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Edmilson Filho: conheça a trajetória do artista cearense de maior destaque da atualidade

quinta-feira, 02 de maio 2024

Dizem que o cearense já nasce com o dom de fazer as pessoas rirem. O estado é berço de grandes humoristas como Tirullipa, Tom Cavalcante, Adamastor Pitaco, Renato Aragão, entre outros. Além disso, Fortaleza, ficou conhecida como a capital brasileira do humor. Outra personalidade que vem se destacando nas telas de cinema, televisão e teatro é Edmilson Filho, ele é considerado um dos humoristas cearenses de maior destaque da atualidade.


Edmilson nasceu em Fortaleza, é o terceiro filho de quatro irmãos, sendo o único homem com três irmãs e em entrevista exclusiva para o jornal O Estado, o artista contou como começou sua carreira. Segundo ele, antes de ganhar o mundo do cinema, iniciou fazendo comédia em Fortaleza. Assim como seu personagem Aluísio Li, em “Shaolin do Sertão”, Edmilson sempre foi fascinado pelas artes marciais, foi então que nasceu a paixão pelo cinema.


“Eu comecei fazendo comédia no estado de Fortaleza nos anos 90, mas eu sempre fui apaixonado por cinema, e essa ligação do cinema veio através das artes marciais. Comecei a assistir filmes de Bruce Lee, Jackie Chan, e eu disse, rapaz um dia eu vou fazer um negócio desse, e aí juntou na academia que eu treinava Taekwondo junto Halder Gomes que é diretor de alguns filmes meus, que a gente tem uma parceria muito grande, ele também é outro apaixonado por cinema, e daí eu acho que foi um casamento perfeito, das artes marciais com o cinema. Então fizemos o primeiro curta em 2004, “O Artista contra o Caba do Mal”, e de lá pra cá, a gente começou a ter uma carreira de muito sucesso no cinema. Mas tudo isso, começou dessa amizade com Halder e da minha relação entre o cinema e as artes marciais”, conta Edmilson.

Foto: Luís Moreira/ O Estado

Em 2013, foi lançado o filme “Cine Holliúdy”, o qual foi um fenômeno de bilheteria que lhe rendeu o Prêmio Quem 2013 de melhor ator e a indicação do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Entretanto, o artista conta as dificuldades enfrentadas durante todo o percurso, desde a criação da história até chegar nas telas dos cinemas.


“Levou muito tempo para fazer o primeiro “Cine Holliúdy”, desde o papel até o filme ir para as telas do cinema foram praticamente 8 anos, e em 8 anos, qualquer pessoa teria desistido, né? Às vezes as pessoas pensam que foi de uma hora para outra, apareceu tá fazendo filme. Não, teve um caminho bem árduo. Mas de novo, fazendo aquela comparação para as artes marciais, a gente não desiste, tem uma disciplina muito forte, e a gente sabia que tinha um tesouro na mão que era o “Cine Holliúdy”, daí foi o divisor de águas da minha carreira, mas depois do “Cine Holliúdy”, a gente conseguiu ter um respeito e um respaldo muito grande no Brasil, das produtoras, das distribuidoras, agora através do stream também. Então, hoje a vida está assim, digamos que ela esteja mais leve em relação aos desafios, mas muito mais pressão porque agora você sempre tem que ter um trabalho de qualidade, você não pode dar passo para trás, e o desafio maior hoje é sempre tá trazendo um material novo, como é o caso do “Férias Trocadas”, que a gente foi gravar na Colômbia, foi todo rodado em Cartagena, tem desafios sabe, não é como você fazer um vídeo pro TikTok, o cinema ele é muito mais complexo”, afirma o humorista.

Estreia de “Férias Trocadas”
Chegando em todos os cinemas brasileiros nesta semana, o filme “Férias Trocadas”, foi um desafio para Edmilson, pois na história, interpreta dois personagens, com personalidades e sotaques totalmente diferentes, apenas com os nomes em comum, o que gera toda a confusão.


“Teve um trabalho todo do prosódia, dos maneirismos, de movimentação corporal para dar uma diferença clara e as pessoas esquecerem que ali é o mesmo ator fazendo dois personagens. Não tem nenhuma referência que eles são parecidos, nada disso, esquece. A única coisa que eles tem igual é o nome, o resto não tem nada a ver. “Ah, o cara parece comigo”, não tem isso no filme. Mas é um trabalho à parte, e o pior que fui eu que me meti nessa enrascada, fui eu que propus, deixa eu fazer os dois. Fui chamado para fazer só o Zé, aí eu falei “rapaz, e se eu fizer o Edu também, o outro personagem?”, aí o pessoal da produtora da Paris Filmes adoraram a ideia, aí eu, então vamos, vou fazer os dois. Me meti numa enrascada, mas deu certo”, finaliza Edmilson.

Por Dalila Lima

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