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Funci realiza campanha de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

quinta-feira, 30 de maio 2024

O mês de maio é dedicado ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, com a campanha “Maio Laranja”. Segundo dados da Fundação Abrinq, em 2022, a cada 24 horas, o Brasil registrou 124 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. Ainda conforme a pesquisa, a cada quatro vítimas de violência sexual no país, três são crianças ou adolescentes.
Conforme as estatísticas nacionais, os casos de violência permanecem em alta no Brasil. O Disque Direitos Humanos, ou Disque 100, registrou 7.887 denúncias de estupro de vulnerável, estes números equivalem o período de 1º de janeiro e 13 de maio deste ano.

Criada em dezembro de 1993, a Fundação da Criança e da Família Cidadã (Funci), tem como missão promover e executar políticas públicas de defesa e proteção integral de crianças e adolescentes, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Por meio da Rede Aquarela, que é estabelecido por lei, é feito toda uma prevenção e um monitoramento dos casos de abuso e exploração sexual, como explica o presidente da Funci, deputado Raimundo Gomes de Matos.

“A Funci, faz parte da estrutura organizacional da prefeitura municipal de Fortaleza, e ela atua num programa chamado Rede Aquarela, que é justamente um programa que visa fazer a prevenção, o monitoramento de todas essas incidências que ocorrem no município de Fortaleza em relação a abuso, exploração sexual de crianças e adolescentes. Então, existe uma estrutura organizacional que é justamente através desse programa que é constituído por lei, que é a Rede Aquarela, que faz essas ações intersetoriais”, destaca o presidente da Funci.

Foto: Luís Moreira/O Estado

Segundo o presidente da fundação, existe uma subnotificação dos casos em Fortaleza, somente neste ano, conforme Dados Equipe Aquarela Dececa até abril, cerca de 250 casos já foram registrados. O deputado também destaca que dentre os casos registrados não estão somente o sexo feminino. Além disso, ele também enfatiza, que muitos não são registrados e por isso é muito importante o trabalho dos meios de comunicação na divulgação e conscientização, pois é de suma importância.


“É como nós havíamos falado, é uma subnotificação. Nós temos um registro já em 2024 de 250 casos, e a gente observa que não é só a questão do sexo feminino, desses 250 casos, tem mais de 50 que são rapazes. Então a gente precisa também ter um olhar diferenciado nesses jovens, porque às vezes os jovens são imbuídos a ter essas práticas que é por falta de uma orientação. Então existe essa incidência, além de uma incidência na faixa etária, triste a gente vê quase 50 casos de crianças até 6 anos. Quer dizer, é uma coisa que considero até um absurdo, na faixa etária de 11 anos, até 11 anos é quase 80 pessoas, quer dizer isso dos casos notificados. Quantos casos não notificados são registrados, então precisa ter todo esse apoio, todos vocês que acompanham o jornal O Estado, que tem as redes sociais também, que possam também usar as mídias sociais para fazer esse alerta nessa questão das ações de prevenção, é de suma importância”, enfatiza.

Ainda segundo o presidente da fundação, às vezes existe uma banalização dos casos, e por meio da Rede Aquela, a Funci, busca conscientizar sobre essas incidências, pois a cada dia que passa esses números aumentam cada vez mais, e que os números apresentados, não refletem a realidade.

“Infelizmente, às vezes, há uma banalização dessas incidências. O que nós estamos trabalhando com o programa da Rede Aquarela e dialogando com todos os segmentos governamentais e não governamentais, é que nós não poderemos jamais considerar isso uma coisa normal, uma coisa de rotina, uma coisa, às vezes, da instabilidade, desagregação familiar, o que nós precisamos sempre é ter a certeza de que a população tem um olhar diferenciado. Porque infelizmente os casos vêm aumentando, aos existentes, o caso vem aumentando também porque a população está se manifestando. É claro que os dados que nós vamos apresentar, os dados que nós temos, não refletem a realidade, porque a subnódica”, diz.

Além disso, uma conscientização com outros órgãos municipais vem sendo realizada, tendo em vistas que muitos procuram ajuda, ou demonstram sinais, mas são ignorados, seja nas escolas, unidades de saúde, ou até mesmo nas próprias casas e que não é possível ser detectado pelos conselhos tutelares.


“Quantas famílias, quantas crianças, quantos adolescentes, efetivamente, estão sofrendo desses maus tratos e que infelizmente não se detecta via o Conselho Tutelar ou até na própria unidade de saúde, porque às vezes adolescente vai naquela unidade de saúde, a gente está conversando, dialogando também com as unidades de saúde o comportamento da criança, do adolescente na escola também, estão dialogando com o diretor das escolas porque o comportamento de um adolescente dentro da sala de aula, o professor e a professora conseguem detectar o humor da criança, o jeito de ela entrar na sala, de sair, interagir com os demais colegas então há muito mecanismo que a gente pode identificar que está havendo alguma questão relacionada com aquela vida saudável daquele adolescente na escola, então existe todo esse diálogo junto com o espaço. Governamentais e não governamentais nesse sentido”, finaliza.

ONDE PROCURAR AJUDA

  • Rede Aquarela – (85) 3433.1419 (85) 9841.2029;
  • Eixo de Atendimento Psicossocial – (85) 3238.1682 (85) 3433.1421 (85) 98739.5259, (85) 98419.2029;
  • Eixo Disseminação Aquarela – (85)3433.1419
  • Eixo Dceca – (85) 3101.7589;
  • Eixo 12ª Vara – (85) 34928710.

Por Dalila Lima

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