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Economia

Servidores do INSS ameaçam paralisar atividades hoje

quarta-feira, 03 de julho 2024

Alguns servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem entrar em greve a partir de hoje (03/07). A decisão foi tomada em assembleias estaduais e plenárias nacionais da categoria. O movimento coincide com a terceira rodada de negociações entre representantes dos trabalhadores e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Há manifestações previstas em várias cidades do país.
Em São Paulo, por exemplo, os servidores planejam se reunir às 15h em frente à Superintendência do órgão, no viaduto Santa Ifigênia, região central da cidade, conforme informou o Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos em Saúde, Previdência e Assistência Social no Estado de São Paulo (Sinsprev/SP). A finalidade é pressionar o MGI a apresentar uma nova proposta à categoria. Se as negociações não progredirem, a greve poderá ser deflagrada.

“A administração ignorou todas as nossas demandas, inclusive aquelas sem impacto financeiro, como a reestruturação de carreira. Ofereceram apenas um reajuste de 9% em 2026 e 3,5% em 2027”, afirma Thaize Chagas Antunes, diretora do Sinsprev/SP. “Lembrando que nossos salários ficaram congelados de 2017 a 2022, sem nenhum aumento.”

Na plenária nacional realizada no último domingo (30), também foi aprovada uma greve dos servidores do INSS a partir de 16 de julho, caso não haja avanços nas negociações. Entretanto, uma parte continuará em operação reduzida, conhecida como “operação apagão”, até quinta-feira (4). Esses funcionários, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo (SINSSP), decidirão sobre uma possível paralisação após a reunião nacional desta quarta-feira.
Durante a “operação apagão”, os servidores reduzirão sua produção em 20%. A demanda principal é um reajuste salarial de 33% até 2026 e a valorização da carreira de técnico do seguro social. De acordo com o SINSSP, essa operação não deve impactar o atendimento presencial nas agências do INSS, mas poderá atrasar a liberação de benefícios previdenciários e assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O movimento afeta tanto os funcionários que trabalham presencialmente nas Agências da Previdência Social (APSs) quanto aqueles em home office. Atualmente, a Previdência Social conta com 18 mil servidores, dos quais 14 mil são técnicos do seguro social. Os sindicatos alegam que o governo, através do MGI, se recusa a renegociar a valorização da categoria.

Além do reajuste salarial, os servidores exigem que a carreira de técnico do seguro social seja reconhecida como uma carreira de estado, essencial para o funcionamento da administração pública. Contudo, o MGI tende a classificá-los como funcionários de apoio. A categoria também reivindica que o nível de ingresso para o cargo de técnico do seguro social seja alterado para nível superior, defendendo a complexidade das atividades desempenhadas e temendo o avanço do uso de inteligência artificial (IA) nas análises do INSS.

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