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Geral

Aduaneiros param por 2 horas no Mercosul

quinta-feira, 15 de agosto 2013

Em Fortaleza, a entrada do Ministério da Fazenda, na Rua Barão de Aracati, na Aldeota, foi tomada ontem, das 9h às 11h, por uma manifestação promovida pela Federação dos Funcionários da Arrecadação Fiscal e Aduaneira do Mercosul, com o objetivo de chamar a atenção das pessoas para o desmonte das aduanas que está ocorrendo não só no Brasil, mas em todo o Mercosul: Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Auditor fiscal em Fortaleza e diretor do Sindifisco Nacional, Edmilson Bernardino Sousa, informa, durante a manifestação, que o desmonte da Aduana no Brasil e nos países da América do Sul vem ocorrendo de forma sistemática nos últimos anos. “A gente sabe muito bem, diz ele, que isso é feito por pressão dos grandes produtores de manufatura que veem países como o Brasil apenas como meros consumidores de suas mercadorias. Para eles não interessa uma aduana forte na América do Sul”. A quantidade de auditores responsáveis pelas mercadorias que entram e saem do Mercosul, portanto, está estagnada. As mercadorias, por sua vez, se avolumam a cada ano e como os funcionários permanecem sempre os mesmos, o resultado disso é uma vistoria superficial sobre o que entra e sai do Brasil, Argentina, Colômbia e outros países sul americanos. E isso, naturalmente, favorece, e muito, o contrabando, o superfaturamento, as drogas e a entrada de lixo hospitalar em detrimento da segurança e da economia nacional.

Interesses econômicos

A pressão dos interesses econômicos, no entanto, afirma o diretor do Sindifisco, é muito grande e como a tendência, no mundo todo, é o de as empresas tornarem-se cada vez maiores do que os países, as aduanas tendem a tornarem-se menores e mais frágeis diante delas.

A manifestação de ontem, portanto, que estava ocorrendo por duas horas nos portos e aeroportos do Brasil, também tinha o objetivo de alertar a população para o fato de que os auditores estavam ali defendendo os interesses da nação e não apenas os da categoria. Afinal, pergunta Edimilson Sousa, onde estão os postos de trabalho dos brasileiros? Em seguida informa que houve um tempo em que a agricultura usava mão de obra intensiva. Hoje, com as máquinas de ponta com as quais um único funcionário faz o trabalho de mil, este tipo de emprego acabou.

A soberania nacional, portanto, está em jogo diante do que está acontecendo e é preciso que ela seja defendida para que a indústria nacional cresça. Coisa que só ocorrerá se for preservada da concorrência desleal. Outra prestação de serviço feita pelos aduaneiros é o combate ao crime organizado nas fronteiras, entrada de drogas, armamentos e contrabando de todo o tipo.

As paralisações e manifestações  feitas no Brasil, portanto, estavam sendo realizadas em conjunto com os países que se limitam com o território brasileiro. Cada local, porém, tinha seu horário específico durante o dia.
 

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