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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022.
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Adoção

Eu tinha que dar todo meu amor para alguém

Com uma família grande, Fausto Medeiros Filho, 39, está aprendendo a ser pai criando seus quatro filhos adotivos. Questionado sobre o tamanho da prole, ele brincou: “eu tinha que dar todo meu amor para alguém. Acho que a família já está de bom tamanho, não é?”, questionou. Acompanhado dos meninos, o professor parece se virar em mil para dar conta de aconchegar e dar afeto a todos eles.

Cuidando dos irmãos menores quando criança, Fausto foi descobrindo o prazer do afeto. Ele afirmou que o desejo de ser pai veio daí. Em 1999, se cadastrou no Juizado em Recife e apenas seis anos depois realizou o sonho da paternidade. Quando veio morar em Fortaleza, entrou também com pedido de adoção na cidade. “Somente em 2001 adotei meu primeiro filho. É muito difícil um homem solteiro adotar no Brasil. Por coincidência três meses depois, a Justiça cearense atendeu a solicitação e fui pai pela segunda vez”, ressaltou o professor.
Fugindo dos padrões tradicionais de perfil de adotante, Fausto conta a chegada do seu mais recente companheiro, um menino de 13 anos que é cadeirante. “Como eu havia decidido adotar apenas quatro meninos, comecei a ajudar o adolescente e o apadrinhei. Hoje convivo com o menino e tenho a presença dele na minha casa de vez em quando”, narrou. O professor adotou os quatro meninos ainda pequenos: “o mais velho vivia em um abrigo em Recife e foi adotado com três anos. Os outros vieram do abrigo Tia Julia e tinham entre dois e três anos”, afirmou.

Tentando assumir seu papel de pai, Fausto conta um pouco da sua rotina com os meninos. “No dia-a-dia fui descobrindo o jeitinho de cada um, todas as peculiaridades e gostos. Queria ter mais tempo para brincar com eles. Tenho uma pessoa que nos ajuda. A Vilani Feitosa é meu braço direito e esquerdo”, brincou o professor. Encantado com os filhos, Fausto afirmou que cada um deles reage de modo diferente à adoção: “tive que aprender a lidar com a concepção que cada um tinha sobre família. Fui me descobrindo pai assim como eles foram se entregando a mim como filhos. Só me lembro que eles são adotados quando alguém pergunta”, afirmou o pai.

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