “Em compensação é possível ter evolução do preço do leite, ou seja, a sazonalidade vinculada à produção desses produtos, como os insumos relacionados a sua produção, bem como as expectativas do mercado com relação à produção desses produtos. Tivemos avanço dos ovos e do frangos, o que estimulou o avanço da produção. Por outro lado, tivemos queda da demanda do leite, o que gerou menor expectativa do produtor, o que acaba tendo reflexos sobre a produção”, destacou. Ainda segundo ele, são volatilidades que ocorrem ao longo do tempo, e gera reflexo tanto para produtores, quanto para consumidores. “Esses últimos, devem fazer uma análise de acordo com a sua necessidade e fazer a substituição dessas proteínas na medida em que impacte o mínimo possível no seu orçamnto”, disse.
A pesquisa do IBGE fornece informações sobre o total de cabeças abatidas e o peso total das carcaças para as espécies de bovinos (bois, vacas, novilhos e novilhas), suínos e frangos, tendo como unidade de coleta o estabelecimento que efetua o abate sob fiscalização sanitária federal, estadual ou municipal. A periodicidade da pesquisa é trimestral, sendo que, para cada trimestre do ano civil, os dados são discriminados mês a mês.

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