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Espigões serão construídos na Praia da Peroba, em Icapuí

segunda-feira, 25 de março 2024

Para conter o avanço do mar e evitar mais danos e prejuízos à população que moram de frente ao mar na Praia do Peroba, em Icapuí, litoral leste do Ceará, dois espigões serão construídos de acordo com uma autorização realizada após acordo judicial.
Barras de Praia, residências e empreendimentos comerciais já foram afetados por conta do avanço da maré. Em uma sentença realizada na última sexta-feira (22), a Justiça Federal autorizou a construção com base na emissão de um laudo técnico pericial emitido por um especialista no caso.
A expectativa dos moradores é que a obra tenha início de imediato. Além dos dois espigões, será feito uma engorda da faixa de areia. “Já estava mais do que na hora. Já perdi muita coisa por conta do avanço do mar. Eu entendo que as coisas da natureza ninguém nem sempre vai controlar, mas o poder público, em certos casos, tem condições de evitar com que isso aconteça. Não quero que nossa cidade fique igual a outras cidades próximas a Fortaleza que se acabaram por conta do avanço do mar e também do esquecimento do poder público”, lamenta uma moradora da região em entrevista a reportagem.
Celso Martins é comerciante e tem uma pousada na cidade. Ele afirma que a procura por aluguel dos quartos diminuiu. “Aqui não existe mais nenhuma atração turística favorável para atrair as pessoas. Por conta do avanço do mar, algumas empresas ficam com receio de realizar investimentos e depois perder. É como se fosse uma cadeia hereditária. Se não tem atração, não tem turistas, se não tem turistas, meu negócio não funciona. Se meu negócio não funciona, não tem como viver bem”, reclama.
Israel Santos é presidente da Associação de Moradores da cidade e afirma que a prefeitura e a Defesa Civil já fizeram trabalhos para diminuir os prejuízos, mas não foi o suficiente. “Houve nos últimos meses algumas ajudas paliativas. A prefeitura já fez com a Defesa Civil ajudas como doações de lonas grandes de plástico e colocamos aqui com ajuda da população e pescadores na orla. Como também pedras grandes, mas não está dando jeito”.

Por Ismael Azevedo

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