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Festival Internacional de Dança do CBDD reúne artistas nacionais e internacionais em Fortaleza

quinta-feira, 18 de abril 2024

A dança tem um papel importante na história e na cultura da sociedade. Nos primórdios da humanidade, era usada de diversas formas, desde rituais sagrados e religiosos até o entretenimento dos reis e rainhas. Hoje em dia, a dança é considerada uma atividade física que proporciona bem-estar, atraindo pessoas às escolas de dança e academias. Além disso, ela também é a expressão artística mais antiga do mundo.


Para muitas pessoas a dança é um hobby, uma terapia, uma forma de relaxamento. Ela ajuda também na prevenção e no tratamento de algumas doenças. Já para outras pessoas a dança vai além de uma paixão, tornando-se uma profissão. Com os mais diversos estilos de danças brasileiras, muitas ganharam grande destaque e se tornaram atrações populares, como as folclóricas e as festas juninas. Dando início assim, aos mais variados festivais de dança que vem cada vez mais se destacando no Brasil.

Foto: Hugu Silveira

Os festivais de dança são responsáveis por desempenhar um papel crucial na formação e na profissão de bailarinos brasileiros, sendo espaços onde jovens têm a oportunidade de mostrar seu trabalho, conhecer profissionais renomados e receber feedbacks construtivos.


A capital cearense também não fica de fora na promoção dos festivais. Fortaleza receberá dos dias 24 a 28 de abril, a oitava edição do Festival de Dança do Conselho Brasileiro da Dança (CBDD), órgão filiado à UNESCO e ao Consel Internacional de La Dance Brasil el México e Competições internacionais Europa e as Américas, sendo ele o maior em dança do país, sendo organizado aqui no Ceará pelas professoras, coreógrafas e produtoras culturais Janne Ruth e Atenita Kaira.


A primeira edição do festival aconteceu em 2016,logo após a diretora do Festival Internacional de Dança de Fortaleza, Janne Ruth, assumir a delegação cearense em 2015. Segundo ela, a criação teve como objetivo principal unir os mais diferentes tipos de expressões artísticas, criando uma aproximação entre as regiões brasileiras.


“Em 2015, eu fui eleita delegada no estado do Ceará. Então, a partir de 2016, eu promovi o festival para fomentar a dança, criar intercâmbio, aproximar as regiões do Brasil, receber bailarinos de outras delegações e fazer esse grande intercâmbio, e deu muito certo. Ele nasceu para fomentar, para dar oportunidade, para se conhecer outras culturas, para ter trocas importantes, com a parte de formação, sendo muito importante, que são os cursos, as residências, as palestras, as rodas de conversa. Então, esta promoção do CBD, ela promove exatamente isso, este grande encontro em todos os setores”, afirma Janne.


A diretora também destaca a importância deste evento tanto para os artistas que participam, quanto para quem o assiste. É por meio dele, que se tem os mais variados tipos de cultura em um só lugar, fazendo uma passagem do clássico até o moderno, promovendo assim, uma troca de conhecimento.
“Ele tem uma importância enorme porque é no momento em que você se senta. Você está no Nordeste, em um festival, você se senta e pode assistir o Norte, o Sul, Sudeste, Centro-Oeste. E é impressionante, é incrível, porque você não precisa sair de casa para ver tantas culturas. O CBD tem essa troca com outros delegados e vem bailarinos de todo o Brasil”, destaca.

Foto: Hugu Silveira

Para Janne, o CBDD se tornou um dos maiores festivais do Brasil, sendo responsável por levar bailarinos brasileiros para outros estados como também para outros países por meio de bolsas. “Hoje, o CBDD é um dos maiores festivais do Brasil. É um dos festivais que mais exportam bailarinos, com bolsas nacionais, internacionais, exceções. E é incrível, incrível, incrível, incrível. E nós estamos agora na oitava edição, e é só sucesso”, completa.


