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Acidentes fatais com motociclistas reduzem em 41,8% em Fortaleza

quarta-feira, 15 de maio 2024

Anualmente, o quinto mês do ano é marcado pela campanha de “Maio Amarelo”, que foi criada como uma estratégia para voltar a atenção da sociedade para o alto número de vidas perdidas em decorrência de acidentes de trânsito. Em Fortaleza, diversas medidas de educação, engenharia de tráfego e fiscalização preventiva estão sendo implementadas ao longo do tempo e, conforme as autoridades, já é possível identificar resultados positivos. Há nove anos consecutivos, a capital do Ceará apresenta reduções de mortes no trânsito.
No ano passado, por exemplo, 157 pessoas morreram nas vias da cidade. Deste número, 52,2% foram acidentes envolvendo motociclistas. Frequentemente, tal grupo é apontado como um dos mais vulneráveis no trânsito em listas que detalham estatísticas sobre o problema em diferentes lugares. Mesmo assim, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) informa que, em Fortaleza, o número de mortes de motociclistas caiu 41,8%. “Fortaleza cada vez mais se torna um exemplo para o mundo em termos de mobilidade sustentável e segurança viária”, afirma o gerente de educação para o trânsito da AMC, André Luís Barcelos.
Ao todo, o percentual de queda na quantidade de óbitos nas vias de Fortaleza foi de 58,4% em comparação com o ano de 2014, quando a tendência de redução da mortalidade no trânsito começou na cidade. Nesse período, os melhores resultados foram relacionados com os casos de veículos de quatro rodas, nos quais as mortes diminuíram em 96,7%.
Os pedestres foram o segundo grupo mais afetado por acidentes fatais na capital cearense segundo os dados mais recentes e representaram 38,2% das vítimas. Mesmo assim, também foi possível identificar uma redução de 57,4% nas fatalidades com esse grupo. Em terceiro lugar, aparecem os ciclistas, que representaram 8,3% das mortes no trânsito de Fortaleza no ano passado, mas que apresentaram uma queda de 60,6% nos índices relativos a esse tipo de situação. De acordo com o perfil traçado pela AMC, a maior parte das vítimas são homens entre 30 e 59 anos.
O gerente de educação para o trânsito da Autarquia atribui os bons resultados da cidade a medidas como readequação de velocidade, implantação de ciclofaixas, ciclovias e ciclorrotas, a melhoria do sistema de controle semafórico e outras estratégias que visam a segurança. “Ao longo desses últimos anos, as ações de educação também têm crescido exponencialmente, focando tanto nos usuários mais vulneráveis quanto nos fatores de risco envolvendo sinistros, e trazendo para a população uma cultura de segurança cada vez mais forte”, defende Barcelos, ressaltando também a relevância das operações de fiscalização nesse sentido.
O gerente acredita que, atualmente, a população de Fortaleza já compreende o papel que tem para com a manutenção da segurança no trânsito, o que também impacta positivamente nos resultados alcançados pela cidade quanto aos índices de mortalidade. “Nesse mês, temos uma campanha nacional e o slogan é ‘A paz no trânsito começa por você’. As ações estão acontecendo todos os dias, em todos os turnos, para que a população de Fortaleza lembre dos princípios da segurança viária. É um mês importante para que a gente possa fortalecer o compromisso que todos nós temos com a segurança. A responsabilidade no trânsito é compartilhada”, afirma.

Por Yasmim Rodrigues

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