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Avanços garantem melhores resultados no tratamento

terça-feira, 26 de março 2024

A tecnologia está presente em tudo, nos ajudando nas tarefas simples do dia a dia, tornando-se um fator importante no desenvolvimento da sociedade, trazendo inúmeras vantagens, como a facilidade na comunicação, melhoria na qualidade de vida e aumento da produtividade.
Na área da saúde, não poderia ser diferente, a tecnologia tem desempenhado um papel importante. Com os avanços tecnológicos na medicina, os pacientes têm grandes melhorias tanto na realização, quanto na precisão e rapidez de diagnóstico. Nesse âmbito, os procedimentos cirúrgicos também vêm ganhando novas opções de tratamento e tornando-se cada vez menos invasivos, garantindo assim, melhores resultados para os pacientes. Uma das cirurgias que vem se destacando pela inovação é a de glaucoma.
Essa doença é uma das principais causas de cegueira no mundo, ela se manifesta de forma silenciosa, e é causada pelo aumento de pressão nos olhos. Ela causa danos no nervo ocular que podem ocasionar a perda de visão se não tratada corretamente. Em estágios iniciais, pode não apresentar nenhum sintoma. Conforme dados da Associação Mundial de Glaucoma (WGA), estima-se que 80 milhões de pessoas no mundo tenham a patologia.
Segundo a doutora em Oftalmologia e membro da Sociedade Brasileira de Glaucoma, Hissa Tavares, uma das inovações mais significativas na cirurgia é a introdução de dispositivos minimamente invasivos, como o stent trabeculares e os sistemas de drenagem subconjuntival. Ainda conforme a médica, o Stent de glaucoma se assemelha aos cardíacos. Entretanto, é importante destacar que as inovações são indicadas para glaucomas iniciais e de ângulo aberto.
Os stents de glaucoma, a gente compara aos stents cardiológicos. Os stents cardíacos são colocados quando o paciente não precisa realizar aquela cirurgia aberta para fazer a ponte de safena, isso é nos casos iniciais de problemas cardíacos. O stent do glaucoma, ele tem a mesma analogia, colocamos nos paciente com glaucoma inicial a moderado, ele é colocado no ângulo do olho, plano trabeculado para aumentar a drenagem nesse local que está com stent. Alguns pacientes, a gente diminui a medicação ou ao invés de colocar mais um colírio, colocamos o implante. Esses dispositivos ajudam a melhorar o fluxo de fluido dentro do olho, reduzindo a pressão intraocular de forma eficaz e segura. Além disso, eles são menos invasivos do que as técnicas cirúrgicas tradicionais, resultando em tempos de recuperação mais curtos e menos complicações pós-operatórias”, destaca Hissa.
De acordo com a médica, outra evolução relevante na tecnologia de cirurgia de glaucoma é o uso do laser, usado na trabeculoplastia seletiva, para realizar procedimentos minimamente invasivos que visam diminuir a pressão intraocular.
“No glaucoma também existem as cirurgias a laser, o mais usado hoje é a Trabeculoplastia, com laser seletivo. Esse procedimento a gente realiza com ângulo aberto, glaucoma inicial moderado, até nos casos avançados. A intenção desse procedimento é baixar a pressão intraocular, conseguindo baixar em média 20%, podendo ser repetido se utilizarmos o laser e a pressão do olho subir, podemos repetir, fazendo um olho de cada vez ou pode fazer os dois olhos no mesmo dia”, explica.
Além disso, há grandes avanços na tecnologia de imagens, como a tomografia de coerência óptica (OCT), que permite uma melhor percepção e acompanhamento do progresso do glaucoma ao longo do tempo. O exame é responsável por ajudar os oftalmologistas a identificar sinais precoces de danos no nervo óptico e a ajustar o tratamento segundo as necessidades individuais de cada paciente.
“A tomografia de coerência óptica (OCT), é um exame que a gente utiliza para realizar um diagnóstico e acompanhamento do glaucoma. Os pacientes que têm glaucoma, a gente realiza esse exame que é um exame quantitativo, ele me dá quantidade de células de fibras nervosas que tem ao redor do nervo do olho. Esse exame no glaucoma é realizado uma vez ao ano, ou a depender do caso antes, mas normalmente é uma vez ao ano. Servindo para darmos o diagnóstico ou o acompanhamento da doença, para saber se está evoluindo ou não. No caso de evolução, a perda de fibras nervosas é mais acelerada, então precisamos baixar mais a pressão do olho do paciente ou procurar alguma coisa que possa ter interferido para essa pressão está alta, se o paciente não está usando o colírio direito, colírio fraco ou outra complicação. Mas o exame serve de acompanhamento”, finaliza Hissa.

Diagnóstico
O glaucoma é diagnosticado por meio de exame oftalmológico cuidadoso e da medida da pressão intra-ocular. Às vezes podem ser necessários outros exames, como de fundo de olho e campo visual.

Por Dalila Lima

GLAUCOMA

PRINCIPAIS SINTOMAS
Perda gradual da visão lateral
Dor forte e súbita em um dos olhos
Visão embaçada ou com a impressão de ser pior do que antes
Olhos vermelhos e inchados
Náuseas e vômitos
Dores na testa
Lacrimação
Sensibilidade à luz
Nebulosidade na parte frontal do olho
Aumento de um olho ou de ambos os olhos

TIPOS DE GLAUCOMA
Glaucoma de ângulo aberto
Glaucoma neovascular
Glaucoma congênito
Glaucoma agudo

FATORES DE RISCO
Pessoas acima dos 40 anos
Histórico familiar de glaucoma
Uso de corticóide ou outras medicações que aumentam a pressão intra-ocular
Traumatismo ocular
Pessoas de origem africana ou asiática
O diabetes pode aumentar o risco de desenvolver glaucoma, assim como a pressão arterial elevada e algumas doenças cardíacas.

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