Premiado em algumas edições, o bailarino Felipe Souza, natural de Fortaleza, participa do festival desde sua criação. Para ele poder ser reconhecido, mostra que toda a sua dedicação e anos de estudo valeram a pena, afinal de contas, ninguém chega a algum lugar sem esforço. Em uma das categorias o bailarino alcançou o primeiro lugar.


“Já tive diversas premiações, e a que tirei em primeiro lugar foi na categoria do Contemporâneo Avançado, Solo Doce do Ventre Avançado e Solo Contemporâneo Avançado. E receber a premiação é a resposta de anos de trabalho. A gente não consegue chegar a um lugar, a um patamar sem ter um esforço, sem ter uma história, sem ter um estudo. Então receber essas premiações é o reconhecimento de todos esses anos de trabalho, que são muitos”, afirma Felipe.


Uma das juradas do festival é a Diretora Artística da Escola Técnica de Ballet Adriana Assaf e da Cia Paulista de Dança, considerada um dos principais nomes do ballet clássico do nosso país. Para ela, participar de uma banca avaliadora é uma das tarefas mais difíceis, pois além do trabalho, estão lidando com sonhos, sendo preciso ser justa na avaliação.


“Eu considero um desafio ser banca avaliadora porque nós estamos lidando com o trabalho de uma outra pessoa. Então avaliar o trabalho de uma outra pessoa é uma responsabilidade muito grande. Tanto no sentido de ajudar a pessoa, de passar informações, de passar conhecimento, como também no sentido de ser justa. Porque muitas vezes, principalmente na questão da variação de repertório, as variações são de um ou dois minutos e são muitas meninas que estão competindo”, afirma Adriana.


Ao todo, 1.600 bailarinos vindos de 16 estados brasileiros estão participando. Do Ceará, cerca de 14, 15 cidades participam. Uma das academias que está concorrendo com coreografias em todas as modalidades, é a Academia Tereza Passos. No evento destaca-se a realização do GPID pelo quarto ano consecutivo, uma competição de alto nível que premia bailarinos em categorias que vão do Pré ao Sênior, em ballet clássico de repertório e dança contemporânea.


Além das competições, o festival oferece uma vasta programação de cursos e audições, disponibilizando 500 vagas em diversas modalidades de dança, com professores e mestres de renome nacional e internacional, promovendo a formação de novos talentos e a troca de experiências.
O festival acontecerá no Teatro Rio Mar Fortaleza, com atividades durante todos os dias. No dia 28 de abril, manhã e tarde, acontecerão as competições do Grand Prix Internacional de Dança (GPID), no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

PROGRAMAÇÃO GERAL

24/04: Cursos

25/04: Ballet de Repertório (I a IV) – Dança acrobática (I a VII) – Estilo Livre (IV a VII);

26/04: Estilo Livre (I a III) – Ballet de repertório (V a VII) – Ballet clássico e Neoclássico (IV a VII);

27/04: Ballet Clássico e Neoclássico (I a III) – Jazz (IV, V a VII) – Dança Contemporânea (V a VII);

28/04: Jazz (I) – Dança Contemporânea (I a IV) – (retirada de linóleo) – Sapateado (I a VII) – Danças Urbanas (I a VII) – Danças Populares (I a VII) e Danças internacionais (I a VII), podendo ocorrer alteração na programação. 

28/04: Competições do GPID.

Inscrição pelo Site – http://festivalcbddfortaleza.com.br/

SERVIÇO

Data: 24 a 28 de abril de 2024

Local: Teatro Rio Mar Fortaleza e Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Ingressos: Disponíveis na bilheteria do Rio Mar Fortaleza ou pelo aplicativo Uhuu! (R$50,00 – meia entrada e R$ 100,00 – inteira, para compra antecipada até o dia 24/4; R$ 60,00 – meia e R$120,00 – inteira)

GPID venda de ingressos somente na Bilheteria do Teatro do Centro Cultural Dragão do Mar.

Valor R$ meia 50,00 Inteira – R$ 100,00

Para mais informações sobre inscrições, programação e detalhes do evento, visite o site oficial https://festivalcbddfortaleza.com.br/ e siga o Instagram @festivalcbddfortaleza

Por Dalila Lima

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