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Escola de Gastronomia Social abreseletiva para bolsas de pesquisa

sexta-feira, 10 de maio 2024

A Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco (EGSIDB), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), lançou o edital de seleção de três projetos para a 7ª edição do Laboratório de Criação em Cultura Alimentar e Gastronomia. As inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas até o dia 5 de junho, no Mapa Cultural do Ceará.

Os interessados devem ter idade mínima de 18 anos, residência comprovada no estado do Ceará por no mínimo três anos e cadastro válido no Mapa Cultural do Ceará. Vale destacar, que serão priorizados para seleção, candidatos que integrem e/ou representem coletivos, comunidades, associações, cooperativas e grupos, formais ou informais, vinculados às áreas de Cultura Alimentar e Gastronomia Social e áreas afins, que tenham potencial de dividir, difundir e levar à implementação dos resultados das pesquisas desenvolvidas. O processo seletivo conta com duas etapas, compreendendo análise de documentação enviada e entrevista.
Selene Penaforte, superintendente da EGSIDB, destaca o papel do equipamento de colaborar com a solução de desafios e encontrar oportunidades. “Queremos apoiar iniciativas que promovam inovação e projeção da cultura cearense, de modo a fomentar o debate crítico sobre história, costumes, valores, hábitos alimentares, mercado, tecnologias, técnicas e tendências”, afirma.
O Laboratório de Criação tem a missão de contribuir com demandas que valorizam e utilizam saberes, ofícios e produtos da biodiversidade da cultura alimentar cearense. É o espaço de pesquisa, desenvolvimento e inovação, que tem o objetivo de criar e qualificar produtos alimentícios e seus processos de produção; desenvolver e aprimorar tecnologias sociais, metodologias e registros que fortaleçam o desenvolvimento local.
A pesquisa sobre a cultura alimentar objetiva destacar pessoas e saberes que fazem a cadeia de produção do alimento, a soberania alimentar de povos tradicionais (indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas), a economia do mar e do mangue, a economia criativa, o empreendedorismo de pequenos produtores, a agricultura familiar, a agroecologia, entre outras áreas e temáticas que possam fortalecer a cultura alimentar e a gastronomia cearense.
De acordo com Vanessa Moreira, coordenadora de Cultura Alimentar da EGSIDB, o programa possui o propósito de criar ou qualificar produtos alimentícios, utensílios, processos de produção, tecnologias sociais, metodologias, estratégias de valorização de produtos e serviços, e registros que fortaleçam o desenvolvimento local.
“Os impactos socioculturais acontecem quando a gente consegue de fato intervir nos processos de produção de pequenos empreendedores. Contribuir com os processos de produção, elaborando tecnologias ou criação de processos para novos produtos, pensando processos de inovação, é uma forma dos pequenos produtores competirem no mercado e gerarem iniciativas de empreendedorismo social. Pensamos nas análises laboratoriais, as rotulagens, embalagem, identidade visual da marca e isso tudo são possibilidades de criar estratégias de valorização de produtos, fomentando o desenvolvimento local”, comenta Vanessa Moreira.

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