32 C°

.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

aniversario
aniversario

Geral

Ceará tem 3,4 mil diagnósticos de dengue e mais 10 mil casos prováveis

segunda-feira, 06 de maio 2024

Dados da plataforma IntegraSUS, da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), apontam que, até a última sexta-feira, 03, o estado já tinha registrado mais de 3,4 mil confirmações de dengue em 2024. Ao todo, foram notificados aproximadamente 25,2 mil casos, dos quais quase 10,7 mil são diagnósticos prováveis. Uma pessoa morreu neste ano em território cearense por conta da doença, que é transmitida por mosquitos fêmea da espécie Aedes aegypti, e outros 13 óbitos estão sendo investigados pelas autoridades de saúde.
“Há um aumento no número de registros de casos prováveis, que são os confirmados mais os que estão em investigação, principalmente na última semana epidemiológica dos meses de fevereiro e abril. Esses dados são maiores do que o ano anterior, mas os números gerais estão dentro do que é esperado para o período”, explica a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesa, Ana Cabral.
De acordo com ela, o momento atual exige atenção para que alguns municípios, que têm uma maior quantidade de diagnósticos da enfermidade, possam ser auxiliados quanto às medidas de prevenção e controle. Conforme a IntegraSUS, entre as localidades que apresentam a taxa de incidência acumulada de casos considerada “muito alta” estão, por exemplo, Brejo Santo, Penaforte, Baturité e Barroquinha. O cenário em Fortaleza é classificado como tendo incidência “baixa”.
“A principal forma de evitar a dengue é a eliminação de criadouros. A maior parte deles é encontrado dentro das nossas residências. Então, não devemos deixar água parada em recipientes como pneus, vasos de planta, garrafas vazias e outros locais em que o mosquito possa se reproduzir. A limpeza diária é muito importante, porque o acúmulo de lixo faz com que os ambientes se tornem mais propícios para concentrar água”, ensina a coordenadora, acrescentando que o uso de repelentes pode ser uma estratégia adicional de proteção.

Automedicação
À nível nacional, a dengue é uma preocupação para autoridades de saúde, uma vez que já há mais de 3,9 milhões de casos confirmados. Considerando o cenário de epidemia do país, especialistas do Ceará vem chamando a atenção da população para os perigos da automedicação. O farmacêutico do Hospital São José Claudevan Freire detalha que a doença comumente reduz as plaquetas no sangue, que são responsáveis pela coagulação. “Medicamentos que atuam nessas duas vias, tanto forçando o fígado ou interferindo na coagulação do sangue, nós devemos evitar”, alerta.
A principal classe de remédios que podem oferecer perigo são os anti-inflamatórios, entre eles, o ácido acetilsalicílico (AAS), ibuprofeno, naproxeno e diclofenaco. Anticoagulantes também requerem maior atenção, pois podem aumentar o risco de hemorragias. “É o caso da varfarina e também do medicamento fitoterápico chamado ginkgo biloba. ‘Ah, é um fitoterápico, indicado para circulação.’ Sim, é muito bom, mas quando há sinais de dengue, você tem que ter cautela e interromper o uso. Se o medicamento tiver sido recomendado pelo seu médico, você deve consultá-lo e ver a orientação que ele vai passar”, pontua Freire.
A Sesa ressalta que a utilização da ivermectina para tratar a dengue se trata de fake news e pode, inclusive, causar danos aos pacientes. “O próprio Ministério da Saúde já reconheceu que não há eficácia da ivermectina para tratar dengue. Ela não vai reduzir a carga viral, pelo contrário: se for tomada de forma errada, ela vai aumentar essa função do fígado e pode ser mais um fator prejudicial à saúde”, destaca o farmacêutico.
A secretaria informa que a dengue é uma doença autolimitada, na qual a maior parte das pessoas infectadas se recupera totalmente poucos dias após o início dos sintomas. O tratamento, nesse sentido, é baseado em aliviar os incômodos do quadro, repousar e ingerir líquidos.

Por Yasmim Rodrigues

hoje

Mais lidas

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com