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terça-feira, 30 de novembro de 2021.
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Garis e servidores fazem protesto pacífico no Paço Municipal

Garis da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb) e os servidores municipais reuniram-se, ontem, em ato pacífico, para protestar em frente ao Paço Municipal. As categorias cobram diálogo com a Prefeitura de Fortaleza.

“Estamos atrás de marcar uma reunião de atendimento para solucionarmos as pautas dos servidores públicos que têm uma isonomia transitada em julgado e há mais de 60 dias que tentamos esse diálogo, como também pelo atendimento das reivindicações dos trabalhadores da Emlurb, que estão aí para tentar assegurar seus direitos”, ressaltou a presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), Nascélia Silva.

Os garis estiveram em estado de greve por 40 dias entre abril e maio deste ano. Após os pontos acordados, aceitaram retornar ao trabalho. No entanto, desde então, apenas uma pauta foi atendida. De acordo com Nascélia, somente a questão da distribuição do leite vigorou. Ainda assim, o gari José Airton, que está na profissão há 23 anos, reclama que a categoria só recebe um pacote de leite de 500ml, enquanto o Ministério Público determina a entrega de 1 litro de leite por dia, e a Prefeitura alega que distribui três pacotes.

No último 26 de maio, para que a categoria retomasse as atividades, havia sido acordado o cumprimento das seguintes reivindicações: resolver problema de transporte adequado aos trabalhadores para que não fosse mais em caminhões e caçambas; fornecimentos de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s); regularização da distribuição de leite; desconto de 6% do vale-transporte sobre o vencimento base, ao invés de 6% sobre a remuneração; reposição de valores descontados entre novembro/13 e abril/14 e resposta sobre a manutenção da Licença Especial e Quinquênio.

ISONOMIA SALARIAL

Os servidores municipais que também estiveram no Paço cobravam a implantação de isonomia salarial, cujo processo judicial decorre há 12 anos. A ação contempla 603 servidores e já foi julgada em última instância pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que negou Reclamação do Município à PMF dando ganho de causa à categoria. De acordo com o Sindfort, a implantação de recursos pela PMF não tem fundamento jurídico, inclusive, desde 11 de agosto corre uma multa diária de R$ 300 mil por dia ao município pelo não cumprimento da equiparação de valores.

Para o servidor Ubirajara Félix, a sensação é de humilhação. “Estamos nesse processo da isonomia há 12 anos, a causa já foi ganha desde abril e a Prefeitura vem protelando e não paga os direitos da gente. Nós nos sentimos totalmente rejeitados, excluídos, humilhados e enrolados”, reclamou o servidor.
 

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