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terça-feira, 30 de novembro de 2021.
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45 mil órfãos da pandemia

A pandemia do novo coronavírus, iniciada em março de 2020, para muitos tem sido devastadora. Aumento da pobreza, da inflação, da fome, da miséria e também do abandono. Crianças e adolescentes também estão sofrendo as dores dessa situação. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pelo menos 45 mil crianças e adolescentes perderam pai e mãe na pandemia. Muitas delas estão vivendo em extrema dificuldade e sem contar com nenhuma ajuda do estado, financeira ou psicológica.



Uma das possíveis causas pode ter sido o agravamento do estado de saúde dos pais ou responsáveis durante a emergência de saúde sanitária. Para o promotor de Justiça e secretário Executivo das Promotorias da Infância e da Juventude, Luciano Tonet, a situação é emergencial e precisa de uma tomada de atitude por parte das autoridades.
“Muitas crianças e adolescentes perderam pais e mães, onde elas estão se não estão nos acolhimentos? Muitas estão vivendo em situação irregular com outras pessoas. É preciso que essas pessoas procurem as autoridades do sistema de justiça para regularizar essa situação”, disse ele.

Tonet chama a atenção para a importância de um levantamento real, por Estado, para se ter a devida noção desse impacto. O promotor lembra que as escolas são importante eixo desse trabalho.

“É importante que agora, com a retomada das crianças às escolas, essas instituições comuniquem aquelas crianças e adolescentes que estão em situação irregular. Isso pode ser feito por meio das matrículas. Mas esse é apenas um ponto. É preciso que a sociedade também se mobilize e tome conhecimento da situação, que o Conselho Tutelar faça campanhas nesse sentido”, salientou.

Para a psicóloga da Rede Acalanto, Vanessa Silveira, os prejuízos para essas crianças são incalculáveis. “Crianças passam tempo enorme nas instituições. Dentro da instituição de acolhimento, eles têm rotatividade dos cuidadores, que lida com a criança de forma diferente e isso vai gerando uma série de questões, que envolve identidade, principalmente. O desenvolvimento da identidade das crianças perpassa pelos cuidados que ela tem. A construção da identidade é dificultada em razão da ausência familiar, além das dificuldades acadêmicas, que são muito graves, ainda mais nessa situação de perda de pais. Os impactos da institucionalização são gigantescos”, destacou.

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