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Após paralisação, atendimentos da Santa Casa devem ser normalizados

quarta-feira, 21 de fevereiro 2024

O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Vladimir Spinelli, informou ao Jornal O Estado que, no fim da tarde de ontem, 20, parte dos recursos financeiros advindos de emendas parlamentares foram liberados e que a instituição pôde atualizar a folha de pagamentos que estava em atraso. Os médicos do hospital suspenderam as atividades no último dia 15 em decorrência da falta de salários que, segundo o Sindicato dos Médicos do Ceará, começou em novembro do ano passado e se perpetuou nos meses seguintes, inclusive, no atual.
Na segunda-feira, 19, em assembleia, os profissionais de saúde decidiram manter a mobilização e chegaram a parar de admitir novos pacientes. Com o pagamento, o provedor espera que o serviço seja normalizado nesta quarta-feira, 21, uma vez que esta era a condição informada pelo sindicato. “Existe um gatilho automático que é: fez o pagamento, a paralisação será suspensa”, explicou previamente à reportagem o presidente da entidade, Dr. Leonardo de Alcântara.
De acordo com Spinelli, a diretoria técnica está procurando formas de evitar maiores transtornos para os pacientes. “Obviamente, respeitando a categoria médica, que tem toda a razão de estar apreensiva com esses atrasos constantes. Nós esperamos que, a partir de agora, possamos ter um controle melhor sobre os pagamentos da folha com a liberação do restante dos recursos”, disse.
Durante a suspensão de atividades, o Dr. Alcântara, detalhou que o centro cirúrgico ficou paralisado e os residentes também não estavam sendo treinados. Além disso, ele afirmou que a instituição, que costuma ter, em média, 300 pessoas internadas, ontem tinha apenas 29. Além da situação envolvendo os atrasos salariais, os profissionais da saúde que atuam no hospital também questionaram a falta de repasse do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cujo último depósito aconteceu em 2019.
O Sindicato dos Médicos revelou que, na sexta-feira, 16, a Santa Casa enviou um ofício no qual reconheceu as dificuldades para realizar os pagamentos em atraso e revelou os obstáculos burocráticos que estavam sendo enfrentados pelas emendas parlamentares. Segundo o texto, no dia 02 de janeiro, foram liberados apenas R$ 2 milhões, faltando ainda uma quantia de R$ 14 milhões.
No mesmo documento, o hospital teria informado ser o mais prejudicado dentre os filantrópicos, uma vez que é 95% SUS e tem mais de 70% de suas cirurgias na modalidade média complexidade, cujos valores estão defasados em pelo menos 220%. Além disso, a instituição detalhou que aguardava uma definição final sobre as emendas da bancada federal e ressaltou o desenvolvimento de um plano econômico para buscar a sustentabilidade financeira pela via da inovação.
O Dr. Leonardo de Alcântara concorda que o volume de recursos financeiros que chega à Santa Casa vindo do Governo Federal, do Governo Estadual e do Governo Municipal é insuficiente e por isso pede que os entes públicos se sensibilizem e aumentem os repasses. “Eles precisam sentar na mesa com a própria Santa Casa e com o sindicato também para a gente chegar nesses valores”, sugeriu o presidente.

O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Vladimir Spinelli, informou ao Jornal O Estado que, no fim da tarde de ontem, 20, parte dos recursos financeiros advindos de emendas parlamentares foram liberados e que a instituição pôde atualizar a folha de pagamentos que estava em atraso. Os médicos do hospital suspenderam as atividades no último dia 15 em decorrência da falta de salários que, segundo o Sindicato dos Médicos do Ceará, começou em novembro do ano passado e se perpetuou nos meses seguintes, inclusive, no atual.
Na segunda-feira, 19, em assembleia, os profissionais de saúde decidiram manter a mobilização e chegaram a parar de admitir novos pacientes. Com o pagamento, o provedor espera que o serviço seja normalizado nesta quarta-feira, 21, uma vez que esta era a condição informada pelo sindicato. “Existe um gatilho automático que é: fez o pagamento, a paralisação será suspensa”, explicou previamente à reportagem o presidente da entidade, Dr. Leonardo de Alcântara.
De acordo com Spinelli, a diretoria técnica está procurando formas de evitar maiores transtornos para os pacientes. “Obviamente, respeitando a categoria médica, que tem toda a razão de estar apreensiva com esses atrasos constantes. Nós esperamos que, a partir de agora, possamos ter um controle melhor sobre os pagamentos da folha com a liberação do restante dos recursos”, disse.
Durante a suspensão de atividades, o Dr. Alcântara, detalhou que o centro cirúrgico ficou paralisado e os residentes também não estavam sendo treinados. Além disso, ele afirmou que a instituição, que costuma ter, em média, 300 pessoas internadas, ontem tinha apenas 29. Além da situação envolvendo os atrasos salariais, os profissionais da saúde que atuam no hospital também questionaram a falta de repasse do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cujo último depósito aconteceu em 2019.
O Sindicato dos Médicos revelou que, na sexta-feira, 16, a Santa Casa enviou um ofício no qual reconheceu as dificuldades para realizar os pagamentos em atraso e revelou os obstáculos burocráticos que estavam sendo enfrentados pelas emendas parlamentares. Segundo o texto, no dia 02 de janeiro, foram liberados apenas R$ 2 milhões, faltando ainda uma quantia de R$ 14 milhões.
No mesmo documento, o hospital teria informado ser o mais prejudicado dentre os filantrópicos, uma vez que é 95% SUS e tem mais de 70% de suas cirurgias na modalidade média complexidade, cujos valores estão defasados em pelo menos 220%. Além disso, a instituição detalhou que aguardava uma definição final sobre as emendas da bancada federal e ressaltou o desenvolvimento de um plano econômico para buscar a sustentabilidade financeira pela via da inovação.
O Dr. Leonardo de Alcântara concorda que o volume de recursos financeiros que chega à Santa Casa vindo do Governo Federal, do Governo Estadual e do Governo Municipal é insuficiente e por isso pede que os entes públicos se sensibilizem e aumentem os repasses. “Eles precisam sentar na mesa com a própria Santa Casa e com o sindicato também para a gente chegar nesses valores”, sugeriu o presidente.

Por Yasmim Rodrigues

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