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Fortaleza investiga 5 suspeitas de “varíola dos macacos”

sexta-feira, 01 de julho 2022

Durante a manhã de ontem, 30, a Secretaria de Saúde do Estado (SESA) realizou uma coletiva de imprensa para falar sobre o quadro de saúde do Ceará quanto a covid-19 e a “varíola dos macacos”. O primeiro caso de monkeypox do estado foi confirmado durante a noite de segunda-feira, 29, em um paciente de 35 anos de Fortaleza, que se encontra em isolamento domiciliar. O paciente tem histórico de viagem a São Paulo e Rio de Janeiro, onde há casos confirmados.

A presidente da Sociedade Cearense de Infectologia, Dra. Lisandra Damasceno, explica que o fato da transmissão provavelmente ter ocorrido entre brasileiros representa uma preocupação a mais. “Já se trata de uma transmissão comunitária dentro do Brasil, ainda não podemos dizer que temos uma transmissão comunitária dentro do Ceará. Por outro lado, sabemos como vigiar a doença e isolar os pacientes. Precisamos manter a vigilância para que não se espalhe ainda mais”.
Em todo o estado, já foram notificadas 14 suspeitas de monkeypox, porém, ontem, o caso que era investigado em Cedro foi descartado, assim, contabilizam-se três descartes no total. Atualmente, seguem em investigação outras 10 suspeitas, das quais 5 se encontram na capital e as outras 5 estão em Caucaia, Caridade, Russas, São Gonçalo do Amarante e Ocara.

A SESA informou que a “varíola dos macacos” não é uma doença nova e é considerada endêmica em regiões da África. A secretaria apontou também que não se pensa na “varíola dos macacos” como uma doença com potencial de surto, pois para a contaminação é necessário contato próximo com pessoas infectadas. Nesse contexto, é recomendado o uso de máscaras uma vez que um paciente pode apresentar tosse e ter lesões na boca.
A Dra. Lisandra Damasceno detalha que o isolamento pode durar entre 3 e 4 semanas. A doença costuma passar sozinha, nesse sentido o tratamento é feito para amenizar os sintomas. “Além disso, pessoas entre 40 e 50 anos de idade foram vacinadas contra a varíola humana e a vacina da varíola humana é eficaz para proteger as pessoas da monkeypox”, pontua.

Para evitar o contágio, recomenda-se que não haja contato com pacientes com suspeita ou com casos confirmados. Além disso, higienizar as mãos, utilizar álcool em gel e, se estiver doente, ficar em casa são estratégias válidas. A SESA informou que a monkeypox costuma ser mais preocupante em recém nascidos e crianças com imunodeficiência.
Após a confirmação, há o rastreamento das pessoas que tiveram contato com o paciente e estas são monitoradas por 21 dias. No Ceará, a referência de tratamento é o Hospital São José e, de acordo com a secretaria, todas as regiões no interior já estão orientadas sobre como proceder diante de um caso suspeito. “Os principais sintomas são febre, dor no corpo, gânglios inchados e o aparecimento das lesões de pele, que podem chegar a ser bolhas. É importante lembrar que a ‘varíola dos macacos’ costuma ser um caso mais leve do que a varíola humana, que foi erradicada”, afirma o infectologista do Hospital São José, Dr. Lauro Perdigão.

O médico chama atenção ainda para as diferenças entre a monkeypox e a varicela, popularmente conhecida como catapora. “As lesões são diferentes, na varicela temos lesões em vários estágios de maturidade, que estão virando bolhas ou crostas e, na ‘varíola dos macacos’, temos lesões muito semelhantes do começo ao fim do quadro. Mas, é importante que essas lesões sejam avaliadas por um médico”, detalha.
De acordo com o Dr. Lauro Perdigão, é válido ressaltar também que apesar do nome, os macacos não são fontes de transmissão. “Ela ganhou esse nome porque foi detectada primeiro em macacos de laboratórios. Mas, os principais reservatórios da doença na natureza são roedores africanos”.
Por Yasmim Rodrigues

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