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Ceará ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de alfabetização das escolas públicas

quarta-feira, 29 de maio 2024

Após queda de 73% para 45% entre 2019 e 2021, o Ceará ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de alfabetização das escolas públicas, aponta relatório divulgado nesta terça-feira (28) pelo Ministério da Educação (MEC). O atual índice do Estado é de 85% de crianças alfabetizadas no 2º ano do Ensino Fundamental, série considerada a correta pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aprender a ler e escrever. As informações se referem ao ano de 2023. Os 85% obtidos pelo Ceará estão acima da média nacional, de 56%.
Os números foram divulgados pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em evento com o presidente Lula (PT) e governadores. Com o resultado exitoso, de 12 pontos percentuais (p.p.) ante o segundo colocado, o Paraná (73%), o Ceará é o único que tem previsão de ficar com percentual acima da meta nacional, de 80%, anualmente, entre 2024 e 2029, aponta documento do MEC. Para 2030, a expectativa é de que todos os estados fiquem acima de 80%. No Nordeste, a unidade federativa (UF) com pontuação mais próxima à do Ceará é Pernambuco, que registrou 59%. Na sequência vêm Maranhão (56%), Piauí (52%), Paraíba (51%), Alagoas (44%), Bahia e Rio Grande do Norte (37%, cada) e Sergipe (31%).
O comparativo tem como base o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2021. “Investir em educação é a garantia de um estado mais justo, humano e igualitário”, declarou o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), diante do desempenho local. Secretária executiva de Cooperação com os Municípios da Secretaria de Educação do Ceará (Seduc-CE), Emanuelle Grace credita os resultados ao pacto estabelecido em 2007 entre gestão estadual e prefeituras de cidades cearenses. No mesmo ano, entrou em vigência o Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), com objetivo de alfabetizar crianças de até 7 anos.
“Temos um regime de colaboração muito bem consolidado que começou em 2007. Desde então, estamos nessa caminhada em busca de uma educação pública de qualidade”, argumenta. Em 2007, aponta Emanuelle, o total de crianças alfabetizadas no 2ª ano do Fundamental ficou abaixo de 40%. “Nenhuma criança pode ficar para trás. Nosso trabalho tem focado nessa filosofia”. A secretária credita a otimização dos investimentos a ações como disponibilização de material didático, formação de docentes, coordenadorias regionais responsáveis pela articulação com municípios, monitoramento de índices e ao incentivo via ICMS – sua respectiva eficácia.

97,1% alfabetizadas
Resultados publicados na segunda-feira (27) pela Seduc-CE mostram que o Ceará soma 97,1% das crianças alfabetizadas na idade correta. O índice também se refere a 2023. Os dados são do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Estado do Ceará (Spaece). “O estudo avaliou 100% dos estudantes no 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental da rede pública municipal, reunindo aproximadamente 285 mil alunos distribuídos em 3.695 escolas”, afirma comunicado da pasta estadual.
No ano passado, o Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb) 2023 colocou o Ceará com nota 5,5. Com a pontuação, o Estado chegou ao melhor resultado do Brasil, junto com São Paulo. O Ioeb é elaborado pela Roda Educativa e calculado via dados do Censo Escolar e do Sistema de Avaliação da Educação Básica. O levantamento avalia a aprendizagem dos estudantes e as condições da política educacional. No Ioeb 2023, cerca de 25% dos 184 municípios cearenses (um total de 31) ficaram entre os 50 melhores do país, conforme o indicador. Ararendá, no Sertão de Cratéus, tem a melhor nota entre as cidades brasileiras: 7,3. Na segunda posição está Cruz (7,0). Na terceira, Milhã (6,7).

Desafios do Ceará
De acordo com a gestora da Seduc, o Ceará contabiliza 901 mil estudantes na rede pública, com 98% concentrados na educação municipal (1ª ao 9º ano do Fundamental). Apesar do resultado de destaque nacional, o Estado tem voltado sua demanda de planejamento para os próximos meses e anos nas chamadas últimas séries do Fundamental (6º ao 9º ano), explica Emanuelle ao ser questionada sobre os atuais desafios locais da área. A ideia, acrescenta, é ir gradualmente avançando com tempo integral como apoio à rede municipal.
“Os anos finais estão sendo amplamente discutidos na perspectiva de desenvolver esse trabalho para adolescentes e suas famílias. Voltar o olhar para a pré-adolescência sem deixar de olhar para a alfabetização”. Um total de 97% dos estudantes matriculados no 9º ano tiveram acesso ao ensino integral, complementa a gestora. Os totais do 8º ano ainda serão divulgados.

Por Kelly Hekally

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