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Fortaleza amplia número de vias com velocidade máxima de 50 km/h

quarta-feira, 19 de junho 2024

Avenida Edilson Brasil Soares recebe intervenção de segurança viária, bem como aumento de malha cicloviária

Kelly Hekally

Segundo AMC, escolha de vias para redução tem como base fluxo de veículos FOTO: Dalila Lima / O Estado

Fortaleza passa a ter mais uma via com velocidade máxima reduzida para 50 km/h, após intervenção de segurança viária finalizada na avenida Edilson Brasil Soares, no Parque Manibura. Com a atualização deste mês, a Capital soma cerca de 60 vias do perfil, com extensão total de 169 km readequados.

O Estado questionou a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), responsável pela ação, a quantidade exata, mas não obteve o número específico.

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A Capital tem também vias de acesso local (próximas a escolas, por exemplo) e coletoras (cuja função é redistribuir o trânsito pela Cidade) com velocidades máximas de, respectivamente, 30 km/h e 40 km/h, também após redução. A quantidade exata de ambas também não foi informada.

A readequação é considerada essencial pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reduzir o número de mortes no trânsito.

O objetivo das duas instituições é tornar possível o cumprimento por parte dos países para diminuir à metade, até 2030, mortes e lesões graves no trânsito. De acordo com dados da OMS, a readequação da velocidade de 60 km/h para 50 km/h aumenta em dez vezes a chance de uma pessoa atropelada sobreviver. Fortaleza alcançou em 2022 o oitavo ano consecutivo de diminuição de acidentes fatais.

Com o total de 158 óbitos em suas vias em 2022, a diminuição em relação a 2014 foi de 58%. Em 2023, o total de vítimas ficou semelhante ao de 2022: 157.

Referência nos debates sobre compartilhamento coletivo do espaço público, a WRI Brasil cita a Capital como modelo de boas práticas de segurança viária. Nacionalmente, em contrapartida, números do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de agosto de 2023 sinalizam que a taxa de mortalidade no trânsito brasileiro aumentou 2,3%, com pelo menos 390 mil óbitos em acidentes com meios de transporte terrestres.

No caso dos motociclistas, também segundo o instituto, as mortes dobraram na última década, representando 30% dos casos fatais registrados até o mesmo mês de 2023. O compilado aponta imprudência, excesso de velocidade e uso de álcool como os principais fatores que contribuem para acidentes.

AMPLIAÇÃO MALHA CICLOVIÁRIA
Também no bairro, a AMC finalizou a implantação de novos trechos com ciclovia e ciclorrota. Com a atualização, Fortaleza registra 452,1 km de extensão de vias para bicicletas e mantém a meta de chegar a 500 km até o final deste ano, explica a coordenadora da Gestão Cicloviária do órgão, Priscila Diniz.

“São 13,6 km de ciclorrota; 293,7 de ciclofaixa; e 141 km de ciclovias, aproximadamente”, afirma. A gestora pontua que a distribuição da extensão se dá em toda a Cidade e que neste momento a AMC foca na integração entre a malha cicloviária já posta.

Questionada sobre a deficiência de infraestrutura de ciclovias de Fortaleza, Juliana diz que a avenida Paulino Rocha vai receber reestruturação da faixa destinada aos ciclistas, assim como outras da Cidade. “Estamos trabalhando na manutenção delas, como por exemplo remanejamento de postes e alargamento, como a da avenida Humberto Monte”.

As ações estão alocadas no orçamento fruto de empréstimo municipal junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e destinado ao Programa Cidade Sustentável, no valor de US$ 73,3 milhões. As iniciativas de mobilidade urbana na Capital são realizadas em conjunto pelas gerências de gestão cicloviária e de segurança viária.

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