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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

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Após estragos da chuva, dia é de recuperação

Após a maior chuva do ano registrada em Fortaleza, entre domingo e segunda-feira, com 169mm de precipitações, o dia, ontem, foi de recuperação dos equipamentos, das vias e dos prédios públicos afetados pelo volume de água. Com um registro de apenas 14,9mm de chuva, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), os moradores da Capital tiveram menos transtornos. Ainda assim, a Defesa Civil contabilizou 43 ocorrências, entre alagamentos, inundações e riscos de desabamento, distribuídas em seis regionais.

Após 24h de alagamento, ontem pela manhã, o túnel da Avenida Perimetral, no bairro Mondubim, seguiu cheio de água. O acesso foi interditado pela Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC) que orientou os motoristas que trafegavam pela Av. Godofredo Maciel.

Durante a manhã, operários da empresa de engenharia responsável pelo Metrofor realizavam o escoamento da água acumulada. Segundo um funcionário, a água retirada pela tubulação seguiria direto para o canal próximo ao local. No entanto, ainda conforme o funcionário, passadas 24h, o processo só havia retirado cerca de 10cm do volume de água. A estimativa, de acordo com ele, é de que a retirada da água dure até dois dias.

Já a assessoria de imprensa da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), através de nota, informou que duas bombas externas foram instaladas para aumentar o escoamento de água no local. A nota disse ainda que o túnel tem duas bombas internas e uma de reserva com vazão de 180 litros por segundo cada, garantindo o escoamento da água.

A assessoria também informou que “quando a drenagem for realizada será possível saber se algum problema, decorrente de algum tipo de entupimento, ocasionado por lixo trazido pela enxurrada, ocasionou a diminuição de ação das bombas internas para o escoamento”. Segundo o Metrofor, o túnel, concluído em maio de 2012 pelo consórcio Queiroz Galvão Camargo Correia, está dentro da garantia de seis anos.

TÚNEL NA SANTOS DUMONT

As obras dos túneis da Av. Santos Dumont com Via Expressa e da Avenida Paulino Rocha, em frente à Arena Castelão, também sofreram acúmulo de água. Pela manhã, enquanto a equipe do jornal O Estado esteve nos locais, as intervenções estavam paralisadas e não havia trabalho de escoamento da água. Na Via Expressa, no trecho das obras do VLT, lonas foram colocadas sobre os morros de areia para impedir o deslizamento.

Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf) informou que, apesar do acumulo de água no túnel da Santos Dumont, “nenhuma estrutura da obra foi afetada e que uma equipe técnica foi enviada ao local para realizar a instalação das bombas de drenagem”. O trabalho, segundo a pasta, estava previsto para ser concluído na tarde de ontem. Já nas proximidades do Castelão, a Secretaria afirmou que não foi constatado nenhum problema.

OCORRÊNCIAS

Na Av. Leste-Oeste, onde houve deslizamento de terra próximo aos prédios da Santa Casa e Centro de Turismo (Emcetur) na segunda-feira, o acesso, ontem, já estava normalizado. Não foram registrados transtornos. Pela manhã, a Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb) ainda realizava a retirada da areia que havia descido para a pista.

Das 43 ocorrências registradas pela Defesa Civil, ontem, 15 foram na Regional VI, 13 na V, seis na II, cinco na I, três na IV e uma na III. Do total de registros, 18 foram de alagamentos, 16 de riscos de desabamento, seis de inundações e três de desabamentos.

SITUAÇÃO DE HOSPITAIS AFETADOS PELA CHUVA É DENUNCIADA

O atendimento na emergência do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), no Papicu, onde na segunda-feira, parte do teto da sala de estabilização desabou, ontem, teve restrição durante o dia. A situação, segundo a assessoria de comunicação do Hospital, só foi normalizada no início da noite. Enquanto o local estava comprometido, somente casos considerados gravíssimos foram recebidos.

A sala de estabilização, conforme a assessoria, foi reparada e os oito pacientes que, haviam sido retirados do local após o incidente, retornaram a área. As deputadas Eliane Novais (PSB) e Fernanda Pessoa (PR) oficiaram o Ministério Público Federal sobre o ocorrido no HGF para que o órgão “tome as devidas providências” diante do caso.

Já no Gonzaguinha do José Walter, onde a chuva também causou estragos e alagou salas e corredores na segunda-feira, ontem, o Sindicado dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) realizou um ato e denunciou que o teto da unidade continua comprometido devido às infiltrações O Sindicato disse ainda que a direção do Hospital informou que a estrutura predial, que tem cerca de 30 anos, nunca teve revisão das instalações nem redimensionamento da carga elétrica, o que pode provocar risco de incêndio. O Sindifort afirmou que cobrou providências urgentes para garantir a integridade física dos usuários e profissionais de saúde.

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde declarou que, de acordo com o diretor do Gonzaguinha, Raimundo Paiva, o atendimento, ontem, ocorreu normalmente. Conforme a SMS, “todas as medidas cabíveis para sanar o problema já foram efetivadas, e com isso, o usuário permanece utilizando o equipamento sem nenhum prejuízo”.

 

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