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Atletas de canoagem denunciam presença de lixo no mar da capital

segunda-feira, 29 de abril 2024

“Um rastro de lixo pela água que até dá tristeza”, é como a atleta de canoagem Lara Veras descreve a situação que vivencia recorrentemente ao praticar esportes nas águas da Beira Mar de Fortaleza. “Todos os dias eu remo aqui com meu time e é frequente a gente se deparar com essa situação de sujeira na praia. As ondas levando e trazendo diversos tipos de resíduos e os esgotos jogando lixo direto no mar”, detalha, ressaltando que o problema é ainda mais evidente durante a quadra chuvosa.
Em vídeo enviado ao jornal O Estado, é possível ver o acúmulo de lixo na faixa de areia à beira-mar na Praia do Náutico.“Vemos golfinhos e tartarugas quase todo dia. Imagine o mal que está atingindo esse ecossistema. Tudo isso acontece no cartão de visitas da cidade, área nobre, talvez um dos metros quadrados mais caros da Capital cearense. É um absurdo que há muito tempo precisa ser corrigido”, pontua a atleta.
O mais recente boletim de balneabilidade da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), referente ao período de 22 a 28 de abril deste ano, indicou cinco trechos impróprios para banho no setor Centro. Entre eles, há pontos na Praia do Mucuripe, como o Porto dos Botes e os espaços ao lado do Mercado dos Peixes, na altura da Estátua Iracema e na altura do Jardim Japonês. Na Praia de Iracema, o documento também indicou que a chamada “Praia dos Crush”, na altura do Centro Cultural Belchior, não está própria para banho.
Ainda conforme o boletim, quando uma região é considerada “imprópria”, significa que o valor obtido na última amostragem coletada foi superior a 2.500 coliformes termotolerantes por 100 ml da amostra ou que existem “ocorrências que possam ocasionar risco à saúde do banhista, como presença de resíduos sólidos ou animais no entorno da área de banho”.
Nos trechos da Praia do Meireles, todos foram considerados adequados aos banhistas, bem como dois espaços da Praia de Iracema, como o localizado na altura da Estátua de Iracema Guardiã e o que fica próximo à Ponte Metálica. Em toda a cidade de Fortaleza, o levantamento considerou que havia somente nove pontos próprios para banho.
Procurada pela reportagem, a Semace afirmou que a qualidade das águas marinhas é influenciada pela existência de eficiente sistema de drenagem, de coleta e tratamento de efluentes e coleta de resíduos sólidos, além de educação ambiental. “Sobre o lixo visível, acrescentamos que a coleta é de competência de órgãos municipais”, informou.
A Secretaria da Conservação e Serviços Públicos (SCSP) da Capital argumentou que os resíduos observados na orla da Beira Mar são resultado do descarte irregular de lixo nas vias de Fortaleza. Na nota, a SCSP explicou que, no período chuvoso, os resíduos são arrastados para as redes de drenagem que deságuam no mar.
“Essa prática pode ser evitada quando a população descarta o lixo nos locais adequados, como lixeiras, Ecopontos, ou utiliza serviços como o Re-ciclo, por exemplo.Vale ressaltar ainda que a Prefeitura de Fortaleza, por meio da SCSP, realiza a limpeza da faixa de areia da Beira Mar, assim como do calçadão, diariamente. Para o serviço, são utilizadas máquinas de varrição para recolher o lixo da areia, além de equipe de garis, todos os dias”, declarou.

Por Yasmim Rodrigues

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