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Criança encontrada em Caucaia morreu por afogamento, diz laudo

quarta-feira, 27 de março 2024

A Polícia Civil (PCCE) e a Perícia Forense (Pefoce) divulgaram nesta terça-feira, 26, novas informações sobre a morte da menina de seis anos que foi encontrada sem vida dentro de um carro em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), no último dia 14 de março. A criança estava desaparecida desde o dia anterior. O corpo foi encontrado dentro de um veículo abandonado no bairro Tabuba e apresentava sinais de violência sexual. Ontem, um mandado de prisão temporária contra uma mulher de 56 anos foi cumprido, assim como um mandado de busca e apreensão para internação provisória em desfavor de um adolescente de 14 anos.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) explicou que, durante as oitivas, foram apresentadas “contradições e inconsistências” nas versões das testemunhas e possíveis suspeitos ouvidos. O adolescente teria sido responsável pelos crimes análogos a estupro e ao homicídio. Já a mulher, era a tia-avó que cuidava da criança e teria ajudado a ocultar o cadáver. O inquérito policial segue em andamento e, até o presente momento, foram ouvidas oito pessoas. O corpo da menina foi encontrado enrolado em um lençol por moradores da região que tentavam auxiliar nas buscas da família por ela.
O laudo cadavérico elaborado pela Pefoce indicou que a causa da morte foi asfixia por afogamento. Além das lesões que indicaram a ocorrência de crime sexual, os especialistas constataram uma hemorragia no pulmão, o que é compatível com uma situação de violência física, bem como lesões no pescoço. Após ser agredida, a criança teria sido afogada em água doce e com sujidades. Conforme as autoridades, na noite em que tudo aconteceu, chovia forte e havia diversos baldes pela casa, configurando um “ambiente muito propício para afogamentos”.
A Secretaria também informou que, com base no material colhido na residência da vítima, foi possível detectar a presença de sêmen do suspeito em um travesseiro e em um lençol que era utilizado para cobrir o berço localizado no quarto da menina. O travesseiro em questão foi descoberto escondido no telhado da casa. Não foi encontrado material genético do suspeito no corpo deixado no carro.
Tanto a mulher quanto o adolescente negam qualquer participação no crime e a investigação deve continuar nos próximos dias. As autoridades têm o prazo de 30 dias para concluir o inquérito policial e apresentar suas conclusões. O titular da 10ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ícaro Gomes Coelho, explicou que as contradições nas versões dos suspeitos foram um ponto-chave para a prisão, no entanto, há outros fatores que ainda devem ser analisados para determinar as circunstâncias da morte.
Até o momento, a mulher está sendo investigada por suspeita de ocultação de cadáver, falso testemunho e tentativa de fraude processual. O adolescente, por sua vez, poderá responder por atos análogos a estupro e homicídio.

Por Yasmim Rodrigues

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