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Fortaleza está há 11 anos sem epidemia de dengue, diz Sarto

sexta-feira, 22 de março 2024

O prefeito de Fortaleza, José Sarto, ressaltou nesta quinta-feira, 21, que a capital cearense está há 11 anos sem registrar epidemias de dengue. “Isso mesmo com os três últimos anos com quadra chuvosa atípica, o que propicia o acúmulo de água e pode aumentar os focos do mosquito”, destacou o gestor durante o evento de implantação da lei para o pagamento de incentivo financeiro do Programa de Qualificação da Ações de Vigilância em Saúde (PQA-VS) aos agentes de combate às endemias (ACE) e às demais categorias que atuam diretamente no cumprimento das metas do programa.
De acordo com Sarto, mesmo diante do cenário positivo da cidade no geral, bairros como José Walter e Barra do Ceará ainda apresentam uma alta incidência da doença. “Temos feito mutirões de combate nessas localizações desde o ano passado. Além disso, temos feito ações nos limites do município, a ação Fronteiras. A iniciativa é conjunta, juntamos forças com as outras administrações para combater o mosquito naquelas localizadas onde os limites municipais não são bem estabelecidos”, lembrou.
Conforme os dados da plataforma IntegraSUS, da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), atualmente o Ceará tem mil casos confirmados de dengue e quase 10 mil notificações. Até o presente momento, não há confirmação de nenhum óbito pela enfermidade no estado, porém, seis casos estão em investigação. O território cearense também conta com 137 diagnósticos de chikungunya e um de zika. É válido ressaltar ainda que, no ano passado, com 14.066 confirmações de dengue, foi possível observar uma queda de 64,6% nos índices da doença em comparação com 2022.
A Sesa já alertou a população sobre o fato do risco de proliferação do mosquito transmissor, Aedes aegypti, aumentar durante o período chuvoso. Por isso, as autoridades vêm recomendando que as pessoas redobrem a atenção quanto à eliminação dos criadouros domésticos, evitando o acúmulo de água em depósitos desprotegidos. No caso de sintomas como dores musculares, febre, mal-estar, moleza, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo, é necessário procurar a unidade de saúde mais próxima de casa para receber orientações médicas.
Os ACE trabalham diretamente com o enfrentamento às arboviroses. No ano passado, segundo a Prefeitura de Fortaleza, foram realizadas mais de 2 milhões de visitas, que culminaram na eliminação de 35.139 focos do mosquito.

Incentivo
O benefício anunciado pelo Município contempla os ACE que atuaram entre os anos de 2020 e 2022, o que deve abranger cerca de 1.300 pessoas. Cada servidor receberá proporcionalmente ao período trabalhado, podendo ser integral, contemplando os três anos, ou parcial, de acordo com os meses em que desempenhou atividades. O valor varia conforme o ano de referência.
Segundo o prefeito, a gratificação será paga em parcela única no dia 1º de maio. “Lembrando que para receber, precisa atingir certas metas e critérios, os quais Fortaleza tem se destacado, como é o combate à dengue e outras arboviroses”, explicou o Sarto.
Pelo desempenho alcançado no período citado, a capital do Ceará recebeu aproximadamente R$ 5,4 milhões do Governo Federal. Metade desse valor será destinado para o incentivo. Os próximos pagamentos, incluindo os referentes a 2023, acontecerão conforme os repasses aos municípios.

Por Yasmim Rodrigues

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